O Desenvolvimento Económico e a Oposição ao Estado Novo
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O Surto Industrial em Portugal
Portugal era dependente dos países estrangeiros, o que levou à necessidade de se desenvolver a indústria nacional. Para tal, estabeleceu-se a Lei do Fomento, que tinha como objetivo diminuir as importações.
- I Plano de Fomento: dava prioridade ao setor das infraestruturas;
- II Plano de Fomento: focou-se na indústria de petróleos e químicos.
Mais tarde, apostou-se na economia portuguesa no estrangeiro com o Plano Intercalar de Fomento. Por fim, Marcello Caetano lança o III Plano de Fomento, que consiste no fomento da exportação, na abertura do país a tecnologias estrangeiras e na formação de grupos económicos e financeiros.
A Urbanização e o Crescimento das Cidades
Com o surto industrial, verificou-se uma urbanização intensa nas cidades do litoral, onde se encontravam as indústrias e os serviços. Assim, como a população não tinha capacidade monetária para comprar casa no centro das cidades, concentrava-se na periferia.
O Fomento Económico das Colónias
A economia nas colónias também se modificou, uma vez que podia proporcionar o desenvolvimento da economia de Portugal. Assim, o Estado investiu mais nas colónias, através de investimentos públicos e privados e da abertura ao capital estrangeiro, o que levou ao investimento na criação de infraestruturas, na modernização da agricultura e na aposta no setor extrativo.
Para além disso, com a criação do Espaço Económico Português, reforçou-se a ligação entre a metrópole e as colónias, em que era suposto haver uma área económica sem entraves alfandegários.
A Radicalização das Oposições e o Sobressalto Político de 1958
Com a derrota da Alemanha pela União Soviética, caracterizada pela democracia, Salazar tinha de tentar mostrar que o seu regime era democrático, apesar de não o ser, senão poderia chegar ao fim. Assim, o Governo português quis renovar a imagem do regime e decidiu dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições antecipadas.
A oposição ao Estado Novo criou o MUD (Movimento de Unidade Democrática), que exigiu eleições legítimas, o que não foi concedido, pois muitos membros do movimento foram presos. Nada tinha mudado no regime, pois não havia liberdade. Norton de Matos, oposto ao salazarismo, candidatou-se às eleições presidenciais, mas foi obrigado a desistir.
Mais tarde, candidatou-se Humberto Delgado às novas eleições, anunciando que não ia desistir e que, caso fosse eleito, iria demitir Salazar. Por essa razão, o Governo tentou parar Humberto Delgado e, quando o resultado das eleições foi divulgado, a vitória foi dada a Américo Tomás, candidato do regime salazarista. Os resultados foram pouco credíveis, gerando revolta contra o regime; por isso, Salazar anulou o sistema de sufrágio direto. A oposição foi crescendo com vários atos, como a carta do bispo do Porto a Salazar e o assalto ao navio português Santa Maria.