Evolução e Gestão da Manutenção Industrial
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Evolução da Manutenção Industrial
Antes da Segunda Guerra Mundial, a indústria era pouco mecanizada, com equipamentos simples e superdimensionados. Como a produtividade não era prioritária, não havia necessidade de uma manutenção sistematizada, sendo a manutenção corretiva utilizada apenas para serviços de limpeza, lubrificação e reparos após quebras.
A Era da Mecanização e Automação
A partir dos anos 60, o período pós-guerra aumentou a demanda por produtos, enquanto a mão de obra diminuiu sensivelmente, gerando um grande aumento da mecanização. Em busca de maior produtividade, a indústria passou a depender do bom funcionamento das máquinas, tornando essencial evitar falhas. Na década de 70, com o crescimento da automação, a confiabilidade e a disponibilidade tornaram-se pontos-chave em diversos setores, como saúde e processamento de dados.
Atualmente, a forma como a sociedade percebe a empresa e sua contribuição para a saúde do planeta é um fator crítico de sucesso, exigindo excelência em SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança).
Conceitos Fundamentais
- Manutenção não planejada: Ocorre quando o equipamento para de produzir sem uma definição gerencial.
- Paradigma moderno: O profissional de manutenção é valorizado quando consegue evitar falhas não previstas, superando o antigo modelo focado apenas no reparo.
- Retrabalho: Caracteriza a falta de qualidade na manutenção.
Tipos de Manutenção
- Manutenção Corretiva: Utilizada para corrigir falhas ou desempenho abaixo do esperado.
- Não planejada: Ocorre de maneira aleatória após a quebra, podendo acarretar perdas de produção e qualidade.
- Planejada: Correção decidida gerencialmente após acompanhamento preditivo ou preventivo. É mais barata, rápida e segura.
- Manutenção Preventiva: Reduz ou evita falhas através de um plano previamente elaborado com intervalos definidos.
- Manutenção Preditiva: Previne falhas através do acompanhamento de parâmetros diversos, permitindo a operação contínua por mais tempo.
- Manutenção Detectiva: Efetuada em sistemas de proteção para identificar falhas ocultas, sem interromper a operação.
Engenharia e Custos
A Engenharia de Manutenção foca em identificar as causas básicas das falhas, em vez de apenas realizar reparos contínuos.
- Custos Diretos: Mão de obra, materiais e serviços de terceiros.
- Custos de Perda de Produção: Falha do equipamento principal sem reserva disponível.
- Custos Indiretos: Estrutura gerencial, apoio administrativo, análises, estudos de melhoria e supervisão.
Terceirização e Atividades
A terceirização é a transferência de atividades para parceiros visando competitividade.
- Atividade Fim: Razão de ser do negócio, prevista no contrato social.
- Atividade Meio: Intimamente ligada à atividade fim (ex: manutenção).
- Atividades Acessórias: Apoio geral, não ligadas diretamente à atividade fim (ex: transporte, vigilância, limpeza).
Vantagens da terceirização: Diminuição do desperdício, redução de áreas ocupadas e flexibilidade organizacional.
Desvantagens: Aumento da dependência de terceiros, redução da especialização própria e aumento dos riscos de acidentes.