Doenças: Lúpus, Alzheimer, HIV, Chagas e Tuberculose
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Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)
Etiologia: Multifatorial, envolvendo predisposição genética e fatores ambientais. O resultado é a produção incessante de autoanticorpos patogênicos e a formação de imunocomplexos.
Epidemiologia: É mais frequente em mulheres jovens (fase reprodutiva), numa proporção de nove a dez mulheres para um homem; pode ocorrer em todas as raças e em todas as regiões do mundo.
Tratamento: Não há cura para o LES; portanto, é importante que o tratamento seja individualizado para cada paciente. Duas opções que podem ser abordadas são:
- Medidas não farmacológicas: atividade física, dieta, proteção contra luz solar e apoio psicológico.
- Opções medicamentosas: por exemplo, corticosteroides e imunossupressores.
Mal de Alzheimer (Doença de Alzheimer)
Etiologia e início: Pode ser causada por fatores diversos, incluindo agentes infecciosos e contaminantes ambientais que podem contribuir para síndromes demenciais. A doença é mais comum em idosos, a partir dos 60 anos, e progride com o avanço da idade.
Fases: fase inicial, fase intermediária e fase terminal (mais grave).
Tratamentos não farmacológicos indicados: estimulação cognitiva, estimulação social e física, organização do ambiente e outros tratamentos específicos que podem ser realizados em casa.
Doenças Tropicais
Malária
Em relação à malária, o parasita Plasmodium falciparum desenvolve-se nas glândulas salivares do mosquito Anopheles, penetra na corrente sanguínea humana e instala-se no fígado, além de invadir e causar ruptura dos glóbulos vermelhos.
Proposta preventiva sugerida: remoção de recipientes que acumulam água.
Febre Amarela
A febre amarela é uma doença grave e não contagiosa que pode provocar febre, dores no corpo, vômito e coloração amarelada da pele e das mucosas. O agente etiológico dessa doença é um vírus.
AIDS (HIV)
Etiologia: Retrovírus com genoma RNA, da família Retroviridae.
Formas de transmissão:
- Transmissão ocupacional
- Transmissão vertical (mãe para filho)
- Transmissão por via sanguínea (transfusões, compartilhamento de seringas)
- Transmissão sexual
Formas de prevenção: uso de preservativos; agulhas e seringas esterilizadas ou descartáveis; controle do sangue e de seus derivados; adoção de cuidados na exposição ocupacional a material biológico; manejo adequado de outras DSTs.
Doença de Chagas
Agente: Trypanosoma cruzi; vetor conhecido como "barbeiro" (triatomíneos).
Transmissão: pela picada do inseto que se alimenta de sangue do hospedeiro e defeca próximo ao local da picada — nas fezes do vetor estão presentes as formas infectantes. Outras formas: transfusão sanguínea, transmissão congênita, acidente de laboratório, via oral e transplante de órgãos.
Patogenia: pode ser assintomática logo após a inoculação por qualquer via conhecida. As tripomastigotas podem entrar na corrente sanguínea e disseminar-se por todo o organismo.
Sintomas e evolução: a doença apresenta duas fases:
- Fase aguda: febre, mal-estar, linfadenopatia e inflamação no sítio de infecção. Podem persistir por até 8 semanas; as tripomastigotas podem circular no sangue.
- Fase latente e crônica: a doença pode tornar-se crônica, durando anos no corpo do indivíduo. É fase de maior disseminação por desconhecimento do quadro e pode evoluir para: crônica digestiva (ocorre principalmente no esôfago e no cólon terminal, gerando alterações funcionais, mais frequente em pacientes idosos) e crônica cardíaca (uma parcela da população evolui, podendo desenvolver miocardite grave, cardiomegalia — com formação de trombos e êmbolos — e destruição de células miocárdicas; possui caráter progressivo).
Diagnóstico: feito por métodos parasitológicos, radiológicos e testes sorológicos.
Tratamento: é mais fácil obter cura em pacientes agudos, muito jovens e com infecção recente. O tratamento sintomático (clínico ou cirúrgico) visa reduzir lesões; podem ser utilizados fármacos trypanocidas para eliminar o parasita, além de repouso e dieta adequada.
Profilaxia: é o setor mais resolutivo contra a doença. Não existe vacina contra Trypanosoma cruzi; medidas eficazes incluem combate químico ao vetor, melhoria da habitação, educação sanitária, melhoria da qualidade da água, destino adequado do lixo, controle de vetores e higiene pessoal.
Tuberculose
Grupos com maior risco: tabagistas, idosos, pessoas que vivem em abrigos ou asilos, presos e profissionais da área da saúde.
Transmissão: por gotículas expelidas no ar e contato direto com secreções respiratórias do indivíduo contaminado (espirro, tosse).
Diagnóstico: os sintomas podem passar despercebidos, dificultando o diagnóstico. Em caso de suspeita, exame de escarro.
Sintomas: febre, tosse (às vezes persistente), dor na região torácica, falta de ar, perda de peso e palidez.
Prevenção: vacina BCG (administrada em recém-nascidos, dose única).
Tratamento: uso de antibióticos antituberculosos.
Leucemia (neoplasia)
Câncer que atinge os leucócitos; a medula óssea libera grande quantidade de leucócitos imaturos e defeituosos. A medula torna-se incapaz de produzir hemácias e plaquetas, provocando outras alterações resultantes da má distribuição de oxigênio e gás carbônico no organismo.