Dinâmicas Demográficas: Teorias, Fases e Políticas

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Dinâmicas demográficas

Dinâmicas demográficas: é a ciência que estuda a dinâmica populacional humana por meio de estatísticas que utilizam como critérios: religião, educação, etnia e outros critérios, que são influenciados por fatores como taxas de natalidade, fecundidade e migrações.

  • Fecundidade — relacionada ao número de nascidos vivos em dado tempo em relação ao número de mulheres em idade fértil (15 a 49 anos).
  • Natalidade — número de nascidos vivos para cada 1.000 habitantes.
  • Mortalidade — número de óbitos para cada 1.000 habitantes.
  • Movimentos migratórios.

A diferença entre natalidade e mortalidade é o crescimento vegetativo.

Teoria malthusiana

Teoria malthusiana: conforme seu estudo Ensaio sobre o princípio da população, Malthus afirmou que a população mundial cresceria em ritmo rápido, comparado por ele a uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32, ...) e que a produção de alimentos cresceria em ritmo mais lento, comparado a uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, ...). Concluiu que, sendo assim, faltariam alimentos para todos os habitantes da Terra.

Críticas

  • Não considerou os avanços técnicos e científicos aplicados à agricultura e, consequentemente, o aumento da produção de alimentos.
  • Não considerou as reservas de alimentos dos mares e oceanos.
  • Não levou em conta outras regiões do planeta com áreas de solos férteis.

Neomalthusianismo

Neomalthusianismo: segundo essa teoria, o alto crescimento demográfico é uma das principais causas da generalização da pobreza. O aumento descontrolado do número de pessoas atrapalharia o desenvolvimento dos estados pobres.

O acelerado crescimento da população mundial após a Segunda Guerra Mundial é:

  • Menor nos países mais desenvolvidos economicamente;
  • Maior nos países menos desenvolvidos economicamente, com a redução da taxa de mortalidade devido ao uso de antibióticos e vacinas, saneamento básico e desenvolvimento de infraestrutura.

Um grande percentual de jovens nos países periféricos ou menos desenvolvidos trará sérios encargos econômicos com essa mão de obra. A formação, nos países periféricos, de áreas de grande concentração de miséria ou “bolsões”, gerou situações de risco para o sistema capitalista internacional e favoreceu a expansão do socialismo sob influência soviética ou chinesa nas áreas do chamado “Terceiro Mundo”.

Preocupações

  • Excesso de população;
  • Explosão demográfica;
  • Encargos econômicos;
  • Países capitalistas se preocupam com a miséria dos países periféricos, que poderiam atrair movimentos socialistas.

Soluções (propostas históricas)

  • Controle da natalidade;
  • Não reprimir abortos ilegais;
  • Esterilização em massa de mulheres;
  • Laqueaduras e ligaduras de trompas.

Tese central

Tese central: um rápido crescimento populacional seria um obstáculo ao desenvolvimento econômico de um país, acarretando sérios problemas de pobreza, fome e miséria, ligados a elevadas taxas de natalidade.

Teoria reformista ou marxista

Teoria reformista ou marxista: os reformistas, que defendem teorias demográficas marxistas, ao contrário dos neomalthusianos, consideram a própria miséria como sendo a responsável pelo acelerado crescimento da população.

O que defendiam

  • A necessidade de reformas socioeconômicas que permitam a elevação do padrão de vida;
  • Melhoria da distribuição de renda e de alimentos;
  • Aumento da escolaridade, que resultaria em planejamento familiar e na diminuição da natalidade e do crescimento vegetativo.

Transição demográfica

Transição demográfica: fases

  • 1ª fase — as taxas de natalidade eram muito elevadas, porém o crescimento demográfico era muito baixo em razão das taxas de mortalidade também serem elevadas.
  • 2ª fase — caracteriza-se pelo grande crescimento demográfico devido à redução das taxas de mortalidade, consequência das melhorias nas condições médico-sanitárias e de alimentação.
  • 3ª fase — ocorre um crescimento muito reduzido em razão da redução das taxas de natalidade e de mortalidade provocadas, sobretudo, pelo avanço médico e pelas melhorias nas condições de vida.

Surto demográfico

Na Europa a transição demográfica já se completou. Entre 1995 e 2000, o crescimento demográfico no continente foi apenas de 0,02% ao ano.

Fatores que contribuíram para essa redução

  • Entrada da mulher no mercado de trabalho;
  • Avanços no campo da medicina;
  • Investimentos maiores em saneamento básico;
  • Aumento da renda familiar.

O mito da explosão demográfica

Depois da Segunda Guerra Mundial, os índices de mortalidade começaram a cair nos países subdesenvolvidos. A difusão de novos medicamentos, a vacinação em massa e o controle crescente sobre as epidemias contribuíram para isso. Esse conjunto de inovações no campo da prevenção e da cura das doenças epidêmicas ficou conhecido como revolução médico-sanitária.

Categorias geográficas

Espaço geográfico: é o palco das realizações humanas; abrange todas as partes do planeta possíveis de serem analisadas, catalogadas e classificadas pelas inúmeras áreas da geografia.

Paisagem

Paisagem: conjunto de estruturas naturais e sociais de um determinado lugar.

Região

Região: parte delimitada do território em que se utilizam critérios naturais, econômicos, culturais etc.

Lugar

Lugar: espaço no qual se observam relações cotidianas e culturais.

Demografia e saúde

Demografia e saúde: nos países desenvolvidos a transição demográfica complicou-se nas primeiras décadas; nos países subdesenvolvidos a transição ainda está em curso, mas grandes partes já exibiam redução nas taxas de natalidade em consequência do crescimento demográfico.

  • Doenças infecciosas e parasitas foram responsáveis pela elevada mortalidade na população.
  • Reformulação dos centros urbanos para conter as infecções situadas em cortiços e habitações populares.

Revolta da vacina

Revolta da vacina: era uma reação popular contra a obrigatoriedade da vacina contra a varíola. A população foi às ruas para impedir que os agentes sanitários invadissem as casas e vacinassem à força todos os habitantes.

Declínio da natalidade

  • Gastos maiores nas grandes cidades devido à quantidade de pessoas;
  • Urbanização e industrialização;
  • Elevado custo da formação (educação e preparo profissional).

Investimentos e políticas demográficas

Países com alto índice de natalidade: investimento em escolas e saúde. Países com alta expectativa de vida: aposentadoria e programas de saúde.

Política demográfica

Política demográfica: políticas de incentivo ao natalismo ao longo da história do Brasil: salário-família, licença-maternidade e Bolsa Família. (período militar)

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