Determinismo, Liberismo e Compatibilismo: Conceitos Chave

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 3,41 KB

Determinismo Radical, Liberismo e Determinismo Moderado

Visão Geral das Posições

  • Determinismo Radical: O determinismo é verdadeiro. O livre-arbítrio é uma ilusão. O determinismo é incompatível com o livre-arbítrio.
  • Liberismo: O determinismo é falso. O livre-arbítrio existe. O determinismo é incompatível com o livre-arbítrio.
  • Determinismo Moderado: O determinismo é verdadeiro. O ser humano é livre. O determinismo é compatível com o livre-arbítrio.

Aprofundamento das Doutrinas

Determinismo Radical

O determinismo radical é uma doutrina incompatibilista. Os deterministas rejeitam o livre-arbítrio e afirmam que tudo no universo é constituído por partículas que obedecem a leis causais invariáveis. As leis naturais que regem o universo não deixam espaço para a liberdade de escolha. Todo o nosso comportamento é constrangido e predizível.

Liberismo

O liberismo é uma doutrina incompatibilista. Os liberistas rejeitam o determinismo e afirmam que o ser humano transcende as leis naturais. As pessoas são especiais e diferentes de todos os demais sistemas físicos. A nossa razão escolhe livremente porque escapa à causalidade universal. O comportamento humano não é constrangido nem previsível, mas isso não significa que seja aleatório. A perspetiva libertista é dualista, uma vez que concebe o ser humano como sendo constituído por duas substâncias.

Determinismo Moderado (Compatibilismo)

O determinismo moderado, ou compatibilismo, é a doutrina que oferece uma proposta de conciliação entre ciência e humanidade: é possível aceitar que o comportamento humano está causalmente determinado e simultaneamente pensar em nós próprios como agentes livres. Para o determinismo moderado, nós somos livres quando as nossas ações são determinadas (causadas) mas não constrangidas (forçadas). Somos livres quando as nossas ações se baseiam nos nossos próprios desejos, sem que sejamos forçados, interna ou externamente, a realizá-las.

Conceitos Fundamentais da Ação Humana

Ação

Designa algo que um ser humano executa intencionalmente. Tem por finalidade a transformação do agente e do seu mundo. (É uma interferência consciente e voluntária de um ser humano (o agente)).

Agente (Quem faz?)

É aquele que toma a iniciativa da ação, ou seja, a pessoa de quem a ação procede. Aquele que responde pelos atos por si livremente praticados.

Motivo (Porque faz?)

Designa uma razão para agir. Remete para a consciência do agente e está implicado nas respostas que este se reconhece capaz de dar para justificar a sua ação. É com que nos justificamos, explicamos ou desculpamos. Inclui crenças e desejos.

Intenção (O que faz?)

É o propósito ou a finalidade da ação. Remete para o espaço mental do agente. Serve para identificar a ação (o seu objeto/projeto).

Fim (Para quê?)

Refere-se ao objetivo último da ação. As ações humanas são teleológicas, isto é, têm um sentido, uma direção, uma finalidade, perseguem fins.

Deliberação

Corresponde à reflexão, por parte do agente, dos diferentes fatores e razões que tornam uma alternativa preferível à outra. Antecede a decisão.

Entradas relacionadas: