Desinstitucionalização: programas e residências

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Desinstitucionalização

O que é

Antes da reforma psiquiátrica, o modelo vigente na saúde mental era o da hospitalização. Muitos indivíduos com transtornos mentais ficaram isolados por anos da sociedade. Com a mudança no âmbito da saúde mental, foi necessário criar programas de desinstitucionalização para reinserir na sociedade esses pacientes que permaneceram longo tempo em hospitais psiquiátricos (manicômios).

Foram criados dois programas: Programa de Volta para Casa e Residências Terapêuticas.

Programa de Volta para Casa

  • Reinserção social das pessoas acometidas por transtornos mentais que estavam internadas por muito tempo em hospitais psiquiátricos e que possuem uma rede de apoio familiar para o retorno.
  • Estimula o exercício dos direitos civis e políticos e o resgate da cidadania.
  • Estimula a obtenção de profissão e a participação no convívio social e familiar.
  • Recebem auxílio em suas próprias contas bancárias.
  • Incentiva que a pessoa tenha seu próprio cartão para sacar o auxílio, exercendo assim seus direitos.

Residências Terapêuticas

Reinserção social de pessoas acometidas por transtornos mentais que estavam internadas por muito tempo em hospitais psiquiátricos e que não possuem possibilidade de retorno ao núcleo familiar.

Características

  • Casas inseridas nas comunidades/centros urbanos.
  • Número de residentes: de 1 até 8 indivíduos.
  • É preferível que não sejam pacientes com o mesmo tipo de agravo mental; a diversidade favorece a interação entre os residentes e com a comunidade.
  • Financiamento: o recurso que banca essas residências é o dinheiro antes destinado aos leitos dos hospitais psiquiátricos. Para cada paciente transferido para essa residência, há a retirada de um leito, permitindo a realocação e o revestimento do recurso nessas residências.

Tipos

Tipo 1

Destinado a pacientes que ainda têm parte de sua autonomia preservada. Há inserção desses pacientes na sociedade (trabalho, educação, cultura, lazer) e eles se desenvolvem com menor necessidade de cuidado intenso. Geralmente é necessária apenas a ajuda de um cuidador capacitado e acompanhamento pela equipe da Estratégia Saúde da Família e pelo CAPS.

Tipo 2

Destinado a pacientes que necessitam de cuidados intensivos 24 horas por dia; são indivíduos com muita dificuldade em manter laços sociais. Há monitoramento técnico permanente.

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