Desenvolvimento Económico na Ásia e Desafios em África
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O atraso tecnológico, a desertificação de vastas zonas agrícolas e, sobretudo, a guerra são responsáveis pela subnutrição crónica dos africanos. À fome e à peste junta-se a guerra.
Nos anos 90, conflitos de diversas origens (étnica, religiosa, política, etc.) proliferaram e, apesar dos esforços internacionais, mantêm-se acesos ou latentes, atrasando cada vez mais o desenvolvimento africano.
Desenvolvimento dos Países Asiáticos
O Japão foi o primeiro país asiático a tornar-se numa potência mundial graças à ajuda americana, que permitiu o desenvolvimento tecnológico (base das suas exportações) e a estabilização e recuperação da economia nacional, e também graças à mão de obra qualificada, disciplinada (ausência de agitação laboral e muita dedicação às empresas) e barata. Este desenvolvimento do Japão considera-se a I Fase do crescimento económico da região da Ásia-Pacífico.
A II Fase foi incentivada pelo êxito japonês: os Quatro Dragões (Hong Kong, Singapura, Taiwan e Coreia do Sul) foram denominados NPI (Novos Países Industrializados) e desenvolveram-se de acordo com o modelo que o Japão usou, já que estes países apresentavam as mesmas características que o Japão: falta de terra arável, minérios, recursos energéticos e capital, e bastante mão de obra, barata e disciplinada.
Assim, os Quatro Dragões atraíram capitais estrangeiros, adotaram políticas protecionistas, incentivaram a exportação (bem-sucedida devido aos preços imbatíveis, fruto da mão de obra baratíssima) e investiram no ensino, tornando assim a sua mão de obra qualificada.
A III Fase deste crescimento dá-se no Sudeste Asiático: Tailândia, Indonésia, Malásia e Filipinas (seguidos da China). Estes países apresentavam, até aos anos 70, uma alta dependência da economia ocidental e uma rivalidade demasiado feroz entre si. Usufruindo da riqueza em matérias-primas, recursos energéticos e bens alimentares, aquando do abrandamento da economia ocidental na década de 70, estes países procuram alternativas através da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), que promovia a cooperação regional em vez da concorrência desmedida.
A ASEAN (Tailândia, Malásia, Filipinas, Indonésia) propunha também a cooperação entre as cinco potências asiáticas (Japão e os Quatro Dragões): as potências exportam os bens manufaturados e a tecnologia e investem nas reservas petrolíferas em troca dos bens primários de que carecem.
A região da Ásia-Pacífico regista assim um crescimento integrado, com um elevado volume de trocas inter-regionais, que levou à alteração da balança da economia mundial (antes baseada na tríade EUA-Europa-Japão), assim como um crescimento do PIB dos países asiáticos nunca atingido. No entanto, fruto deste crescimento exponencial, a Ásia é ainda hoje vítima de graves problemas ecológicos, sendo a região mais poluída do mundo, e problemas sociais devido à mão de obra pobre e explorada, que carece de liberdades cívicas e que não vê os seus Direitos Fundamentais assegurados.