Esclerose Múltipla: causas, sintomas e tratamentos
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EM (Esclerose Múltipla): sistema imunológico
EM (Esclerose Múltipla): alterações no sistema imunitário periférico e no sistema nervoso central (SNC) levam a lesão inflamatória e desmielinização.
- Falha nos mecanismos de tolerância central.
- Falha dos mecanismos de tolerância periférica; desequilíbrio com diminuição de linfócitos T reguladores (Treg) e aumento de linfócitos Th17; ativação de linfócitos T autorreativos.
- Ativação de linfócitos T autorreativos.
- Alteração da permeabilidade da barreira hematoencefálica (BHE).
- Ativação da micróglia e dos linfócitos B no SNC.
- Lesão da mielina, dos oligodendrócitos (que regeneram a mielina) e dos axónios.
Os itens 5 e 6 são consequência dos dois primeiros (sistema imunológico periférico e BHE), que desencadeiam uma resposta inflamatória grave.
Tipos de Esclerose Múltipla
- Surto‑Remissão: inicia-se com surtos que vão somando incapacidades; os surtos são habitualmente tratados com corticóides para reduzir a inflamação e prevenir agravamentos. Pode transitar para fase secundariamente progressiva.
- Progressiva: não existem surtos claros, mas existe incapacidade progressiva contínua.
Tratamento da Esclerose Múltipla
Estratificação por linhas terapêuticas:
- 1.ª linha: tratamentos menos eficazes, mais seguros e melhor conhecidos. Exemplo: Interferão — efeitos secundários pseudo‑gripais 3–6 horas após a administração; por vezes recomenda‑se a administração à noite. Vigiar o local de injeção.
- 2.ª linha: tratamentos mais eficazes, conhecidos mas com problemas de segurança. Exemplos:
- Natalizumab — risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML).
- Fingolimod — evitar gravidez; monitorizar efeitos cardiovasculares e infeções.
EM ≠ Guillain‑Barré
Ambas são desmielinizantes, mas diferem em vários aspetos:
- Esclerose Múltipla: crónica, afeta o SNC, pode haver perda de oligodendrócitos e ausência de remielinização completa.
- Síndrome de Guillain‑Barré: aguda, afeta o sistema nervoso periférico (SNP), ocorre frequentemente remielinização e recuperação parcial ou total.
Síndrome de Guillain‑Barré
Guillain‑Barré: caracteriza‑se por dor inicial nos membros inferiores (dor ascendente), fraqueza muscular progressiva rápida, diminuição ou perda dos movimentos e paralisia flácida.
Doença de Parkinson
Parkinson: doença neurodegenerativa, muitas vezes idiopática, que afeta o SNC. Manifestações principais:
- Tremor em repouso (lentificado), rigidez muscular, hipocinesia/acinésia.
- Instabilidade postural (desequilíbrio), alterações cognitivas e demência em fases avançadas.
- Transtornos do sono e outros sintomas não motores.
Coreia de Huntington
Coreia de Huntington: doença autossómica dominante, degenerativa e progressiva, com impacto cognitivo. Habitualmente manifesta‑se entre os 35 e os 50 anos e apresenta movimentos anormais (coreia), alterações comportamentais e declínio cognitivo.
Cefaleias: primárias e secundárias
Cefaleias primárias (a causa não é conhecida, mas existem fatores desencadeantes):
- Enxaquecas: geralmente fronto‑temporal ou unilateral, pulsátil e agravada pelo esforço; pode causar fotofobia, fonofobia, aversão a odores e náuseas. (Nota: a enxaqueca pode também ser bilateral em alguns casos.)
- Cefaleias em salva: dor temporal ou periorbital unilateral, intensa e episódica, com tendência a ocorrer sempre à mesma hora; associa‑se a alterações do padrão de sono.
- Cefaleias tensionais: dor na região occipital ou frontal, tipicamente bilateral, de difusão, de intensidade leve a moderada e associada a fatores desencadeantes (stress, postura).
Cefaleias secundárias: desencadeadas por uma causa identificável; o tratamento é direcionado para essa causa.
Perfis de autocuidado
Descrição dos perfis e estratégias de intervenção:
Independente
- Não transmitir conhecimento inadequado; questionar e confrontar quando necessário.
- Dosear a informação de acordo com a vontade do utente de a receber.
- Estimular e apoiar a tomada de decisão; reforço positivo da autonomia.
- Ajudar a encontrar estratégias que facilitem a integração de um regime terapêutico flexível e adequado ao gosto, interesses e valores da pessoa.
Abandono
- Identificar incapacidade de gerir o regime terapêutico; orientar quanto à necessidade de incorporar o regime.
- Observar a toma diária de medicação, agendar consultas e informar de acordo com o nível de compreensão da pessoa.
- Aumentar a consciencialização, ajudar a definir objetivos, promover esperança e negociar metas realistas.
Formalmente
- Dar suporte, promover esperança e ensinar/instruir/treinar habilidades necessárias.
- Incentivar a tomada de decisão, elogiar progressos e promover a flexibilidade do regime terapêutico.