Critérios Diagnósticos: Transtornos Sexuais Femininos
Classificado em Psicologia e Sociologia
Escrito em em
português com um tamanho de 2,74 KB
Fatores Interpessoais e Contextuais
O diagnóstico de Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino não se aplica às condições em que fatores interpessoais ou contextuais relevantes, como perturbação grave no relacionamento, agressão do parceiro ou outros estressores importantes, expliquem os sintomas de interesse/excitação sexual.
Comorbidade e Disfunções Sexuais
A presença de outro problema sexual não exclui o diagnóstico de Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino. É comum que a maioria das mulheres apresente mais de um disfuncionamento sexual. Por exemplo, a presença de dor genital crônica pode afetar o desejo pela atividade sexual (dolorosa). A falta de interesse e de excitação durante a prática sexual pode afetar a capacidade orgásmica.
Especificação do Início e Gravidade
Início
- Início ao Longo da Vida: A perturbação está presente desde que a pessoa se tornou sexualmente ativa.
- Início Adquirido: A perturbação começou após um período de funcionamento sexual considerado normal.
Especificação da Gravidade Atual
- Leve: Sofrimento leve em relação aos sintomas do Critério A.
- Moderada: Sofrimento moderado em relação aos sintomas do Critério A.
- Grave: Sofrimento intenso ou extremo em relação aos sintomas do Critério A.
Transtorno de Dor Gênito-Pélvica/Penetração
O Transtorno de Dor Gênito-Pélvica/Penetração refere-se a quatro grupos de sintomas comórbidos comuns (Critério A):
- Dificuldade acentuada para ter relações sexuais/penetração vaginal.
- Dor (sofrimento) gênito-pélvica.
- Medo ou ansiedade acentuados de dor ou de penetração vaginal.
- Tensão/contração dos músculos do assoalho pélvico.
Visto que um sofrimento significativo em qualquer um desses grupos de sintomas é suficiente para causar preocupação clinicamente relevante, é possível estabelecer um diagnóstico com base em uma dificuldade acentuada em apenas uma dimensão de sintomas. No entanto, todas as quatro condições precisam ser avaliadas, mesmo que seja possível chegar a um diagnóstico com base em apenas uma delas.
Variação da Dificuldade de Penetração
A dificuldade acentuada para ter relações/penetrações vaginais (Critério A1) pode variar desde a incapacidade total de permitir a penetração vaginal em qualquer situação (p. ex., atividade sexual, exames ginecológicos, inclusão de tampão interno) até a capacidade de realizar a penetração facilmente em uma situação, mas não na maioria.