Crítica de Hume ao Princípio da Causalidade
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A Questão da Validade do Argumento
Para Hume, a validade de um argumento varia conforme a natureza do conhecimento envolvido:
- Relações de Ideias: Exigem garantias e evidências conclusivas.
- Conhecimento Factual: Baseia-se na sensibilidade e na memória.
Causa e Efeito: Uma Conexão Necessária?
Frequentemente, fazemos previsões baseadas em experiências passadas. Hume argumenta que a relação de causa e efeito é fundamental para essa capacidade. Ele analisa as ideias de contigüidade espacial, sucessão temporal e conexão necessária. Enquanto as duas primeiras são facilmente compreendidas a partir da experiência, a ideia de conexão necessária se mostra problemática. Não encontramos uma impressão sensorial que justifique a crença em uma conexão necessária entre eventos.
A Crítica de Hume à Conexão Necessária
A crença em uma conexão necessária, como entre o fogo e o calor, nos permite prever que o fogo aquecerá a água. Ao questionar essa conexão, Hume põe em xeque nossa capacidade de prever o futuro. Ele propõe então um terceiro princípio, baseado no costume e na regularidade da natureza:
- A observação contínua de eventos gera um hábito.
- O costume nos leva a crer que o futuro será semelhante ao passado.
- Essa crença sustenta a convicção de que as conexões observadas se repetirão.
Implicações da Crítica de Hume
A crítica de Hume retira o valor epistemológico do princípio da causalidade, atribuindo-lhe um caráter subjetivo. No entanto, ele argumenta que as ciências, embora baseadas nesse princípio, não estão em perigo, desde que:
- A causalidade seja restrita à experiência sensível.
- As declarações causais sejam consideradas de menor valor epistemológico.