A Evolução dos Sistemas de Informação: Uma Linha do Tempo

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Evolução dos Sistemas de Informação

Antes de 1940

Antes da popularização dos computadores, os sistemas de informação nas organizações baseavam-se em técnicas de arquivamento e recuperação de informações de grandes arquivos. Geralmente, existia a figura do "arquivador", responsável por organizar, registrar, catalogar e recuperar dados quando necessário.

Esse método, apesar de simples, exigia um grande esforço para manter os dados atualizados e recuperá-los. As informações em papel não facilitavam o cruzamento e a análise de dados. Por exemplo, o inventário de estoque de uma empresa não era uma tarefa trivial, pois a atualização não era prática e envolvia muitas pessoas, aumentando a probabilidade de erros.

1940 – 1952

Nessa época, os computadores eram constituídos de válvulas eletrônicas (componentes grandes e caros), sendo uma técnica lenta e pouco durável. Os computadores tinham utilidade estritamente científica, focada em realizar cálculos mais rápidos que a capacidade humana.

A mão de obra necessária era extensa para manter o computador funcionando, realizando a manutenção de válvulas e quilômetros de fios, trocados e ligados manualmente. Essas máquinas ocupavam grandes áreas, como salas ou galpões. A programação era feita diretamente em linguagem de máquina, e a entrada de dados ocorria via cartões perfurados.

1952 – 1964

Período marcado pela origem dos transistores, que permitiram a redução de cabos e fios, a diminuição do tamanho das máquinas e o aumento da capacidade de processamento. Foi o início da comercialização de computadores para grandes empresas.

Utilizou-se a técnica de integração, onde uma pequena cápsula continha vários transistores. Surgiram os primeiros microprocessadores e a programação via mnemônicos (comandos abreviados). A linguagem dominante era o ASSEMBLY, com cálculos realizados na casa dos milionésimos de segundo. Surgiram novas formas de armazenamento: fitas e tambores magnéticos.

1964 – 1971

Foi criada uma nova técnica de Circuito Integrado, o SLT (Solid Logic Technology), além de microcircuitos. Isso possibilitou processos simultâneos e um grande salto de processamento, evoluindo para as técnicas de integração:

  • SSI: Integração em pequena escala;
  • MSI: Integração em média escala;
  • LSI: Integração em grande escala;
  • VLSI: Integração em muito grande escala.

As linguagens utilizadas tornaram-se mais universais, assemelhando-se à linguagem humana. Os processos atingiram a casa dos bilionésimos de segundo.

1971 – 1981

Nesta geração, surgiram os microprocessadores, permitindo a criação dos microcomputadores. Houve também o surgimento de linguagens de alto nível e a transmissão de dados entre computadores através de redes.

1981 – Atualidade

Na geração atual, impulsionada pela tecnologia VLSI, destacam-se:

  • Inteligência Artificial;
  • Altíssima velocidade de processamento (múltiplos núcleos e alta frequência);
  • Programas com alto grau de interatividade;
  • A rede mundial de computadores (Internet).

Todos esses fatores impulsionaram significativamente a informática moderna.

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