Detenção e Processo Penal na Espanha
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Capítulo 9 IP
Detenção e Processo Penal
Doña, famosa tonadillera espanhola, foi presa em 2 de maio de 2007, às 23h30, pelo Magistrado do Tribunal nº 5 em Marbella, pela prática de um alegado crime de lavagem de dinheiro. Especifique o tempo máximo que essa detenção poderia ter durado sem que a presa fosse levada à justiça.
Sob a doutrina do nosso Tribunal Constitucional, a detenção deve durar, no máximo, o tempo mínimo necessário para realizar as investigações destinadas a apurar os fatos, em caso algum, exceder 72 horas, limite estabelecido pela nossa Constituição.
Se este período for ultrapassado, qual procedimento poderia ter sido usado pelos dois presos, como se D. Enrique Mugica, Provedor de Justiça, ao tomar conhecimento desta situação, enquanto assistia a um popular programa de TV?
O recurso de habeas corpus.
Indique em que tribunal deve ser fundamentado esse procedimento e quem mais, além do Provedor de Justiça, poderia tê-lo invocado.
Perante o Tribunal de Primeira Instância. Para além do Provedor de Justiça, poderiam tê-lo invocado: o seu cônjuge ou pessoa ligada por relação afetiva semelhante, descendentes, ascendentes, irmãos e, eventualmente, no que diz respeito a menores e pessoas com deficiência, seus representantes legais, bem como o Ministério Público e o juiz de instrução, se oficiosamente.
Você seria obrigado a intervir se, durante uma visita à Feria del Rocío, em Huelva, tivesse testemunhado a prática de um crime por Doña?
Não, porque para as pessoas não existe a obrigação de intervir, apenas a possibilidade.
Quais circunstâncias ou requisitos devem existir para se poder ordenar a detenção de uma pessoa?
O fato de o delito ser punível com pena máxima inferior a dois anos de prisão, igual ou inferior, não consta nos antecedentes criminais do sujeito, o que parece estar a tornar ineficaz essa severidade mínima da pena. Que existam razões suficientes para acreditar na responsabilidade criminal da pessoa contra quem é emitido o mandado de prisão e que se pretenda alcançar uma das seguintes finalidades: assegurar a presença do acusado no processo, quando houver risco de fuga; evitar a ocultação, alteração ou destruição de fontes de prova, quando exista risco fundamentado e concreto; evitar que o acusado atue contra os direitos da vítima, especialmente em casos de violência doméstica, caso em que não se aplica o quantum mínimo da pena; ou evitar que o acusado cometa mais crimes.
Em que dois tipos podem ser classificadas as medidas cautelares?
Reais e pessoais.
D. Alonso Quijano, um policial, é acusado de tentativa de homicídio contra um detento, tendo agido em legítima defesa, já que o detento tinha apontado a sua arma diretamente para ele e, por sorte, errou o disparo, o que não deixou a D. Alonso outra escolha senão repelir a agressão. Dado que a acusação considera clara e inequivocamente demonstrada a sua versão, que resolução deve solicitar ao tribunal que emitiu a ordem após a conclusão do sumário?
O arquivamento do processo.
Em que fundamento jurídico se baseia esse pedido?
No fato de que o alegado crime não se concretizou.
Em que outros dois casos pode ser baseado o mesmo pedido?
No fato de não ter sido cometido crime ou de não ser crime.
Em que fase do processo nos encontramos? Qual a principal função desta fase?
Na fase intermediária, cuja principal função é determinar se existem todos os requisitos necessários para a abertura da audiência de julgamento.
Se o tribunal deferir o pedido, de que forma seria proferida a resolução?
Na forma de auto.
Indique se cabe algum tipo de recurso contra essa decisão no procedimento comum.
Sim, cabe recurso perante o Tribunal Superior de Justiça.
Com que mecanismo, como brilhante advogado, uma vez emitida a ordem de abertura do julgamento, alegaria que o processo contra o seu cliente não pode prosseguir porque ele já foi julgado e absolvido pelo mesmo crime há três anos?
Através de uma exceção perante o tribunal.
