Crise Financeira de 2007: Causas e Impactos

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Insumos Importados e Setores Produtivos

Insumos Intermediários Importados: Refere-se ao consumo intermediário de insumos importados pelos setores produtivos.

Importações Equivalentes: Relação entre as importações e a totalidade dos serviços, bens similares e produtos do setor.

Resposta: 0% da produção do Setor X é obtida com insumos de fontes internas.

Crise Financeira Internacional de 2007

Em meados de 2007, eclodiu a crise financeira mais séria e intensa dos últimos tempos. A crise se espalhou rapidamente para os mercados dos EUA, afetando intermediários financeiros e, posteriormente, a maioria dos sistemas financeiros do mundo, tornando-se a primeira crise financeira global da história. Como todas as anteriores, a crise é o resultado de um conjunto de desequilíbrios. Os fatores por trás da crise são:

A. Ambiente Macroeconômico:

Esta posição permitiu uma combinação virtuosa de taxas de juros reduzidas e níveis historicamente baixos, gerando a ilusão de que era possível manter altas taxas de crescimento no futuro imediato. As taxas de juros baixas (negativas em termos reais, em muitos casos) levaram os consumidores e as empresas a aumentar significativamente seus níveis de endividamento. No caso dos Estados Unidos, isso também ajudou a gerar uma bolha imobiliária de dimensão considerável.

B. Inovação e Alavancagem Financeira:

As taxas de juros baixas também reduziram os níveis de lucro das entidades financeiras, incentivando a busca por novas operações que gerassem um retorno maior. Uma delas foi a concessão de empréstimos hipotecários a famílias ou indivíduos com má concepção de novos produtos financeiros, mais complexos e sofisticados, que foram explorados pelas entidades de outra maneira.

C. Erros na Avaliação e Gestão de Risco:

A extrema complexidade dos novos produtos financeiros dificultou a avaliação adequada do nível de risco envolvido. Os modelos utilizados pelas instituições financeiras subestimaram o risco de liquidez e o risco de choques comuns que afetam, ao mesmo tempo, todos os participantes do mercado. Os conflitos de interesse enfrentados pelas empresas de rating complicaram ainda mais o problema. Sucessivas rodadas de securitização e incorporação de novos produtos financeiros geraram uma opacidade notável e consequente perda de informação para os investidores. Não é de se admirar, então, que, quando, devido principalmente ao aperto da política monetária dos EUA, começou a aumentar a inadimplência em empréstimos hipotecários.

D. Falhas na Regulação e Supervisão:

A eliminação de barreiras que dificultavam a mobilidade do capital e a não regulamentação de alguns mercados (derivados, por exemplo) e atividades (como extrapatrimoniais) levaram a uma expansão significativa e, tão importante quanto, à globalização dos mercados financeiros. O cenário mudou drasticamente desde o verão de 2008, quando ficou claro que as perdas dos grandes bancos eram muito superiores ao inicialmente estimado. Devido, em grande parte, à existência de tais perdas, os bancos reduziram a concessão de crédito. Não é de se estranhar, então, que os governos e bancos centrais tenham adotado medidas de apoio ao sistema financeiro cada vez mais ortodoxas e radicais. Tratava-se, em suma, de evitar o pânico e a desintegração resultante de todo o sistema financeiro internacional. Para citar as mais importantes:

  • Aumentar os níveis de cobertura de seguro de depósito.
  • Explicitar que se evitaria a falência de qualquer entidade de "importância sistêmica".
  • Injetar mais liquidez no sistema.
  • Reforçar a solvência das entidades com dificuldades, aportando capital e/ou atuando como seguradoras de última instância.
  • Nacionalizar entidades em dificuldades.

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