Descartes: Substância, Dualismo e o Niilismo de Nietzsche
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René Descartes: A Doutrina da Substância
Descartes utiliza os termos substância, coisa (res) e matéria como sinônimos. A característica essencial da substância não é qualquer forma de existência, mas sim a existência independente, ou seja, ela não precisa de outra coisa para existir. Portanto, Deus é a única substância em sentido estrito, uma vez que as criaturas necessitam de Deus para existir.
Tipos de Substância Segundo Descartes
- Substância Infinita (Deus)
O fato de duvidarmos demonstra que somos imperfeitos. Mas de onde surge a ideia de perfeição? Visto que essa ideia não pode ter sido construída por nós mesmos (ideia factícia) nem vir de fora (ideia adventícia), pois nem nós nem as coisas deste mundo somos perfeitos, ela deve ser uma ideia inata, depositada em nós por um ser perfeito e infinito, maior do que imaginamos: Deus. Portanto, Deus existe. Descartes também fornece evidências adicionais para a existência de Deus, como o Argumento Ontológico, criado por Santo Anselmo.
- Substâncias Finitas (Almas e Corpos)
São aquelas que são independentes, exceto em relação a Deus. Existem dois tipos de substâncias finitas:
- Res Cogitans (Substância Pensante): É o pensamento, ou seja, toda a atividade mental. Seria a alma que possui esta capacidade. Pode ser traduzido como substância ou coisa pensante.
- Res Extensa (Substância Extensa): É o corpo, isto é, o que nos dá a figura, o movimento e o repouso.
Portanto, Descartes adota uma concepção dualista do homem. A alma e o corpo são substâncias distintas que podem ser separadas. O homem é, essencialmente, a sua alma.
O Niilismo de Friedrich Nietzsche
O Niilismo de Nietzsche é um termo usado para desqualificar qualquer doutrina que nega ou não reconhece a realidade ou valores que são considerados importantes. O niilismo é definido em termos da Vontade de Poder.
Quando essa vontade diminui ou se esgota, leva ao Niilismo Passivo. O diagnóstico de Nietzsche é que este tipo de niilismo está prestes a chegar. Ele afirma que todos os valores criados pela cultura ocidental são falsos, pois são a negação da vida e vêm de um desejo pelo nada. Quando estes valores entrarem em colapso, o niilismo se manifesta: "Os maiores valores tornam-se inválidos. A civilização ocidental vai ficar sem os valores que possuía até agora, vai perder o sentido da vida."
Contra o Niilismo Passivo, Nietzsche propõe o Niilismo Ativo, que é uma reação e superação da crise de valores.