Fascismo, Nazismo e a Guerra Civil Espanhola: Análise Histórica
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Fascismo na Itália
Após a Primeira Guerra, a Itália enfrentou uma crise econômica e social. O clima generalizado de insatisfação levou ao questionamento da monarquia e ao retrocesso do sistema político anterior ao conflito. Grupos de esquerda ocupavam as ruas das grandes cidades, sobretudo no norte do país.
Reunindo veteranos de guerra e dotado de uma organização militarizada, o Partido Nacional Fascista, originado por Mussolini, era de extrema-direita. Membros e simpatizantes do partido fascista realizaram a Marcha sobre Roma, com a ocupação das ruas da cidade, exigindo ao rei da Itália a entrega do poder aos fascistas. A marcha foi uma ameaça de golpe, à qual o rei Vítor Emanuel III cedeu, convidando Mussolini a chefiar o governo. Burgueses e a Igreja Católica simpatizavam com ele, enxergando no partido de extrema-direita uma segurança contra os grupos de esquerda que ameaçavam o Estado liberal italiano.
O Regime Fascista
Mussolini transformou o país em uma ditadura. O partido fascista passou a controlar o Estado italiano com a criação da polícia política violenta, a OVRA (Organização de Vigilância e Repressão ao Antifascismo), e a nomeação de juízes e comandantes militares. Com fraude eleitoral e perseguição aos inimigos políticos, consolidou-se a base de sustentação política formal, abrindo caminho para a extinção dos demais partidos e para a lei que permitia a Mussolini legislar.
Houve a criação de um amplo repertório de leis trabalhistas, consolidado na Carta do Lavoro, elevando a legislação trabalhista italiana a um nível comparável ao de outros países europeus. Sindicatos tornaram-se instrumentos do regime. A partir da década de 30, acelerou-se o militarismo fascista, com projetos bélicos cada vez mais ambiciosos e política externa mais agressiva. Mussolini assinou um pacto com a Alemanha nazista de Hitler, resultando na formação do Eixo Berlim-Roma. No mesmo ano, os dois países passaram a apoiar agressivamente o bloco fascista na Guerra Civil Espanhola.
Ideologia Fascista
- Autoritarismo: Forma de governo caracterizada pela obediência absoluta ou cega à autoridade, oposição à liberdade individual e expectativa de obediência inquestionável da população.
- Nacionalismo: Ideologia baseada na ideia de que só o que é do país tem valor. Valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das outras, consideradas inferiores.
- Anticomunismo: O comunismo era combatido por ser visto como um movimento de caráter internacional, contrário aos interesses da comunidade nacional.
- Militarismo: Altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra. Fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Objetivo de expansão territorial através de guerras.
- Romantismo: Valorização da intuição e da emoção em detrimento do racionalismo. O fascismo pretendia seduzir as massas em vez de convencê-las.
- Simbolismo: Como parte da estetização, os fascistas cercavam-se de símbolos, sobretudo visuais, que ajudavam a dar identidade ao movimento (ex: Camisas Negras, no caso dos italianos).
- Corporativismo: Política de controle dos trabalhadores por meio de sindicatos dominados pelo Estado.
Marcha sobre Roma (1922): Ocorreu uma passeata que demonstrou o poder do fascismo. Com isso, as pessoas começaram a pressionar o primeiro-ministro para que nomeasse Mussolini, com a participação das forças armadas nessa pressão.
Nazismo
O Nazismo nasceu na Alemanha, país mais prejudicado na Primeira Guerra, devido ao Tratado de Versalhes (tratado de paz imposto à Alemanha pelas potências europeias). Em 1923, os nazistas tentaram um golpe de Estado, falharam e Hitler foi preso. Os anticomunistas acreditavam ser de uma raça superior (raça ariana).
O Nazismo se fortificou com a Crise de 1929, quando a Alemanha estava totalmente quebrada. Hitler fazia discursos que convenciam as pessoas a apoiarem seu partido. Através de pressão, Hitler foi nomeado governante e, logo em seguida, começou a instalar uma ditadura no país. Utilizou um incêndio no parlamento para suprimir liberdades individuais. Começou a excluir negros e judeus das classes trabalhadoras e criou campos de concentração, eliminando deficientes e doentes.
Quando o presidente atual morreu, Hitler adquiriu maior poder. Declarou todos os partidos ilegais, exceto o nazismo, utilizou propaganda a favor de sua imagem e melhorou a economia.
Guerra Civil Espanhola
A Espanha passava por dificuldades econômicas devido à Crise de 29 e disputas políticas internas. Era uma república democrática.
- Grupo Democrático de Esquerda: Socialistas, comunistas e anarquistas ganharam as eleições e propuseram reformas agrárias e outras medidas sociais.
- Grupo Totalitário: Defendia o regime totalitário e era liderado pelo General Franco. Declararam guerra contra o presidente eleito.
Essa guerra gerou o apoio dos nazistas e fascistas ao General Franco, enquanto um grupo de voluntários apoiava o governo republicano. O General Franco venceu a guerra, com o apoio da força aérea alemã. O resultado foi a vitória do regime totalitário na Espanha, chamado de Franquismo, sendo considerado um “ensaio” para a Segunda Guerra Mundial.