Era Digital: impacto no trabalho e na vida pessoal

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Introdução

A era digital já invadiu há um bom tempo o cotidiano de grande parte do mundo e, como não poderia deixar de ser, chegou ao mercado de trabalho trazendo uma grande quantidade de avanços tecnológicos e muita complicação para quem sempre foi acostumado a exercer suas funções sem a ajuda desse tipo de ferramenta.

Desafios da era digital

Além da questão da adaptação e das facilidades que a era digital traz para a vida cotidiana, há ainda a questão do desequilíbrio que a tecnologia pode provocar na relação entre vida pessoal e trabalho. Com tantos meios de conexão disponíveis e com o aumento dos adeptos de “vidas sociais virtuais”, o ser humano se vê conectado ao resto do mundo (incluindo o ambiente de trabalho) 24 horas por dia.

Problemas que incluem casos (até então inéditos) de vício e dependência em tecnologia já se apresentam com cada vez mais frequência na atualidade, e as relações sociais se tornam cada vez mais confusas, tendo em vista que quem sofre com essa fixação pelo mundo digital, em muitos casos, acaba trocando o cara a cara por conversas e encontros totalmente virtuais.

Vício em tecnologia e desintoxicação

Já há, inclusive, estabelecimentos e programas especiais para que seja feita uma espécie de desintoxicação nos que sofrem com episódios desse tipo, onde os viciados passam por um período em que trocam seus computadores, telefones, tablets, smartphones e relógios por atividades ao ar livre e jogos em que a interação com outras pessoas é o objetivo principal.

O papel dos recursos humanos

É parte das tarefas dos atuantes no setor de recursos humanos a formulação de soluções práticas para que a era digital não interfira de maneira negativa na vida de colaboradores e funcionários, podendo aproveitar todas as facilidades oferecidas pelas novas descobertas da tecnologia sem que isso crie maus hábitos ou atrapalhe a vida pessoal dos empregados.

Jovens, comportamento e trabalho

Eles têm muita intimidade com a tecnologia, dedicam interesse e energia aos jogos eletrônicos, mostram-se impacientes e muitas vezes estressados com desafios profissionais e/ou educacionais que exigem cautela e reflexão. Vencer as dificuldades do mundo virtual consome boa parcela de tempo, atenção e vontade desses jovens, construindo uma nova maneira de ver e conviver com o real à sua volta.

Identificar e refletir sobre essas características, tão comuns aos jovens das novas gerações, faz-se necessário, pois já tem tomado contornos preocupantes. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou o vício em videogames, por exemplo, como distúrbio mental.

Esse panorama tem contribuído para que o jovem atual assuma sua preparação de modo diferente das gerações anteriores, encurtando o seu horizonte de metas, definindo uma compreensão distorcida sobre como fixar o alvo e dificultando sua percepção das diferenças entre o virtual e o real.

Com a cautela necessária — pois nem todos os jovens reagem assim — o fato é que uma parcela deles é avessa a ações que tenham resultados demorados. Seu modo de ver a evolução envolve a pressa. As redes sociais contribuem com as notícias instantâneas, onde tudo tem de ocorrer rápido, "senão perco o interesse"; com o celular, que nos alcança em qualquer lugar, bem mais veloz em sua ação de modificar os costumes.

A visão do jovem deste século está sendo formatada em bases enganadoras, e a questão é que isso não oferece a sólida condição psicológica e emocional para ele entender e atuar no ambiente corporativo. Esse universo, que se utiliza da tecnologia em grande escala, se movimenta, no entanto, a partir de condutas bem diferentes daquelas que o jovem, em geral, aprendeu em casa, protegido pelas compensações dadas pelos pais e com os videogames, cujas fases avançam velozmente.

As condições domésticas nem sempre serão oferecidas a esses jovens no meio empresarial, embora já haja flexibilidade nos comportamentos exigidos em parte das empresas de TI ou naquelas com soluções alternativas de atuação. Contudo, o mercado de trabalho não é constituído somente por empresas de tecnologia, e é por isso que as outras empresas se empenham tanto em compreender o que mais atrai e retém esses profissionais da era digital e como extrair o máximo de seu talento, esperando que o jovem atual também faça a sua parte.

Recomendações práticas para equipes de RH

  • Diagnóstico: mapear comportamentos e identificar sinais de sobrecarga digital.
  • Políticas claras: estabelecer limites de comunicação fora do expediente.
  • Treinamento: promover educação digital e gestão do tempo.
  • Suporte psicológico: oferecer apoio para casos de dependência e estresse.
  • Atividades presenciais: incentivar ações que promovam interação face a face.

Observação: o texto foi revisado para correção ortográfica, ajuste de capitalização e otimização para SEO, preservando integralmente o conteúdo e as ideias originais.

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