Expansão e Crise da Europa Medieval (Séculos XI-XV)

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1. Fatores da Prosperidade Europeia (Séculos XI-XIII)

  • Grandes arroteamentos (Novas Cidades e mais terreno disponível).
  • Melhoria climática (Aumento da população).
  • Menos fome devido ao melhor clima.
  • Menos epidemias com a diminuição da fome.

Resultado: A população duplicou devido ao clima geral de paz e à disponibilidade de bens essenciais.

2. Inovações na Agricultura

  • Utensílios agrícolas em ferro (maior resistência, sementes melhor plantadas).
  • Novas formas de atrelagem (melhor aproveitamento da força animal).
  • Novo método de rotação de culturas (rotação trienal) para substituir a tradicional divisão da terra em duas partes.
  • Fertilização dos campos com estrume (melhorou a qualidade dos solos).

Impacto: O aumento da produtividade agrícola e o incremento da pecuária fizeram crescer significativamente as disponibilidades alimentares da Europa.

3. Relações Cidade-Campo e o Renascimento da Economia de Mercado

O aumento da produção dos camponeses, devido ao melhor clima e menos guerras, permitiu que estes vendessem os seus excedentes. Com isto, a cidade desenvolveu-se.

São os camponeses que dinamizaram a economia urbana, visto que as cidades não produziam alimentos e estavam bastante dependentes dos camponeses das áreas vizinhas. Sem os camponeses e os seus excedentes, a economia citadina morreria.

4./5. Polos Dinâmicos, Rotas e Produtos da Economia Europeia

  • Flandres: Tecidos, cera, especiarias, sal. Mercadores: Alemães, Castelhanos, Italianos, Portugueses, Franceses.
  • Hansa (Liga Hanseática): Cereais, madeira, vinho, lãs. Mercadores: Prussos, Polacos, Russos, Noruegueses.
  • Cidades Italianas: Tecidos, pérolas, especiarias, pedras preciosas. Origem: Sírios, Egípcios, Oriente.
  • Feiras de Champagne: Couros, peles, açúcar, arroz. Mercadores: De todos os países da Europa.

Novas Práticas Financeiras

  • Câmbios: Por necessidade constante numa economia de mercado.
  • Seguros: Mercadores seguravam as mercadorias através do pagamento de parte do seu valor.
  • Cheques e Letras de Câmbio: Permitiam substituir o transporte de dinheiro vivo.
  • Sociedades Comerciais: Permitiam reunir capital a uma escala que os particulares dificilmente poderiam ter acesso e repartir os lucros do negócio.

Atividades dos Agentes Financeiros

Estes agentes trocavam moedas, estabeleciam equivalências, aceitavam depósitos e realizavam operações de crédito (empréstimos e pagamentos).

6. Fatores da Crise e Fragilidade do Equilíbrio Demográfico (Séculos XIV-XV)

  1. Fome: A quantidade de alimentos produzida não bastava para alimentar tanta gente, devido ao aumento da população nos séculos anteriores. Isto ocorreu devido ao esgotamento dos solos e às mudanças climáticas que faziam apodrecer as sementes. A fome regressou ao Ocidente.

    Exemplos: Provença, Navarra e Portugal eram exemplos de países que enfrentavam, nessa altura, bastantes crises de alimentos.

  2. Peste: Espalhou-se rapidamente, agravada pela má alimentação e pelos fracos hábitos de higiene.
  3. Guerra: Para juntar a todos os outros fatores, foi desde sempre uma das situações em que mais pessoas morreram.

No século XIV e XV, houve um grande decréscimo populacional por causa destes mesmos fatores.

9. Localização do Património Fundiário Português

  • Senhorios da Nobreza (Honras): Situavam-se predominantemente no Norte Atlântico, onde tiveram lugar as mais antigas conquistas e doações territoriais. Identificavam-se pela presença de um castelo, de uma torre ou de um solar.
  • Senhorios do Clero (Coutos): Situavam-se predominantemente no Centro e Sul do País. Identificavam-se pela presença de um mosteiro, de uma Sé Catedral ou castelo (no caso de ordens religioso-militares).

10. Reconhecimento do Poder Senhorial

Os senhores detinham três formas principais de poder:

  • Comando Militar: Recrutar homens para a guerra, controlar castelos e organizar expedições ofensivas.
  • Punição Judicial: Exercer a justiça sobre os homens, determinar as penas e cobrar multas.
  • Coação Fiscal: Exigir pagamentos obrigatórios e impostos (ex: banalidades, portagens, corveias).

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