Educação Inclusiva: História, Desafios e o Futuro da Escola
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Escreve-se ao longo desse trabalho que o atual momento da educação, marcado pela inclusão escolar, não pode ser compreendido de forma isolada. Ao debruçarmo-nos sobre a história da educação especial, compreendemos que a evolução da área está intimamente relacionada com as diferentes concepções que, ao longo da história da humanidade, foram sendo estabelecidas com base na maneira como os indivíduos se relacionam com os padrões diferentes daqueles tidos como normais, e mais especificamente, com a deficiência.
A escola, para muitas crianças, é o único espaço de acesso aos conhecimentos universais e sistematizados. Ou seja, é o lugar que lhes proporcionará condições de se desenvolver e de se tornar um cidadão, alguém com identidade social e cultural.
Sendo assim, melhorar as condições da escola é formar gerações com mentes mais preparadas para viver a vida em sua mais alta plenitude, sendo livres, sem nenhum preconceito e sem barreiras. Maria Teresa Eglér Mantoan, pedagoga, mestre e doutora em Educação pela Unicamp, afirma que: "Não podemos nos contradizer nem mesmo contemporizar soluções, mesmo que o preço que tenhamos de pagar seja bem alto, pois nunca será tão alto quanto o resgate de uma vida escolar marginalizada, uma evasão, uma criança estigmatizada, sem motivos".
A inclusão nas escolas, por mais que ainda seja muito comentada pelo caráter ameaçador de toda e qualquer mudança, especialmente no meio educacional, é irreversível e convence a todos pela sua lógica, pela ética de seu posicionamento social. Assim sendo, o futuro da escola inclusiva está, a nosso ver, dependendo de uma expansão rápida dos projetos verdadeiramente embutidos do compromisso de transformar a escola, para se adequar aos novos tempos.
Se hoje ainda são experiências locais as que demonstram a viabilidade da inclusão em escolas e redes de ensino brasileiras, estas experiências têm a força do óbvio e a clareza da simplicidade. Só essas virtudes são suficientes para o crescimento desse novo paradigma no sistema educacional, porque nada se muda com um passe de mágica.
A implementação de uma escola de qualidade, justa e acolhedora para todos é um sonho possível, apesar da aparente fragilidade das pequenas iniciativas. Ou seja, essas experiências locais têm sido suficientes para enfrentar o poder da máquina educacional, velha e enferrujada, com segurança e tranquilidade. Essas iniciativas têm mostrado a viabilidade da inclusão escolar nas escolas brasileiras.
Sabemos que a prática efetiva e bem-sucedida da inclusão escolar depende de muitos fatores, mas não podemos esquecer que nós somos partes desse movimento. Com a nossa atuação responsável, competente e comprometida com as ideias de uma escola democrática, podemos fazer a diferença.