Economia Marxista e a Era Keynesiana: Uma Análise Comparativa
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Economia Marxista
Marx foi um dos nomes que mais se destacou na criação da economia Marxista. Ele é um sociólogo e economista que analisou o regime Capitalista: “O fundamento do conceito de economia está na ação dos indivíduos cuja existência é permeada pela escassez?”
O econômico da vida social reside nas relações que os indivíduos estabelecem entre si para produzir o que necessitam.
Marx indica os principais momentos da evolução de suas ideias. Estudou Direito em Berlim, mas tinha forte interesse em História e Filosofia. A origem da trajetória intelectual de Marx está na sua preocupação com as questões materiais, relativas à pobreza, riqueza e as disputas entre grupos sociais. Marx se preocupa com a situação de grupos sociais desfavorecidos, trabalhadores ou não, e com a discussão sobre relações sociais entre dominadores e dominados.
O primeiro passo de Marx para entender como se constituíram esses interesses materiais foi “uma visão crítica da filosofia do direito de Hegel”.
Marx dirigiu seus estudos para o campo da Economia Política, o que constitui o terceiro momento de sua trajetória intelectual. Marx inicia seus estudos econômicos em Paris e depois em Bruxelas, e desses estudos ele derivou o que denomina o fio condutor do seu trabalho.
Em certa etapa de seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entraram em contradição com as relações de produção existentes. Sobrevém então uma época de revolução social.
Ao escrever a “Ideologia Alemã” em parceria com Engels em 1845, marca o momento de desenvolvimento de Marx e se mostra como uma das mais fecundas da história das ideias sociais. Marx volta a publicar seu antigo jornal, a Nova Gazeta Renana, mas foi interrompido pela censura política, resultando na ida de Marx para a Inglaterra em 1850. Em Londres, retoma seus estudos de Economia Política e observa a Economia Inglesa, que se constitui num ótimo ponto de observação da sociedade burguesa.
Em 1859, escreve o livro “O Capital”, onde descreve o seu objeto de investigação, que é a lei do movimento econômico da sociedade burguesa. A essência de qualquer sociedade está nas suas relações de produção. Neste livro, “O Capital”, Marx analisa três tópicos do processo de produção do capital:
- A teoria do valor e do dinheiro
- O processo de produção capitalista
- A acumulação de capital
Para Marx, o dinheiro tem três funções:
- Primeira Função - Dinheiro como mercadoria de valor, por exemplo: ouro
- Ex: 1 cadeira vale 5kg de ouro
- 1 cadeira vale R$ 5,00
- Segunda Função – Diz respeito ao dinheiro na sua relação com as mercadorias. No processo de circulação, são as mercadorias que circulam por meio do dinheiro.
- Terceira Função – Do dinheiro é quando ele é fixado como “única forma de valor”, como único instrumento reconhecido como “realizador de preços”.
Para Marx, dinheiro e mercadoria se transformam em Capital, quando se tem, na esfera da circulação, a presença da força de trabalho como mercadoria.
Para Marx, dinheiro e mercadorias transformam-se em capital quando se tem na esfera de circulação, a presença da força de trabalho como mercadorias. Essa mercadoria somente passa a existir onde os produtores diretos estão separados das condições de trabalho, como única mercadoria a vender (capacidade de trabalho ou sua força de trabalho).
O capital não pode, então, ser visto como coisas (mercadorias) ou mera soma de valor, mas como relação social, específica a uma determinada organização social.
O capitalista deve comprar a força de trabalho exatamente pelo valor e ainda assim, ao vender o produto obtido na produção, recuperar o que foi gasto com um excedente de valor.
O processo de produção capitalista é um processo de reprodução no qual seu resultado é também sua premissa. Dois resultados: Primeiro, seja a reprodução do capital simples ou ampliada, ao produzir capital, produzem-se novamente as condições básicas da sua produção. Segundo, são os efeitos da acumulação sobre a própria força de trabalho. O processo de acumulação atinge um ponto a partir do qual a produtividade social do trabalho torna-se o elemento crucial para a própria acumulação.
É quase impossível fazer uma apreciação completa do impacto das ideias de Marx. Sem sombra de dúvida, se há uma única que diferencia a natureza das ideias econômicas de Marx de outras correntes do pensamento econômico, esta é sua teoria da exploração ou da mais valia. Em primeiro lugar, porque em profundo contraste com o atual pensamento econômico, a teoria de Marx preserva o conceito de excedente ou de produto líquido, e com isso, a visão de que o eixo de uma economia moderna está na produção desse excedente. Em segundo lugar, faz do trabalho humano ou de uma determinada forma de organização social do trabalho humano, a saber, o trabalho assalariado, a base da explicação da produção do excedente.
A Era Keynesiana
A era Keynesiana teve seu início com a publicação da Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda. Esta publicação foi realizada pelo mais importante economista da primeira metade do século XX, John Maynard Keynes (1883-1946), filho de um professor de economia, John Neville Keynes, que nascera destinado a influenciar massivamente tanto na economia de seu país, a Grã-Bretanha, como nos Estados Unidos. Com exceção de Karl Marx, nenhum outro homem em toda a literatura econômica causou tanto furor quanto ele, tanto na teoria como na prática econômica. O impacto de sua obra ocorreu no ano de 1936, e está escrita por vários autores.
Para entender o impacto da obra de Keynes, basta considerar a grande crise da década de 30, que ficou conhecida como a “Grande Depressão”, onde era crítica a situação de vários países capitalistas, com grande desemprego na Inglaterra e em vários países da Europa. Nos Estados Unidos, o número de desempregados também era muito elevado.
Na época existiam duas teorias dentro do Keynesianismo para tentar explicar a crise de 30:
- A Teoria Econômica que acreditava que era apenas uma crise passageira, apesar de durar alguns anos.
- A Teoria Geral relata que as combinações políticas vigentes não eram adequadas e apontavam para soluções que poderiam tirar o mundo da recessão.
Para o Keynesianismo, um dos principais fatores responsáveis pelo volume de emprego é explicado pelo nível de produção nacional de uma economia que é determinada pela demanda agregada ou efetiva, a oferta criando sua própria procura.
Para Keynes, não existe estabilidade na economia, portanto, o estado deveria intervir partindo de políticas de gastos públicos, o chamado princípio da demanda efetiva.
Keynes teve grande influência na política econômica dos países capitalistas, sendo de grande eficiência, apresentando resultados positivos no período da Segunda Guerra Mundial. Nos períodos posteriores, ocorreu um desenvolvimento expressivo da teoria econômica, incorporando-se os modelos por meio de modelos estatísticos e matemáticos, formalizando ainda mais a ciência econômica.