Elasticidade e Teoria do Consumidor — Conceitos

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Elasticidade e Tipos

Elasticidade — é a sensibilidade ou resposta de uma variável em relação à mudança de outra.

Elasticidade de Preço

Elasticidade de preço — é a variação percentual na quantidade demandada devido à variação percentual no preço do bem.

Fórmula: Epd = [(q1 - q0)/q0] / [(P1 - P0)/P0]

Classificação:

  • Epd > 1 — Demanda elástica: quantidade bastante sensível à variação do preço.
  • Epd < 1 — Demanda inelástica: quantidade pouco sensível à variação do preço.
  • Epd = 1 — Demanda unitária: quantidade varia na mesma proporção da variação do preço.

Elasticidade-renda da Demanda

Elasticidade-renda da demanda — é a variação percentual na quantidade demandada devido à variação percentual na renda.

Fórmula: Erd = [(q1 - q0)/q0] / [(R1 - R0)/R0]

Classificação:

  • Erd > 1 — Bem de luxo: a variação da renda provoca aumento do consumo em mais que proporção.
  • Erd > 0 — Bem normal: consumo aumenta com o aumento da renda.
  • Erd < 0 — Bem inferior: demanda cai quando a renda aumenta.
  • Erd = 0 — Bem de consumo saciado: variação da renda não altera o consumo.

OBS: Como preço e quantidade apresentam uma relação inversa, o resultado será considerado em módulo, não se considerando o sinal negativo da equação.

Teoria do Consumidor

Descrição sobre como os consumidores alocam sua renda entre os diferentes bens e serviços, procurando maximizar o próprio bem-estar. O comportamento do consumidor é melhor compreendido quando examinado em três etapas:

  1. Preferências do consumidor — consiste em encontrar uma forma prática de descrever a preferência de uma mercadoria em relação à outra.
  2. Restrição orçamentária — os consumidores devem considerar os preços, principalmente levando em conta que sua renda é limitada, o que restringe a quantidade de bens e serviços que podem ser adquiridos.
  3. Escolhas do consumidor — diante de suas preferências e da limitação de renda, os consumidores irão adquirir as combinações de mercadorias que maximizam sua satisfação, considerando os preços dos bens disponíveis. A escolha do consumidor possibilita compreender a demanda.

Utilidade Ordinal

Utilidade ordinal — utilidade existente quando se ordenam vários bens, sendo aquele que representa a maior utilidade (para o consumidor) colocado no ponto mais elevado da escala, acima daquele que representa a segunda maior utilidade e assim por diante.

Utilidade Cardinal

Utilidade cardinal — o termo admite o seguinte significado:

  1. Argumento em que a utilidade dos bens pode ser mensurada de forma absoluta através de certa unidade de medida, como distância, peso etc. Aplicado apenas para diferenciar dois níveis distintos de utilidade.
  2. Se o consumidor estiver diante de quatro situações a, b, c e d e for capaz de dizer que a diferença de utilidade entre a e b é algum múltiplo ou fração da diferença entre c e d, então esse consumidor terá organizado sua escala de preferências em termos cardinais.

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