Se o Tribunal considerar procedente o seu pedido, que resolução deverá emitir?
A suspensão do processo.
Se, ao mesmo tempo que a circunstância que alega, a outra parte defende que o tribunal que está a julgar o caso não tem jurisdição sobre o mesmo, o que deve ser resolvido em primeiro lugar?
A alegação da outra parte, ou seja, a exceção de jurisdição deve ser resolvida antes e preferencialmente.
Indique o conteúdo dos escritos de qualificação provisória.
Nos termos do artigo 650 da LECrim, os escritos de qualificação provisória devem conter: o órgão jurisdicional competente; os fatos delituosos resultantes da investigação; a qualificação jurídica dos fatos, determinando o crime; a identidade dos participantes alegados e o seu nível de participação; as circunstâncias modificativas da responsabilidade criminal; as penas que devem ser impostas; as circunstâncias da responsabilidade civil.
Que direito fundamental garante que a prova seja admitida e praticada? É um direito limitado?
O direito de utilizar todos os meios de prova admitidos em Direito. É um direito limitado, pois existem requisitos legais para a sua admissibilidade, sendo algumas provas proibidas.
O que consiste uma inspeção ocular?
Consiste no reconhecimento, pelo juiz ou tribunal, de forma direta e pessoal, do local ou objetos relacionados com o delito.
As partes são obrigadas a manter até o final do processo as conclusões apresentadas nos escritos de qualificação provisória?
Não, podem alterá-las, dependendo do desenvolvimento da atividade probatória.
Como se chamam os escritos resultantes da atividade probatória desenvolvida pelas partes na audiência de julgamento?
Escritos de conclusões ou alegações finais.
Se o juiz ou o tribunal não estiver satisfeito com a qualificação das partes e entender que o fato delituoso foi descrito com erro manifesto, existe algum mecanismo para manifestar essa discordância às partes?
Sim, a apresentação da tese do artigo 733 da LECrim.
Quais são os limites impostos pelo Tribunal Supremo para o exercício desta opção pelo Tribunal?
Que não haja alteração dos fatos imputados e que o bem jurídico protegido seja homogêneo, ou seja, que haja coerência entre o crime inicialmente imputado e o “sugerido” pelo Tribunal.
O que é a fase de relatório?
É a fase do processo na qual as partes tentam fundamentar as suas alegações para convencer o Tribunal.
A quem é concedido o direito à última palavra no processo penal?
Ao acusado, como última manifestação do princípio da contradição.
Quais as crises processuais que conhece?
Suspensão, interrupção, sobrestamento e declínio.
Mantêm-se válidos os atos processuais realizados antes da suspensão do processo, ao retomar o processo após o término da suspensão?
Sim, a suspensão é apenas temporária, uma paralisação do processo devido à ocorrência de alguma das circunstâncias previstas nos artigos 745 e 746 da LECrim. Quando as causas que motivaram a paralisação cessam, o processo continua e os atos praticados anteriormente mantêm a sua validade.
No procedimento comum, pode o processo prosseguir na ausência do arguido quando o advogado de defesa entende que o procedimento deve continuar?
Não, porque é um caso em que, apesar da ausência do réu, o processo deve continuar.
Perante que tribunal se realiza o procedimento abreviado para certos crimes?
Perante o Juiz de Instrução ou o Juiz de Violência contra a Mulher, consoante o caso.
Que requisitos devem ser preenchidos para que se possa aplicar o procedimento abreviado?
Primeiro, que não tenha sido apresentada acusação particular e que o Ministério Público tenha solicitado a abertura do julgamento oral, tendo sido este acordado pelo juiz de instrução; segundo, que os fatos imputados tenham sido qualificados como crime punível com até três anos de prisão, multa de qualquer quantia ou pena de natureza diferente que não exceda dez anos; terceiro, que, em caso de pena de prisão, a pena solicitada ou a quantia das multas aplicadas não exceda, reduzida em um terço, dois anos de prisão.
Como se diferenciam as questões prejudiciais com devolução das sem devolução?
