A Crise de 1929 e o New Deal: A Transformação dos EUA
A Grande Depressão: O Colapso Económico de 1929
A Crise de 1929 marcou uma rutura profunda na economia e na sociedade norte-americana. O colapso bolsista desencadeou uma espiral de falências empresariais e a paralisação do investimento, arrastando consigo a indústria, cuja produção caiu drasticamente. A procura interna desmoronou, os preços afundaram e o desemprego atingiu dimensões nunca vistas, deixando milhões de famílias sem meios de subsistência.
Sem redes de apoio social, multiplicaram-se filas para refeições de beneficência, enquanto muitos agricultores abandonaram as suas terras, vítimas da queda dos rendimentos e das dificuldades de crédito. O agravamento da miséria abriu ainda espaço ao aumento da criminalidade e à sensação generalizada de fim de um modelo económico que até então parecia sólido.
Principais Consequências da Crise
- Colapso financeiro e falências empresariais.
- Queda da produção e dos preços; contração da procura.
- Desemprego massivo e ausência de proteção social.
- Ruína agrícola, migrações internas e agravamento da criminalidade.
O New Deal: A Resposta de Franklin D. Roosevelt
Perante esta crise sem precedentes, os Estados Unidos encontraram na presidência de Franklin D. Roosevelt uma nova orientação. O New Deal assumiu que o Estado tinha de intervir ativamente para travar o colapso. Assim, regulamentou-se o sistema bancário, impulsionaram-se grandes obras públicas para gerar emprego e reforçou-se o apoio à agricultura através de subsídios e controlo da produção.
No plano industrial, fixaram-se preços mínimos e regras para evitar concorrência destrutiva. A partir de 1935, aprofundou-se a dimensão social destas reformas, com a criação de mecanismos de segurança social, reconhecimento de direitos laborais e a definição de limites à duração do trabalho e de salários mínimos. Este conjunto de medidas permitiu recuperar a confiança e mostrou que a democracia liberal podia adaptar-se e resistir.
Pilares da Intervenção Estatal e Social
- Intervenção estatal na banca e na economia.
- Obras públicas e criação de emprego.
- Regulação agrícola e industrial.
- Consolidação do Estado social e defesa dos direitos laborais.
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