Estratégia: Internacionalização, Modelo BCG e Cadeia de Valor

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Estratégia de internacionalização

Consiste na extensão das suas estratégias de produtos-mercados e de integração vertical para outros países, resultando numa replicação total ou parcial da sua cadeia potencial.

Transações

Transações: comercialização de produtos, serviços e marcas da empresa a entidades estrangeiras.

Investimento direto

Investimento direto: realização, pela própria empresa, da totalidade ou de parte das atividades da sua cadeia operacional nos mercados externos — um processo que requer a transferência das suas práticas de integração vertical.

Projetos

Projetos: envolvimento internacional em projetos específicos e limitados no tempo, que podem incluir a transação de mercadorias e serviços e o investimento direto pontual no estrangeiro.

Modelo BCG

O Modelo BCG avalia o interesse dos domínios de atividade de uma empresa com base em dois critérios objetivos — taxa de crescimento do mercado e quota de mercado relativa. Permite situar o conjunto das atividades da empresa numa matriz: cada atividade localiza-se no ponto correspondente e está representada por um círculo cuja área é proporcional ao volume de vendas da empresa nessa atividade.

  • Dilemas

    Domínios em mercados de forte crescimento com potencial de vendas, mas com fraca quota atual; correm o risco de perder competitividade ou exigir grandes investimentos. Objetivo prioritário: desenvolvimento da quota de mercado ou desinvestir.

  • Estrelas

    Domínios promissores tanto em volume como em rentabilidade; exigem investimentos elevados para sustentar o crescimento.

  • Vacas leiteiras

    Mercados com fraco crescimento, mas com elevada quota de mercado relativa, que geram liquidez importante. Objetivo estratégico: recolher e otimizar a rentabilidade.

  • Pesos mortos

    Domínios de pouco interesse, com taxa de crescimento reduzida, muita concorrência de preços e fraca competitividade. Objetivo: desinvestir.

Política de gestão

A concepção da política de gestão começa pela caracterização das diferentes atividades da cadeia de valor da empresa: as atividades primárias, relacionadas com a criação ou transformação dos produtos e serviços, e as atividades de suporte, que apoiam, direta ou indiretamente, a execução das atividades primárias. É necessário identificar, à partida, em que medida as diferentes atividades podem ser alinhadas com as orientações estratégicas da organização. A cadeia de valor deve ser gerida como um sistema de atividades interdependentes e dinâmico. O grau de adequação entre o sistema de atividades de uma empresa e a sua estratégia é decisivo para o desempenho competitivo da organização.

Classificação das atividades

  • Atividades estratégicas – imprescindíveis à implementação da estratégia, pois afetam diretamente o desempenho da empresa nos fatores críticos de sucesso.

  • Atividades táticas – necessárias, mas não suficientes, para a implementação da estratégia; complementam ou suportam a ação das atividades estratégicas.

  • Atividades de base – necessárias ao funcionamento da empresa, com impacto reduzido no desempenho competitivo.

Políticas funcionais

A gestão das atividades da cadeia de valor deve também estar alinhada com a estrutura da organização. Como a generalidade das empresas adota uma divisão funcional das tarefas ao nível mais baixo das suas hierarquias, a estratégia tende a ser transposta em políticas de gestão funcionais. Cabe aos diretores das respectivas funções a responsabilidade de executar as atividades em conformidade com as orientações estratégicas definidas.

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