Feminismo e Violência contra a Mulher: Uma Análise
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Os direitos reprodutivos e os debates sobre a sexualidade foram fundamentais na trajetória do movimento feminista. Conforme expõem Alves e Pitanguy (1985), a segunda onda feminista reivindicou a igualdade em todos os níveis, tanto no âmbito público quanto no doméstico, tendo como temas centrais a saúde, a sexualidade, as ideologias, o mercado de trabalho e o combate às violências.
A Terceira Onda do Feminismo
A terceira onda, com início na década de 1990, deu visibilidade às singularidades e subjetividades das mulheres. Segundo Narvaz e Koller (2006), essa fase contesta as definições essencialistas de feminilidade e defende que as mulheres são plurais, possuindo diferentes vivências. A terceira onda também é estruturada como uma crítica a movimentos anteriores que excluíam grupos específicos de mulheres dos discursos e das reivindicações.
O que é violência contra a mulher?
A violência doméstica e familiar contra as mulheres, segundo a ONU Mulheres (2015), é uma violação aos direitos humanos. De acordo com Araújo (2008), a violência de gênero é produzida e reproduzida em relações de poder onde se entrelaçam categorias como gênero, classe e raça/etnia. As violências podem ocorrer em diversos campos, como no trabalho, em situações domésticas ou públicas.
No Brasil, os índices são alarmantes. Segundo a pesquisa “Violência doméstica e familiar contra a mulher”, 49% das vítimas tiveram como agressor o próprio marido ou companheiro, e 21% foram agredidas por ex-namorados, ex-maridos ou ex-companheiros.
Tipos de Violência
- Patrimonial: Destruição total ou parcial de bens, objetos, documentos pessoais e instrumentos de trabalho.
- Sexual: Relações sexuais sem consentimento, mesmo com o companheiro, ou impedir o uso de métodos contraceptivos.
- Psicológica: Comportamentos e falas que afetem a autoestima ou causem danos emocionais.
- Moral: Condutas relacionadas à calúnia, injúria ou difamação, como expor a mulher a vizinhos ou acusá-la falsamente de crimes.
- Física: Ações que afetem a saúde e a integridade corporal, como tapas, socos, chutes e empurrões.
Fique por dentro: O conceito de interseccionalidade
O conceito de interseccionalidade é utilizado por Kimberlé Crenshaw (2002) para analisar as opressões vivenciadas por mulheres negras. De acordo com a autora, as pautas das mulheres negras frequentemente não são contempladas em movimentos feministas que, por vezes, reproduzem práticas racistas e excludentes.