As questões prejudiciais sem devolução são resolvidas pelo próprio tribunal criminal, enquanto as com devolução são remetidas ao tribunal civil, social ou administrativo correspondente para que este as resolva.
Qual o procedimento que julgará os casos que envolvam crimes puníveis com mais de nove anos de prisão ou pena de natureza diferente de qualquer quantia e duração?
Procedimento ordinário.
Qual o nome da fase de instrução neste tipo de procedimento?
Sumário.
Quem deve informar a vítima ou lesado dos seus direitos neste tipo de procedimento?
A Polícia Judiciária e o secretário judicial.
Que medida deve tomar o tribunal quando o Ministério Público tiver pedido o arquivamento do processo e não houver acusação particular?
Se o Ministério Público tiver pedido o arquivamento do processo e não houver acusação particular, o tribunal, antes de decidir sobre o arquivamento, deve oferecer à vítima ou aos seus herdeiros a possibilidade de apresentar acusação particular no prazo de quinze dias. O juiz pode também remeter o processo ao Procurador-Geral para que este decida se mantém ou não a acusação.
Pode a sentença ser proferida oralmente em algum caso?
Sim, desde que seja documentada em ata, juntamente com uma breve exposição dos seus fundamentos, pelo escrivão judicial.
Qual o recurso cabível contra as sentenças proferidas pelos tribunais criminais neste tipo de procedimento?
Recurso de apelação para o Tribunal Superior de Justiça.
Em 8 de julho de 2008, teve lugar em Alicante a detenção de D. António Garcia como presumível autor de um crime de lesões corporais, previsto no artigo 148 do Código Penal (pena de 2 a 5 anos), cometido contra a Sra. Lúcia Gomez, ex-companheira de D. António. Tendo o incidente sido presenciado pelo recepcionista do hotel onde a vítima se encontrava, qual o procedimento aplicável?
Procedimento abreviado para o julgamento de certos crimes.
Deve proceder-se à citação de alguma pessoa envolvida neste processo?
Sim, deve citar-se o denunciado, o ofendido ou lesado, as testemunhas e os peritos que devam comparecer.
Se a sua resposta anterior foi sim, perante que tribunal deve ou devem ser citados?
Perante o Juiz de Instrução ou o Juiz de Violência contra a Mulher, dependendo do caso.
Teria o tribunal competência para tomar alguma medida cautelar contra D. António?
Sim, pode tomar as medidas cautelares pessoais que considere adequadas, incluindo a ordem de proteção das vítimas de violência doméstica.
Quem informará a vítima ou lesado dos seus direitos?
A Polícia Judiciária e o secretário judicial.
Seria a sua resposta à primeira questão diferente se a vítima das lesões tivesse sido D. António, em vez da Sra. Lúcia?
Sim, seria tratado como um procedimento abreviado comum, não preenchendo os requisitos do procedimento abreviado para certos crimes.
Qual o âmbito das faltas de julgamento imediato?
As faltas definidas no artigo 617 do Código Penal, as previstas no artigo 623.1 do Código Penal, cometidas em flagrante delito, ou as do artigo 620 do Código Penal, desde que, neste último caso, a vítima seja uma das pessoas referidas no artigo 173.2 do Código Penal e a denúncia correspondente seja apresentada ao Juiz de Instrução que se encontra de serviço de guardia ou a outro da mesma comarca.
Quem informará a vítima ou lesado dos seus direitos no julgamento imediato de faltas?
A Polícia Judiciária.
Quem deve ser citado nos casos de julgamento imediato de faltas?
O ofendido ou lesado, o denunciante, o denunciado e as testemunhas que possam dar conta dos fatos.
Com base em que critério o aplicativo informático definirá a hora de comparecer perante o tribunal?
Segundo o calendário de citações programadas.
Que tribunais podem julgar, em geral, os julgamentos de faltas?
Os Juizados de Paz e os Juizados de Instrução.
Pode realizar-se um julgamento de faltas sem a presença do denunciado?
Sim, mesmo em caso de ausência injustificada, desde que conste que foi citado com as formalidades legais, exceto nos casos em que o juiz, oficiosamente ou a pedido de parte, considere necessária a sua declaração.
