Ética Kantiana, Utilitarismo de Mill e a Pólis de Aristóteles
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Imperativos Hipotéticos e a Moralidade Condicional
Os Imperativos Hipotéticos têm a forma de "Se queres X, então terás de fazer Y". São condicionais e particulares. A obediência a estes princípios impõe-se a partir do exterior (Heteronomia).
O cumprimento do dever é uma ordem condicionada pelo que de satisfatório ou proveitoso pode resultar do seu cumprimento.
- As ações que nele se baseiam são ações conformes ao dever, feitas a pensar nas consequências ou resultados de fazer o que é devido.
- As ações que cumprem o dever baseadas em interesses seguem máximas que não podem ser universalizadas.
Imperativos Categóricos: A Lei Moral de Kant
Os Imperativos Categóricos têm a forma de "Deves fazer X, sem mais". São incondicionais e universais. Só estes princípios são, para Kant, efetivamente leis morais. A obediência a estes princípios impõe-se por si, através da razão (Autonomia).
O que o Imperativo Categórico Ordena:
- Ordena que se cumpra o dever sempre por dever.
- Ordena que se aja por dever.
- Ordena que sejamos imparciais e desinteressados.
- Ordena que respeitemos o valor absoluto de cada ser racional.
Análise da Ação Moral: Kant vs. Mill
Segundo Kant: Não foi uma Ação Moral
Segundo Kant, a ação não foi moral, pois se o fosse, não perseguiria nenhum interesse particular e nem poderia ser resultado de inclinações ou desejos, sendo apenas motivada pelo puro respeito à lei, independentemente das consequências.
Segundo Mill: Foi uma Ação Moral
Segundo Mill, a ação foi moral, pois [Jesus Cristo] pretendia maximizar imparcialmente a felicidade e o bem-estar do conjunto de afetados. A ação será correta se previsivelmente promover imparcialmente a felicidade (Utilitarismo).
Aristóteles e a Perspetiva Naturalista do Estado
Aristóteles defende que o Estado é a forma mais elevada de comunidade. Ele acredita numa perspetiva naturalista, pois os indivíduos associam-se naturalmente: primeiro em famílias, depois em aldeias e, por fim, em cidades (Pólis).
A progressão do poder é a seguinte:
- A família é governada pelo poder patriarcal.
- A aldeia é governada pelo poder tribal, que deriva do poder patriarcal.
- O Estado possui poder político, logo, já não é poder patriarcal, sendo por isso a forma mais elevada de comunidade.
As pessoas que são incapazes de se integrarem ou que não sentem necessidade da comunidade por causa da sua autossuficiência não fazem parte de qualquer cidade e, ou são um homem, ou são um bicho.
O ser humano precisa de uma sociedade para se concretizar plenamente.