Distribuições Exponencial e Weibull — Testes e Estimação

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Lista 04 — Exponencial e Weibull

Exponencial

T ~ Exp(λ)

  • f(t) = λ e-λt, t > 0
  • S(t) = e-λt
  • h(t) = λ
  • E[T] = 1/λ
  • Var[T] = 1/λ2
  • Quantil tq = −log(1 − q) / λ
  • VMR = 1/λ

Weibull

T ~ W(α, λ)

  • f(t) = α λ tα−1 e−λ tα
  • S(t) = e−λ tα
  • h(t) = α λ tα−1
  • E[T] = λ−1/α Γ(1 + 1/α)
  • Var[T] = λ−2/α [Γ(1 + 2/α) − Γ(1 + 1/α)2]

Censura tipo II

A verossimilhança com censura tipo II (r observações de falha e n − r censuradas no tempo t(r)) é:

L(θ) = n! / (n − r)! × ∏i=1r f_T(t(i)) × [S(t(r))]n−r

Exponencial (com censura)

Substituindo f e S pela exponencial,

L(λ) = n! / (n − r)! × ∏i=1r (λ e−λ t(i)) × (e−λ t(r))n−r

Definindo T = Σi=1r t(i) + (n − r) t(r), temos

L(λ) = n! / (n − r)! × λr e−λ T

Log-verossimilhança: l(λ) = k + r log λ − λ T

Estimador de máxima verossimilhança (EMV): λ̂ = r / T = r / [Σi=1r t(i) + (n − r) t(r)]

Informação de Fisher: I(λ) = E[−l''(λ)] = r / λ2


Sem censura — Testes para Weibull

Considere a distribuição Weibull com função de risco h(t) = α λ tα−1, α, λ > 0. Queremos testar:

H0: α = 1 vs H1: α ≠ 1

Verossimilhança

Com θ = (α, λ), a função de verossimilhança é

L(θ) =i=1n α λ t(i)α−1 e−λ t(i)α

Que se rearranja como

L(θ) = αn λn exp{ −λ Σi=1n t(i)α + (α − 1) Σi=1n log t(i) }

Logo, a log-verossimilhança é

l(θ) = n log λ + n log α − λ Σ t(i)α + (α − 1) Σ log t(i)

Valores críticos aproximados da distribuição χ2 (1): χ20.10,1 = 2.704 e χ20.05,1 = 3.84.

1. Teste de Wald

Se θ̂ = (θ̂1, θ̂2)T e a matriz de covariância assintótica de θ̂ é C = [ [C11, C12]; [C12, C22] ], então a estatística de Wald para testar θ1 = θ10 é

W = (θ̂1 − θ10)² / Var(θ̂1) ≈ χ²(k)

De modo geral, rejeitamos H0 se W > χ²1−α(k), onde k é a dimensão do parâmetro testado.

2. Teste escore (score)

Baseado na normalidade assintótica do vetor escore U(θ):

U(θ) ≈ N(0, I(θ))

Particionando U(θ) = (U1(θ), U2(θ)) e tomando θ˜2 como EMV de θ2 sob H0: θ1 = θ10, a estatística de escore é

S = U1(θ˜)T I11(θ˜)−1 U1(θ˜) ≈ χ²(k)

Onde U1 e I11 são avaliados em θ = (θ10, θ˜2).

3. Razão de Verossimilhança

Se θ˜ é o EMV sob H0 e θ̂ o EMV irrestrito, a estatística de razão de verossimilhança é

RV = −2 [l(θ˜) − l(θ̂)] ≈ χ²(k)

Rejeita-se H0 se RV > χ²1−α(k).

4. Método delta

Se desejamos estimar uma função dos parâmetros φ = g(θ) e obter o erro padrão de φ̂, usamos o método delta.

Para θ escalar, expandindo g(θ̂) em torno de E[θ̂] = θ:

g(θ̂) ≈ g(θ) + (θ̂ − θ) g'(θ) ⇒ Var[g(θ̂)] ≈ Var(θ̂) [g'(θ)]²

Na versão multivariada, para θ = (γ, α) e φ = g(γ, α),

Var(φ̂) ≈ (∂g/∂α, ∂g/∂γ) Var(θ̂) (∂g/∂α, ∂g/∂γ)T

Ou explicitamente:

Var(φ̂) ≈ Var(α̂) [∂φ/∂α]² + 2 Cov(α̂, γ̂) [∂φ/∂α][∂φ/∂γ] + Var(γ̂) [∂φ/∂γ]²


Comparação de médias

1. Comparação de duas médias

H0: θ1 = θ2 vs H1: θ1 ≠ θ2

Estatística (para amostras de falhas de exponencial, por exemplo):

u = θ̂1 / θ̂2 ∼ F(2 r1, 2 r2), onde ri é o número de falhas na amostra i.

Intervalo de confiança para a razão de médias θ1 / θ2:

(f1 * θ̂2 / θ̂1 , f2 * θ̂2 / θ̂1)

2. Comparação de m médias

Uma combinação ponderada pode ser definida como

~θ = Σi=1m ri θ̂i / Σi=1m ri

A estatística de razão de verossimilhança para testar igualdade das m médias é

RV = 2 Σi=1m ri log( ~θi ) − 2 Σi=1m ri log( θ̂i )

Em que, sob H0, RV ∼ χ²(m − 1).

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