Em 13 de junho de 1998, foi proferida sentença condenatória contra o menor Augusto Nieto, acusado de um crime de lesões corporais contra Otávio Mayor. Que efeito processual teve essa decisão?
Efeito de coisa julgada.
Quais são os limites subjetivos da coisa julgada?
Refere-se à pessoa do condenado, de modo que quem tiver sido condenado ou absolvido em julgamento criminal não poderá ser julgado novamente pelo mesmo crime.
Se hoje surgissem dados concretos e reais que provassem a inocência de Augusto, existiria algum meio para impugnar a decisão final e obter a sua absolvição?
Sim, a revisão da sentença.
Qual seria o órgão competente para decidir sobre a revisão?
A Sala Penal do Tribunal Supremo.
Mudaria a sua resposta se a sentença proferida em 13 de junho de 1998 tivesse sido absolutória e posteriormente surgissem dados concretos e reais que provassem a culpabilidade de Augusto?
Sim, porque neste caso não se verificaria nenhum dos motivos limitados para a interposição do recurso de revisão.
Qual o recurso jurídico que pode ser exercido contra uma sentença proferida por um juiz que não compareceu à votação?
O recurso de nulidade, previsto no artigo 793 da LECrim.
Questões Adicionais
Pedro Muñoz é acusado de roubo. Qual o tribunal competente para julgar este caso? Se a sentença for recorrível, indique qual/quais o/s órgão/s judicial/ais competente/s para a/s apreciar.
Para o crime de roubo, o tribunal competente é o Tribunal do Júri. O recurso cabível é o recurso de apelação para o Tribunal Superior de Justiça da comunidade autónoma e, posteriormente, o recurso de cassação para o Tribunal Supremo.
Se Pedro tivesse cometido homicídio, mas não tivesse causado a morte da vítima (pena de prisão de 10 a 15 anos), alteraria a competência funcional dos tribunais? Justifique a sua resposta. Em caso afirmativo, indique os tribunais competentes para a instrução, julgamento e resolução de eventuais recursos.
Sim, alteraria. A tentativa de homicídio não é da competência do Tribunal do Júri (a não ser que seja consumado), pelo que a competência para julgar a tentativa de homicídio, com pena superior a 5 anos, seria da Audiência Provincial. O recurso cabível seria o recurso de cassação para o Tribunal Supremo.
Iñaqui Zulueta é acusado de liderar uma organização terrorista que visa alterar gravemente a ordem pública. Quem é o juiz competente para instruir o processo? E para julgá-lo? Indique os possíveis recursos contra a sentença.
Trata-se de um crime previsto no artigo 65 da LOPJ. A instrução compete ao Juiz Central de Instrução e o julgamento à Sala do Penal da Audiência Nacional. O recurso cabível é o recurso de cassação para o Tribunal Supremo.
Se Iñaqui fosse deputado, alteraria a competência funcional dos tribunais? Justifique a sua resposta. Em caso afirmativo, indique os tribunais competentes para a instrução, julgamento e resolução de eventuais recursos.
Sim, alteraria, pois sendo deputado, seria julgado pela Sala Penal do Tribunal Supremo. A instrução seria conduzida por um juiz da Sala Penal. Não cabe recurso.
Um farmacêutico residente em Cádiz, com farmácia em La Línea de la Concepción, é acusado de fabricar comprimidos de ecstasy, encontrados em Ciudad Real e destinados a serem distribuídos por grupos organizados de tráfico de droga que operam em todo o território nacional, sendo o farmacêutico o principal contato em Espanha. O farmacêutico é detido em Almería. Qual o tribunal competente para julgar o caso? Se posteriormente se souber que o crime foi realmente consumado, o processo continuará no mesmo tribunal? Justifique a sua resposta.
Trata-se de um crime previsto no artigo 65 da LOPJ, por ser um crime de tráfico de droga organizado que abrange várias províncias. A competência é da Audiência Nacional, com sede em Madrid. Se posteriormente se souber que o crime foi consumado, o processo continuará no mesmo tribunal, pois isso não altera a competência, já que a circunstância prevista no artigo 65 da LOPJ, para o conhecimento do crime de tráfico de droga pela Audiência Nacional, é indiferente ao local da consumação.
