Custos, Concorrência e Gestão Estratégica

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Economias de Escala e Custo

O processo de produção para um bem ou serviço específico mostra as economias de escala em uma faixa de produção quando o custo médio (isto é, custo por unidade de produção) sofre queda nessa faixa. Para o custo médio (AC) diminuir à medida que a produção aumenta, o custo marginal (MC) (isto é, o custo da última unidade produzida) deve ser menor do que o custo médio geral.

Concorrência Perfeita

Esta teoria ressalta como as forças do mercado dão forma e restringem o comportamento da empresa e interagem com as decisões da empresa para determinar a lucratividade. A teoria lida com um ambiente de concorrência severo: um setor industrial com muitas empresas produzindo produtos idênticos (de modo que os consumidores escolhem dentre as empresas somente com base no preço) e em que as empresas podem entrar ou sair do setor industrial à vontade. A teoria da firma supõe que o objetivo último da empresa seja obter o maior lucro possível. A teoria é adequada, portanto, a gerentes cuja meta é a maximização de lucros.

Sistemas de Custos

Nenhum sistema é capaz de resolver todos os problemas; para atingir sua capacidade de funcionar como instrumento de administração, precisa desenvolver-se e aprimorar-se. Sistemas de Custos dependem primordialmente de pessoas, não de números, papéis e rotinas. Para o sucesso do Sistema de Custos há necessidade de pessoal qualificado, competente e envolvido nas fases do processamento.

Uma necessidade básica para uma boa contabilidade de custos é a existência de quantificações físicas para todos os valores monetários. De pouco adiantará saber que o consumo de tinta passou de $600.000,00 para $800.000,00 se não existirem paralelamente informações sobre volume físico consumido e produção realizada.

Implantação de Sistemas de Custos e Resistência

  • A primeira reação é a da sensação de estar sendo iniciada uma era de controle, e toda pessoa que sempre trabalhou sem sentir formalmente essa "fiscalização" tem uma natural predisposição contrária. Burocracia que remete a reações, de medo do controle, de medo do papel e até de dificuldade de preenchê-lo, podendo acabar por criar um clima de resistência à implantação do Sistema de Custos.
  • A pior forma de reação é a "passiva“ – aquela que sempre se caracteriza pela atitude da pessoa de dizer "vou ajudá-lo", "vou preencher amanhã mesmo", etc.

Escolha do Sistema de Custos

Para se escolher qual o sistema mais adequado, se só Real ou Real com Padrão, se por Absorção ou Variável, é necessário começar pelo fim. A primeira pergunta para se chegar à conclusão é: "Para que se quer o Sistema?" É para controle, para fornecimento rápido de informações para fins de decisões rotineiras e intempestivas, para decisões que não demandam tanta rapidez de dados ou ainda para simples avaliações de estoques a ajudar a Contabilidade Financeira em sua tarefa de apuração de Estoques e Resultados?

Considerações na Implantação

  • Implantação gradativa.
  • Importação dos sistemas de custos: consiste na utilização de sistemas já utilizados em outras empresas, em matrizes ou em concorrentes, quer na mesma região quer em outros países.
  • Problema de Inflação: com base nas grandes variações do poder de compra da moeda, atenção especial precisa ser dada na implantação de sistemas de custos, à moeda-base de registro.

Características das Informações Geradas

As informações geradas pelo sistema devem:

  • Ser contidas em um sistema de relatórios periódicos definido;
  • Ser estratificadas para cada nível de cargo com poderes de decisão;
  • Ter a profundidade de detalhe que cada um desses níveis requer;
  • Ser oportunas, antecipando-se ao momento em que as decisões devem ser tomadas;
  • Ser econômicas, isto é, não ter um custo de apuração superior às eventuais perdas que sua falta possa acarretar.

Gestão Estratégica de Custos

Importância da Gestão Estratégica

Estamos vivendo em um ambiente de constante mudança, e é fato que as empresas atualmente precisam estar atentas a estas mudanças. Portanto, tomar a decisão certa no momento certo passa a ser algo primordial para a longevidade das empresas. Em outras palavras, as situações decisórias no âmbito profissional podem afetar toda a empresa positiva ou negativamente. Neste sentido, tomar a decisão correta passa a ser a base de sucesso de toda a empresa.

Em virtude desta contínua mudança no mundo dos negócios, as empresas se veem obrigadas a aprimorar seus sistemas de informações gerenciais. Buscam modelos que sejam capazes de detectar falhas em seus processos de forma tal a otimizar seus recursos, evitando distorções, retrabalhos e perda de competitividade.

A gestão estratégica de custos passa a ser uma excelente alternativa a ser utilizada pelas empresas, servindo de orientadora no momento de tomada de decisão. Prado (2004, p. 19) enfatiza que sua finalidade principal é fornecer as informações de que as empresas necessitam para proporcionar valor, qualidade e oportunidade que os clientes desejam.

Definições da Gestão Estratégica de Custos

Para Shank e Govindarajan (1997), gestão estratégica de custos trata de uma análise vista sob um contexto mais amplo, em que os elementos estratégicos se tornam mais conscientes, explícitos e formais. A análise de custos é vista tradicionalmente como o processo de avaliação do impacto financeiro das decisões gerenciais.

Para Martins (2003), a gestão estratégica de custos requer uma análise mais profunda dos custos que vão além dos limites da empresa. A gestão estratégica de custos busca conhecer toda a cadeia de valor, desde a aquisição da matéria-prima até o consumidor final.

Vantagem Competitiva e Valor ao Cliente

Hansen e Mowen (2001) afirmam que as informações fornecidas pelo departamento contábil da empresa normalmente são usadas para estabelecer estratégias tendo como foco a obtenção da vantagem competitiva, ou seja, a criação de um valor melhor para o cliente por um custo igual ou mais baixo que aquele oferecido pelos competidores. Valor ao cliente é a diferença entre o que um cliente recebe e o que ele espera receber; em outras palavras, é a superação das expectativas.

Temas Subjacentes

A gestão estratégica de custos é resultado de três temas subjacentes tirados de literaturas especializadas em gestão de custos, são eles:

  1. Análise da cadeia de valor;
  2. Análise de posicionamento estratégico;
  3. Análise de direcionadores de custos.

Para Paiva (2004), "Entre as possibilidades que a empresa pode utilizar para se manter competitiva mercadologicamente está o gerenciamento de custos por meio de análise da cadeia de valores, de seu posicionamento estratégico e do estudo dos direcionadores de custos".

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