A Evolução da Guerra Fria: Fases e Conflitos
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A Evolução da Guerra Fria
As principais fontes de conflito surgem em 1947, com a divisão entre os antigos aliados da Segunda Guerra Mundial. Em 1948, inicia-se a Guerra Fria, que durou até a queda do comunismo (1989) e a dissolução formal do Pacto de Varsóvia (1991). Durante esses 40 anos, as relações internacionais entre os dois blocos passaram por várias fases, de acordo com o grau de tensão.
Fases da Guerra Fria
- 1948 a 1953: Máxima tensão e rivalidade entre os dois blocos.
- 1953 a 1975: Coexistência pacífica.
- 1975 a 1991: Nova tensão, culminando com o desaparecimento da União Soviética e o início de uma nova ordem mundial.
Embora o Pacto de Varsóvia tivesse superioridade numérica em soldados e material de guerra, muitas de suas armas eram obsoletas. A OTAN, por outro lado, possuía armamento de melhor qualidade e tecnologia mais avançada.
Principais Conflitos
- Bloqueio de Berlim (1948-1949): Berlim foi dividida em quatro zonas ocupadas pelos Aliados. A União Soviética, em protesto contra a possível reunificação dos territórios administrados pelas outras três potências, decretou o bloqueio de Berlim Ocidental. Os EUA e o Reino Unido responderam com uma ponte aérea, realizando 1400 voos diários para atender às necessidades de Berlim Ocidental. Truman ameaçou Stalin com guerra caso a ajuda fosse interceptada. Stalin encerrou o bloqueio em 1949. Em 1949, foi constituída a República Federal da Alemanha e, cinco meses depois, os soviéticos criaram a República Democrática Alemã.
- Surgimento dos Países Não Alinhados: Os países colonizados tentaram romper a polarização existente através da criação de um terceiro grupo: os Países Não Alinhados. Eram novos estados independentes que pretendiam desempenhar um papel influente no cenário internacional, mantendo-se à margem das superpotências e defendendo os seus próprios interesses. Na prática, muitos desses países foram empurrados para a órbita de um dos blocos.
- Crise de Suez (1956): O Presidente Nasser do Egito decretou a nacionalização do Canal de Suez. França e Reino Unido, que tinham grande interesse na exploração do canal, enviaram tropas para a região. Israel aproveitou o momento e anexou o Sinai. A União Soviética ameaçou com uma intervenção nuclear se as tropas europeias não se retirassem. Os EUA pressionaram seus aliados a deixar a área e enviaram forças da ONU para evitar um conflito generalizado.
- Crise Húngara (1956): A Hungria declarou-se neutra, abandonando o Pacto de Varsóvia, e pediu que as tropas soviéticas deixassem o país. A União Soviética, temendo o rompimento do bloco, ordenou a invasão da Hungria. A resistência durou menos de uma semana. O presidente foi deposto, os principais líderes húngaros desapareceram, ocorreram 3000 mortes e mais de 200 mil pessoas fugiram para o Ocidente. A Hungria ficou sob controle soviético. A ONU condenou a invasão, mas não interveio.
- Segunda Crise de Berlim (1961): Berlim era um ponto de atrito entre o capitalismo e o comunismo. Em 13 anos, cerca de 3,5 milhões de alemães fugiram para o Ocidente em busca de melhores condições de vida. Em 1961, as autoridades de Berlim Oriental, para evitar essa fuga em massa, construíram um muro de concreto, tijolos e arame farpado com cerca de 160 quilômetros, dividindo a cidade em duas partes. Este muro tornou-se o símbolo do comunismo, de um povo oprimido contra a sua vontade, e da divisão do mundo em dois blocos. Foi destruído em 1989.