Desigualdade Global e Desenvolvimento Sustentável
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- Explicar os contrastes demográficos existentes a nível mundial:
Foi na segunda etapa de crescimento demográfico (Revolução demográfica), que começamos a assistir a um comportamento diferenciado por parte dos países mais industrializados e desenvolvidos, em relação aos menos desenvolvidos. O que originou o modelo de transição demográfica. Com efeito, foi na Europa que arrancou essa revolução, tendo-se espalhado rapidamente pela América. Foram os países que mais rapidamente se industrializaram os primeiros a entrar na transição demográfica. Atualmente na Europa a taxa de mortalidade já começa a suplantar a taxa de natalidade, o que significa um crescimento negativo. Quanto menor é o grau de desenvolvimento de um país, mais tardio é o início do declínio da taxa da mortalidade. Atualmente, os países menos desenvolvidos, sobretudo os africanos, ainda se encontram na segunda etapa do crescimento demográfico, mantendo uma taxa de natalidade elevada e iniciando recentemente a redução da taxa de mortalidade. Nos países mais desenvolvidos, como por exemplo, o Reino Unido, o envelhecimento demográfico é uma realidade visível na base e no topo da pirâmide, e nos países em desenvolvimento como o caso de Moçambique, o excesso de população jovem poderá considerar-se como um problema, observável na base larga e topo estreito da pirâmide etária.
Compreender que a capacidade de carga da Terra impõe limites ao crescimento da população mundial:
A partir do século XVIII, quando certos países entraram em transição demográfica, começaram a ser feitos estudos sobre a possibilidade ou não de a Terra ter capacidade de abastecer uma população em crescimento rápido. Thomas Malthus defendia que o tamanho das populações humanas cresceria exponencialmente, enquanto a produção de recursos alimentares cresceria de forma bem mais lenta, o que desencadearia uma crise alimentar.
Compreender as consequências das recentes tendências de desaceleração do crescimento demográfico:
A desaceleração demográfica prende-se com a aplicação de várias medidas, como por exemplo, medidas antinatalistas. Os governos de vários países já tentaram várias vezes diminuir as elevadas taxas de fecundidade e natalidade. Para isso, incentivam as famílias a adotarem a política do único filho, distribuem gratuitamente contracetivos, incentivam o planeamento familiar e legalizaram a esterilização e o aborto. Uma vez que até à data dessas políticas serem instauradas a população desses países crescia rapidamente, esta desaceleração resultará num envelhecimento da população e numa diminuição da taxa de natalidade, o que fará com que o crescimento natural num destes países desenvolvidos seja quase nulo.
- Compreender a existência de um crescente fosso entre ricos e pobres:
A diretora do FMI, Christine Lagarde, defende que o aumento da desigualdade da riqueza a nível global é um risco para a estabilidade. Segundo a mesma, nos últimos 25 anos, a desigualdade na riqueza entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento tem aumentado e que 0,5% da população mais rica é dona de 35% do total da riqueza mundial. Defendeu também que o crescimento sustentado deve ser acompanhado por políticas fiscais que favorecem o investimento público para reduzir a pobreza.
- Compreender a evolução do conceito de pobreza:
Na década de 70, a OIT alargou o conceito de pobreza, que ficou assim a ser entendido como a incapacidade de satisfazer as necessidades básicas de cada um. Nas décadas seguintes, o conceito sofre mais alterações e o significado de pobreza passou a abranger também aspetos não monetários como o isolamento, a impotência, a vulnerabilidade e a falta de segurança, assim como a capacidade e a aptidão das pessoas para sentir bem-estar.
- Relacionar a exclusão social com a situação perante o emprego:
O desemprego não conduz necessariamente à pobreza ou à exclusão social. Isto porque o desemprego pode apenas ser temporário e os recursos podem ser suficientes para um indivíduo conseguir manter as suas necessidades básicas. Quanto maior for o período de desemprego, mais suscetível o indivíduo está de sucumbir à pobreza ou à exclusão social. Por outro lado, um indivíduo que tenha um emprego não está necessariamente salvo da exclusão social ou da pobreza. Tomemos como exemplo as inúmeras pessoas que possuem profissões com baixíssimos salários. Estas, mesmo tendo emprego, estão vulneráveis à ameaça da exclusão social.
Explicar as situações de má nutrição da população mundial:
A desigualdade de rendimentos desencadeia desequilíbrios sociais e económicos, em que uma das dimensões mais visível é a dificuldade no acesso à alimentação. Os locais com um menor rendimento são os que apresentam maior percentagem de população subnutrida.
- Relacionar as situações de risco de saúde pública com a pobreza:
A mortalidade infantil em 2005 apresentou o valor de 187.49 por 1000 nados vivos, as mais altas do mundo. A incidência de tuberculose em 1999 foi 271 por 100000 pessoas. Taxas de imunização de crianças de um ano de idade em 1999 foram estimadas em 22% de tétano, difteria e tosse convulsa e 46% para sarampo. Desnutrição afetou cerca de 53% das crianças abaixo de cinco anos de idade a partir de 1999. Desde 1975 e 1992, houve 300 mil mortes relacionadas com a guerra civil. A taxa global de morte foi estimada em 24 por 1000 em 2002. Tudo isto em países pouco desenvolvidos onde a maioria da população é pobre.
- Compreender a dimensão global de alguns problemas ambientais:
Os atuais problemas ambientais existentes no nosso planeta já não são só regionais ou estão dentro de um só país. Agora, todos os países são afetados por estes problemas. Qualquer país no mundo sofre ou poderá vir a sofrer com o aquecimento global. A poluição afeta, principalmente os países mais desenvolvidos; as secas, os furacões, o aumento do nível médio das águas do mar, é tudo resultante de alguns problemas ambientais. Atualmente todos os problemas ambientais são à escala global.
- Compreender a necessidade da cooperação internacional para a resolução dos problemas globais:
Em prol da resolução e da diminuição dos impactos dos problemas ambientais, os países mais do que nunca devem unir-se e cooperar para que se alterem alguns hábitos, e para que se consiga diminuir o mal causado pelos problemas ambientais.
Relacionar os diferentes impactos provocados pela degradação ambiental com o grau de desenvolvimento dos países:
Um país desenvolvido é um país com bastante população e edifícios, assim sendo, o seu território está bastante sujeito a ser mais poluído e degradado (especialmente as áreas urbanas). Um país desenvolvido será sempre mais ambientalmente degradado, apesar de isto poder ser controlado. A concentração de pessoas cria a necessidade de haver habitações, infraestruturas como estradas, viadutos, barragens, etc., o que, por sua vez, chamará ainda mais pessoas.