Estudo de Marx: Crítica ao Capitalismo e Transformação Social

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Estudo Essencial sobre Karl Marx

É necessário estudar Marx para compreendermos a nossa história nos séculos XIX e XX. Marx foi o principal e melhor crítico ao capitalismo. Por isso, seu estudo é fundamental.

Vertentes do Marxismo

  • Marxismo dos Comentadores: Autores que comentam as obras de Marx. Editar a obra de Marx é extremamente difícil, e esses comentadores são necessários para entendermos a profundidade do autor.
  • Marxismo dos Críticos: Pessoas que são contra as ideias de Marx.
  • Marxismo da Realidade: Refere-se à Revolução Russa, que foi baseada nas ideias de Marx.
  • Marxismo de Marx: O próprio Marx afirmava que há uma grande diferença entre sua obra e o que fizeram dela, ou seja, entre o que ele pensava e o que as pessoas acham que ele pensava.

“Os filósofos não fizeram mais que interpretar o mundo de diversas formas; trata-se, porém, de transformá-lo.”

Interpretar o mundo não é o suficiente; o mais importante é transformá-lo em como ele deve ser.

Marx era um ativista. Ele ia, por exemplo, à porta das fábricas para alertar as pessoas de que estavam sendo enganadas. Marx buscava ativamente transformar o mundo para que se adequasse ao seu ideal.

A Dialética

Na Grécia antiga, a dialética era uma maneira de alcançar a verdade.

Dialética Erística

Tem a ver com a retórica e está baseada na tentativa de convencer o outro. É uma dialética que não se interessa pela verdade, mas sim em persuadir. Na Erística, vale tudo, inclusive usar argumentos falaciosos ou golpes baixos. O importante é conquistar a plateia, muitas vezes sem conteúdo real, mas convencendo as pessoas.

A Dialética Marxista

Marx não define a dialética; ele a constrói em seu texto.

Eric Hobsbawm, um dos maiores escritores do século XX, notou que no século XX surgiram palavras novas como: indústria, capitalista e capitalismo, e, ao mesmo tempo, greve, proletariado e socialismo.

Quando surge um conceito, surge também a sua contradição. As palavras vêm em duplas, uma contradizendo a outra.

A história se move na luta entre duas classes sociais: a dos burgueses e a dos proletariados. Marx afirmava que a história sempre foi a luta de classes sociais – opressores e oprimidos – de quem está em cima para quem está embaixo. A lógica para Marx era a de que, progressivamente, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres.

Marx diz que a política foi estruturada para não mudar. O que mudaria, para Marx, seria a revolução.

Capitalismo, Socialismo e Comunismo

Para Marx, é preciso passar pelo capitalismo para ser possível chegar ao comunismo.

A democracia, como era vista, não adiantaria para Marx. Ele defendia a DITADURA DO PROLETARIADO. De certa forma, essa seria uma verdadeira democracia, mas Marx evitava o termo para que as pessoas não pensassem que a democracia seria a solução final.

O socialismo (no meio de produção) seria um período de transição para o comunismo. Não haveria um dono da indústria; todos que trabalham nela fariam parte da gestão.

O socialismo ainda não seria o suficiente, segundo Marx; o ideal seria a extinção do Estado. “O Estado é um comitê para garantir negócios para o burguês”, dizia Marx. “A economia é a estrutura de tudo.”

A ECONOMIA é a estrutura das outras superestruturas – socialismo e comunismo. Não é possível mudar transformando a política, por exemplo, e sim transformando a economia para que as outras estruturas se transformem.

Para Marx, quem tem poder, na verdade, não é o Estado, e sim quem o mantém – a economia.

Antes de escrever cientificamente, Marx teve uma escolha ética interna, de olhar para o mundo e entender que ele não estava certo.

Marx é um excelente crítico, pois a melhor maneira de pensar é pensar contra. Marx pensou contra as injustiças, o capitalismo, etc.

Ideologia

IDEOLOGIA = FALSA CONSCIÊNCIA/ACOBERTAMENTO DO REAL. Hoje em dia, usamos esta palavra como significando um conjunto de ideias, mas para Marx, ideologia não significa isto. IDEOLOGIA, para Marx, é falsa consciência, é o acobertamento do real em que se mantém uma dominação de caráter econômico, jurídico e político.

É quando entendemos que está acontecendo algo no mundo, enquanto o que realmente está ocorrendo é outra coisa.

É “fingir uma coisa que, na realidade, é outra”.

O problema da ideologia é que, quando nos deparamos com ela, não a percebemos de imediato. É como uma cortina que olhamos e não conseguimos ver o que há por trás da janela.

Por exemplo, a ideologia de que alguém chegou a um lugar alto na carreira porque teve mérito, quando, na verdade, houve uma óbvia razão social para isso. No Brasil, o discurso do mérito é extremamente ideológico.

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