Externalidades e Indústria 4.0 no Brasil
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Externalidades: Conceito e Impacto
As externalidades ocorrem quando as decisões de um agente econômico influenciam, positiva ou negativamente, outros agentes. Segue abaixo um exemplo de externalidade negativa:
As externalidades negativas surgem quando a ação de uma das partes impõe custos à outra. Por exemplo, quando uma usina de aço despeja seus efluentes em um rio do qual os pescadores dependem para sua pesca diária. Quanto mais efluentes forem despejados no rio pela usina de aço, menos peixes haverá. Não há nada, porém, que motive a usina de aço a se responsabilizar pelos custos externos que está impondo aos pescadores quando toma sua decisão de produção. Além disso, não existe um mercado no qual esses custos externos possam ser refletidos no preço do aço.
Como as externalidades não se refletem nos preços de mercado, elas podem se tornar uma causa de ineficiência econômica.
Indústria 4.0: A Quarta Revolução Industrial e os Desafios para o Brasil
O termo **Indústria 4.0** surgiu na feira de Hannover no ano de 2011, sendo utilizado para denominar o projeto alemão de promover um grande salto de competitividade por meio da aplicação de novas tecnologias no mundo da manufatura.
Seu principal objetivo era promover o revigoramento do tecido industrial germânico e o fortalecimento das suas exportações de equipamentos e soluções "inteligentes".
Desenvolvimentismo e o Papel do Estado
O desenvolvimentismo prioriza o poder econômico e produtivo dos países no cenário internacional. O pensamento desenvolvimentista considera três condicionantes:
- Contexto específico – características exclusivas do país onde a intervenção é realizada;
- Tempo histórico – ter conhecimento sobre a fase de desenvolvimento do país em que estão sendo praticadas políticas ativas;
- Contexto internacional – no decorrer do tempo, o cenário internacional contribui para concluir se as políticas intervencionistas devem ser adotadas ou rejeitadas, de modo a facilitar ou dificultar a ação de um Estado específico.
Para os desenvolvimentistas, a atuação do Estado deve ser ativa e não somente corretiva. O conceito “desenvolvimentista” descreve um Estado que combina taxas de crescimento elevadas e sustentadas e alterações na estrutura do sistema produtivo.