Alejandro Muñoz comete um crime de detenção ilegal (artigo 163.1 do Código Penal: pena de prisão de 4 a 6 anos) em Zamora e, posteriormente, lesões corporais graves que causam a perda total da visão da vítima (artigo 149: pena de prisão de 6 a 12 anos) em Salamanca, com o objetivo de impedir que seja identificado. Os dois crimes serão julgados no mesmo processo? Porquê? Qual o tribunal territorialmente competente para julgar o caso?
Os dois crimes serão julgados no mesmo processo, por se tratar de crimes conexos (um serve para encobrir o outro). O tribunal territorialmente competente será a Audiência Provincial de Salamanca, por ser o local onde se cometeu o crime mais grave.
Ernesto comete um crime contra Carmen em Barcelona. Em seguida, desloca o corpo para Saragoça, onde é encontrado pelas autoridades, que desconhecem o local do crime. O autor alega ter sido detido em Guadalajara. Qual o tribunal competente para julgar o caso? Se posteriormente se verificar o local onde o crime foi realmente cometido, o processo continuará no mesmo tribunal ou será remetido para o tribunal do local do crime?
Inicialmente, e considerando que se desconhece o local do crime, aplicam-se as regras subsidiárias de competência, neste caso, o local onde se encontrem as provas materiais do crime, ou seja, Saragoça. Se posteriormente se verificar o local onde o crime foi realmente cometido, o processo não continuará em Saragoça, mas será remetido para o tribunal do local do crime, Barcelona.
Qual o tribunal competente para instruir um crime de falsificação (pena de prisão superior a 5 anos) cometido por uma quadrilha que atua em toda a Catalunha? E para julgá-lo? A sua resposta mudaria se o crime tivesse sido cometido apenas em Barcelona? Justifique a sua resposta.
Trata-se de um crime previsto no artigo 65 da LOPJ. A instrução compete ao Juiz Central de Instrução e o julgamento à Sala do Penal da Audiência Nacional. A resposta não se altera se o crime tiver sido cometido apenas em Barcelona, pois o artigo 65 da LOPJ refere-se apenas ao crime de falsificação, sem especificar o âmbito territorial.
Arsenio, legalmente separado da sua esposa Antónia, comete um crime de maus-tratos contra ela (artigo 153 do Código Penal: pena de prisão de 6 meses a 1 ano). Responda às seguintes questões:
A. Qual o órgão competente para instruir o caso? O Juizado de Violência contra a Mulher.
B. E para julgá-lo? O Juizado de Violência contra a Mulher, dada a pena prevista.
C. Qual o recurso cabível contra a sentença e quem o decide? O recurso cabível é o recurso de apelação para a Audiência Provincial.
Ataulfo comete em Barcelona, onde se encontra a passar uns dias de férias, um crime de tentativa de homicídio (pena de 10 a 15 anos) contra a sua namorada Leire, com quem mantém uma relação há três anos e com quem planeia casar-se. No momento do crime, Leire residia habitualmente em Lérida. Responda às seguintes questões:
A. Qual o órgão judicial competente para instruir o processo? Em que cidade? Porquê? O Juizado de Violência contra a Mulher de Lérida, por ser o local de residência habitual da vítima.
B. Quem julgará o processo? A Audiência Provincial, pois a tentativa de homicídio não é da competência do Tribunal do Júri.
C. Qual o recurso cabível contra a sentença e quem o decide? O recurso cabível é o recurso de cassação para o Tribunal Supremo.
D. A sua resposta à questão A mudaria se a tentativa de homicídio tivesse sido cometida por Leire contra Ataulfo? Justifique a sua resposta e indique, em caso afirmativo, o órgão judicial competente e a cidade. Sim, mudaria. Neste caso, não se trata de um caso de violência doméstica. A instrução compete ao Juizado de Instrução de Barcelona, local do crime.