Desenvolvimento Infantil: Emoções e Apego
Classificado em Psicologia e Sociologia
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Ansiedade de Separação
Definição: A ansiedade de separação, que surge entre 8 e 14 meses, caracteriza-se pelo aumento da raiva e outras emoções (com maior velocidade, intensidade e persistência) quando a criança é separada de seu cuidador. Essa ansiedade, desencadeada pela separação das figuras parentais ou cuidador, é uma forma de reação fóbica, classificada como transtorno de ansiedade de separação, envolvendo emoções como medo, insegurança e apreensão.
O Significado do "Eu"
A autoconsciência envolve o reconhecimento dos próprios humores, recursos e intuições. Inclui a compreensão das nossas emoções e como elas nos afetam, bem como dos nossos pontos fortes e fraquezas. É conhecer-se como uma pessoa única. Aos 18 meses, a criança reforça sua identidade, percebendo-se como única e diferente dos outros. Por volta de um ano de idade, surge a reação à própria imagem no espelho, e aos dois anos, o uso do próprio nome. Como resultado da autoconsciência, surgem emoções como birras, culpa, autocrítica, raiva, ansiedade, orgulho e sensibilidade. Emoções mais complexas, como inveja, vergonha e empatia, também aparecem, sendo consideradas emoções secundárias. A empatia é um fator importante para os comportamentos pró-sociais. A influência dos valores culturais é fundamental para a compreensão social.
Emoções Complexas
Emoções como inveja, vergonha e empatia surgem quando a criança desenvolve a autoconsciência, compreendendo sua existência individual e que suas ações têm consequências. Por exemplo, a vergonha pode surgir em uma situação social em que a criança, consciente de si mesma, percebe que está sendo observada e busca moderar suas ações. A autoconsciência também permite que a criança reconheça os outros como indivíduos que sentem e sofrem, desenvolvendo assim a empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro.
Ideias de Bowlby
- A necessidade de afeto é tão elementar quanto a fome, cumprindo uma função adaptativa.
- O apego surge a partir da ativação inicial: orientação visual para o rosto, preferência pela voz humana e busca da mãe em momentos de risco.
- Entre o primeiro e o segundo ano de vida, a criança se apega aos adultos.
- O apego não se limita necessariamente à mãe. Atualmente, qualquer cuidador que dedique tempo e carinho ao bebê pode se tornar uma figura de apego.