Crises Pré-Guerra e o Pacto Briand-Kellogg

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Crises que Antecederam a Primeira Guerra Mundial

Crise Bósnia (1908)

A Crise Bósnia eclodiu em outubro de 1908, quando a Bulgária declarou independência e a Áustria-Hungria anexou a Bósnia e Herzegovina. Rússia, Império Otomano, Grã-Bretanha, Itália, Sérvia, Montenegro, Alemanha e França demonstraram grande interesse nesses eventos. Sérvia e Rússia protestaram contra a anexação da Bósnia, mas recuaram diante do apoio alemão à Áustria-Hungria. A crise prejudicou as relações entre Áustria-Hungria e Rússia e Sérvia.

Crise de Agadir (1911)

A Crise de Agadir, em 1911, quase desencadeou uma guerra entre França e Alemanha. O envio de um navio de guerra alemão para Agadir, um ponto estratégico entre o Estreito de Gibraltar e as Ilhas Canárias, foi considerado uma provocação pela França. A diplomacia europeia interveio para evitar o conflito, resultando em um acordo franco-alemão.

Crises Balcânicas (1908-1913)

As Crises Balcânicas iniciaram em 1908 com a anexação da Bósnia e Herzegovina pela Áustria-Hungria, territórios desejados por Sérvia e Rússia. A Alemanha apoiou a Áustria, enquanto a Rússia buscou aliança com a França e incentivou Sérvia, Bulgária, Grécia e Montenegro a retaliar contra os otomanos na Macedônia. A vitória dos países balcânicos impressionou o mundo e alarmou a Áustria. Discordâncias sobre a partilha dos territórios e o temor da expansão sérvia levaram a Áustria a forçar o reconhecimento da Albânia como Estado independente.

Crise de Julho de 1914

A Crise de Julho de 1914 começou com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, durante uma visita à Bósnia e Herzegovina. O assassino era um estudante bósnio ligado ao movimento nacionalista iugoslavo. Apesar da Sérvia não ter relação com o atentado, a Áustria-Hungria, com apoio alemão, viu uma oportunidade para eliminá-la. Um ultimato foi enviado à Sérvia, e em 28 de julho, a Áustria-Hungria declarou guerra, buscando evitar qualquer conciliação.

Origem e Teor do Pacto Briand-Kellogg

O Pacto Briand-Kellogg, também conhecido como Pacto de Paris ou Pacto Multilateral contra a Guerra, surgiu de uma proposta de Aristide Briand, ministro francês das Relações Exteriores, a Frank Billings Kellogg, secretário de Estado dos EUA. Assinado em 27 de agosto de 1928 por 15 países (Alemanha, EUA, França, Reino Unido, Itália, Japão, Bélgica, Polônia, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Irlanda, Índia e Tchecoslováquia), o pacto condenava o uso da guerra para resolver conflitos internacionais, renunciando a ela como instrumento de política nacional. As partes se comprometiam a resolver controvérsias pacificamente.

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