Dinâmica Atmosférica: Umidade, Nuvens e Ventos
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1. A Água na Troposfera
A água está presente na troposfera devido às suas propriedades físicas de mudança de estado, podendo estar na forma líquida, gasosa ou sólida. Os processos de transformação de uma fase a outra são responsáveis pela absorção e liberação de grandes quantidades de energia. No estado gasoso, as moléculas do vapor d’água misturam-se perfeitamente com as dos outros gases na atmosfera.
2. Temperatura e Ponto de Orvalho
A temperatura é o fator responsável pela condensação de moléculas de vapor e pelas demais mudanças de estado físico da água. Quando o ar atinge a temperatura ideal para a condensação, diz-se que alcançou a Temperatura do Ponto de Orvalho (TPO). Seus mecanismos principais são:
- Radiação (comumente observada em noites calmas de céu limpo);
- Ascensão de um volume de ar úmido;
- Mistura de ar úmido com ar mais frio.
A TPO é a temperatura na qual ocorre a saturação se o ar se resfriar a uma pressão constante, sem alteração na quantidade de vapor d’água.
3. Umidade Atmosférica
A umidade é definida pela presença de vapor de água na atmosfera, sendo que, para cada temperatura, existe uma quantidade máxima de moléculas de vapor suportada. Sua unidade de medida comumente utilizada é o milibar (mb) ou hectopascal (hPa).
4. Umidade Absoluta
A umidade absoluta expressa o peso do vapor de água em um dado volume de ar (g/m³). Não é muito utilizada, pois não retrata a quantidade real de vapor existente, já que o ar muda de volume ao ascender (rarefaz-se) ou ao descender (adensa-se).
5. Umidade Específica e Razão de Mistura
A umidade específica é dada pelo peso do vapor de água em relação ao peso total do ar úmido (gramas de vapor por quilograma de ar). A razão de mistura é o peso do vapor de água em gramas para cada quilograma de ar seco.
6. Umidade Relativa
A umidade relativa é medida por termo-higrômetros e psicrômetros. Ela expressa, em porcentagem, a relação entre o vapor existente no ar e o seu ponto de saturação sob a temperatura atual.
7. Índice de Massa
O índice de massa (ou índice de umidade) é a massa de vapor d’água por quilograma de ar seco, cujo valor máximo é relativo à temperatura do ambiente.
8. Nevoeiros e Neblinas
O nevoeiro (neblina ou cerração) é uma nuvem muito baixa em contato com o solo. Seus processos geradores incluem:
- Radiação: Resfriamento noturno em noites de céu limpo.
- Frontal: Mistura de ar quente com ar frio.
- Advecção: Ar frio sobre superfícies líquidas.
- Evaporação: Contato de superfície líquida quente com ar frio.
- Orográfico: Ascensão forçada em vertentes de barlavento.
9. Formação de Nuvens
As nuvens resultam de movimentos ascensionais do ar úmido que, ao resfriar-se adiabaticamente, alcança o ponto de saturação. São formadas por gotículas de água (10 a 100 micrômetros) ou cristais de gelo.
10. Classificação das Nuvens
- Nuvens Altas (>7km): Cirros (cristais de gelo).
- Nuvens Médias (2km a 7km): Prefixo "Alto".
- Nuvens Baixas (<2km): Estratos e Estratos-cúmulos.
- Desenvolvimento Vertical: Podem ultrapassar 18km, gerando tempestades, granizo e tornados.
11. Precipitação
Para que a precipitação ocorra, gotas de chuva e flocos de neve devem crescer o suficiente para vencer as correntes ascendentes e atingir a superfície sem evaporar.
12. Tipos de Chuva
- Convectiva: Resulta do aquecimento intenso de colunas de ar úmido.
- Orográfica: O relevo atua como barreira, forçando a ascensão do ar.
- Frontal: Ascensão de ar úmido ao longo de rampas devido a contrastes térmicos.
13. Campo Paramétrico e Pressão
O campo paramétrico envolve a dinâmica dos movimentos do ar na troposfera, regidos pela pressão atmosférica. Nas cartas sinópticas, pontos de mesma pressão são unidos por linhas chamadas isóbaras.
14. Barômetros
Barômetros são aparelhos utilizados para medir a pressão atmosférica.
15. Gradiente de Pressão
O gradiente de pressão é a diferença de pressão entre duas superfícies contíguas; quanto maior o gradiente, maior a velocidade do vento.
16. Movimentos Verticais
- Ascensão: Ocorre em áreas de baixa pressão devido ao aquecimento do ar.
- Subsidência: Ocorre pelo adensamento do ar, que se torna mais pesado e desce.
17. Tabela Beaufort
A Tabela Beaufort classifica o vento correlacionando sua velocidade com os impactos observáveis na paisagem.
18. Efeito Coriolis
Causado pela rotação da Terra, o efeito Coriolis desvia o vetor de deslocamento do vento de sua rota natural.
19. Vento Geostrófico
É o vento resultante quando a força de Coriolis equilibra a força do gradiente de pressão.
20. Ventos Sazonais e Locais
Ventos sazonais (como as monções) resultam de contrastes térmicos entre continentes e oceanos. Ventos locais (brisas marítimas, terrestres, de vale e montanha) decorrem do aquecimento diferencial da superfície entre o dia e a noite.