Dupuytren, Kienböck e Síndrome do Piriforme: Guia

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Dupuytren — contratura da mão

Dupuytren é uma contratura fixa da mão em flexão, caracterizada pelo espessamento da fáscia palmar e presença de pequenos nódulos. Apresenta-se com maior frequência em homens da raça branca com mais de 40 anos. Fatores de risco incluem fumantes, alcoólatras, diabéticos e usuários de drogas.

Causas e fatores de risco

  • Espessamento fibroproliferativo da fáscia palmar.
  • Predisposição genética e fatores metabólicos.
  • Fatores ambientais: tabagismo, alcoolismo, diabetes e uso de drogas.

Sinais e sintomas

  • Nódulos na palma da mão.
  • Dificuldade em apoiar a mão sobre uma superfície plana.
  • Nódulos ao longo da linha dos dedos, com redução da extensão do dedo afetado.

Diagnóstico

Exame clínico é o principal método diagnóstico.

Tratamento

  • Fisioterapia e medidas conservadoras.
  • Anti-inflamatórios quando indicados.
  • Mobilização funcional e orientação para evitar trabalhos com flexão repetida dos dedos.
  • Indicação cirúrgica: quando há contratura fixa em flexão da articulação metacarpofalângica. Procedimentos cirúrgicos incluem fasciectomia e dermofasciectomia.

Doença de Kienböck (necrose do semilunar)

Kienböck é uma doença caracterizada por necrose avascular do osso semilunar do carpo, causada pela diminuição do suprimento sanguíneo para esse osso. Há correlação com ulna menor (ulna minus) e com fraturas por impacto do semilunar.

Sinais e sintomas

  • Dor local no dorso do punho, frequentemente pior em extensão.
  • Edema e crepitação.
  • Diminuição de força.
  • Possível irradiação da dor para o braço.

Estadiamento

  • Estágio 1: aspecto radiográfico normal ou fratura linear.
  • Estágio 2: aumento da densidade óssea do semilunar.
  • Estágio 3: colapso do semilunar, podendo estabilizar-se com o rádio e escafóide.
  • Estágio 4: colapso avançado com degeneração intercarpal, migração do capitato e instabilidade do carpo.

Exames

  • Exame clínico.
  • Radiografia (raio‑X), ressonância magnética (RMN) e cintilografia óssea.

Tratamento

  • Opções mecânicas: procedimentos para descompressão do semilunar e correção da biomecânica (p.ex., encurtamento do rádio ou aumento da ulna conforme indicação).
  • Opções biológicas: técnicas de revascularização.
  • Cirurgias de salvamento: artrodese, artroplastia do semilunar e outras técnicas reconstrutivas conforme estágio.
  • Tratamento conservador: imobilização e medidas para melhorar o suprimento sanguíneo; uso de anti-inflamatórios conforme necessidade.

Síndrome do piriforme — compressão do ciático

A síndrome do piriforme consiste em irritação ou compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme. Essa condição pode ser causada por variações anatômicas na relação entre o nervo ciático e o músculo piriforme.

Causas

  • Variações anatômicas na passagem do nervo ciático em relação ao músculo piriforme.
  • Primária: causa anatômica.
  • Secundária: macrotrauma, microtrauma ou isquemia devido a processo inflamatório.

Sintomas

  • Dor profunda na região glútea.
  • Dormência e formigamento (parestesias) ao longo do trajeto do nervo ciático.
  • Sintomas que pioram ao esforço, ao sentar ou ao levantar.

Exame

  • Avaliação clínica com palpação dolorosa do músculo piriforme.
  • Testes de provocação (p.ex., sinal de Lasègue alterado).
  • Exames de imagem e exames complementares conforme indicação.

Tratamento

  • Fase inflamatória: abordagem conservadora com anti-inflamatórios, repouso relativo e terapia física.
  • Correção postural e reeducação de movimentos para reduzir compressão do nervo.
  • Técnicas para diminuir espasmo muscular (exercícios, alongamento, fisioterapia, infiltração local quando indicada).
  • Em casos refratários, considerar procedimentos de descompressão cirúrgica.

Observação: todas as informações acima foram reorganizadas e corrigidas gramaticalmente para melhor compreensão, preservando o conteúdo original sobre causas, sinais, exames e opções terapêuticas.

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