Evolução Científica e Diversidade Cultural: Conceitos Chave
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A Evolução do Fixismo e o Darwinismo
A versão final do evolucionismo no século XIX foi consolidada por Charles Darwin (1809-1882). Em 1858, após uma viagem às Ilhas Galápagos e à América do Sul, ele apresentou em Londres uma nova teoria da evolução, baseada em suas próprias observações, que teria um enorme impacto em todas as áreas do saber.
Esta teoria é baseada em dois princípios fundamentais: a luta pela sobrevivência e a seleção natural. Darwin afirma que existe uma luta pela sobrevivência porque há mais seres vivos do que recursos disponíveis, o que resulta em um processo seletivo natural. Na luta, os mais aptos sobrevivem, aqueles com melhores características para se adaptar ao meio ambiente, e os menos dotados perecem. Naturalmente, os mais aptos e mais adequados transmitem suas características aos seus descendentes.
Embora esta teoria da seleção natural tenha se imposto sobre a de Lamarck, ela não explicava suficientemente o mecanismo da evolução, pois faltava uma teoria adequada da hereditariedade para esclarecer como as variáveis hereditárias passavam de uma geração para a outra. Essa teoria da herança foi desenvolvida por Gregor Mendel (1822-1884).
A teoria de Darwin foi complementada ao longo do século por outros estudos, como os de Pasteur, que provou que a geração espontânea é impossível, ou os de geólogos que, ao estudar fósseis, chegaram à conclusão de que a idade da Terra era de cerca de 4.500 milhões de anos, muito superior aos 6.000 anos oficialmente considerados por um fator bíblico. Este dado foi muito importante para a aceitação definitiva da teoria da evolução darwiniana, visto que um dos obstáculos mais importantes que ela encontrou foi o fato de que a evolução descrita em sua teoria precisava de um tempo que, até então, se acreditava que a Terra não tinha.
Multiculturalismo e Diversidade Social
Estudos realizados hoje sobre a diversidade cultural não se concentram apenas na tentativa de explicar por que existem diferentes culturas com diferentes níveis de desenvolvimento, mas vão além, tentando explicar o que acontece quando esta diversidade cultural se manifesta socialmente. Falamos de multiculturalismo quando se trata de um fato concreto: em um determinado espaço social (um país ou uma cidade), as pessoas têm de conviver com diferentes culturas identificadas, o que pode gerar problemas de convivência entre o que é considerado cultura dominante e as outras que convivem com ela e se sentem marginalizadas.
Os povos indígenas, imigrantes e defensores de nacionalidades situadas no contexto mais amplo de um Estado-nação exigem o respeito de sua cultura e identidade, mesmo que estejam dispostos a assimilar aspectos da cultura dominante.
Formas de Pluralismo Cultural:
- Multinacionalismo
- Poli-etnicidade (Polyethnicity)
- Grupos marginalizados
Atitudes perante a Diversidade Cultural:
Etnocentrismo: O etnocentrismo analisa outras culturas a partir da sua própria, que é considerada a medida para avaliar e classificar as restantes.
Relativismo Cultural: Esta tendência visa analisar as diferentes culturas a partir de seus próprios valores e não de uma cultura estranha, e deve respeitar as diferentes expressões culturais.
Interculturalidade: A interculturalidade parte do respeito por outras culturas, mas supera as limitações do relativismo para promover o encontro e a interação entre diferentes grupos culturais.