Feudalismo e Revoluções: França e Inglaterra

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Feudalismo

Feudalismo

É um sistema político, econômico e social, fundamentado na propriedade da terra. Pertencia a um senhor feudal que cede certa porção dela a vassalos em troca de serviços, criando dependência entre as partes.

Iniciou-se junto ao período das invasões bárbaras e à queda de Constantinopla, que transformaram por completo a estrutura econômica e política da Europa Ocidental, descentralizando-a.

Seu fim foi delimitado pela queda de Constantinopla no séc. XV, devido a motivos econômicos, sociais, políticos e religiosos. Entre os fatores mais ressaltados estão:

  • A fome ocasionada pela estagnação de técnicas agrícolas, aliada ao crescimento excessivo da população;
  • A peste que assolou a Europa, dizimando cerca de um terço da população já bastante debilitada pela fome;
  • O esgotamento de reservas minerais, que abalou a produção de moedas, afetando inevitavelmente as operações bancárias e o comércio;
  • A crise religiosa, ocasionada pela necessidade espiritual e por uma nova filosofia;
  • A ascensão da burguesia.

Revolução Francesa (1789-1799)

A Revolução Francesa é comparada à Revolução Russa (Mencheviques e Bolcheviques), pela existência de dois grupos que se uniram por um mesmo interesse: os Jacobinos (esquerdistas, radicalistas e capitalistas) e os Girondinos (direita, conservadores). Tais termos de oposição derivavam dos lugares que ocupavam no plenário da Assembleia Constituinte. A união dos burgueses resultou na ambição dos Jacobinos, seguida por penas de forca a todos os Girondinos.

O interesse em comum era derrubar o Antigo Regime e instaurar um Estado democrático que representasse e assegurasse os direitos de todos os cidadãos. O povo (burguesia) queria ter o mesmo poder de voto do clero e da nobreza.

Revolução Inglesa

O país tinha desenvolvimento econômico próspero na época da Dinastia Tudor. Henrique VIII e Elizabeth I estavam no poder, quando ocorreu a adoção do anglicanismo, um instrumento importante do Estado que trouxe grandes mudanças. Junto aos espanhóis, a Inglaterra unificada começou a disputar a descoberta de novas colônias.

Como medida de proteção às propriedades e incentivo ao comércio livre, surgiram monopólios comerciais e os mercadores aventureiros, que tinham como alvo superar a Companhia Britânica das Índias Orientais e os estrangeiros no comércio. Pelo sucesso gerado à burguesia poderosa, que possuía grandes propriedades, ela tinha como objetivo expandir cada vez mais seus domínios, desapropriando terrenos de caráter coletivo para convertê-los em propriedades particulares, causando problemas com os trabalhadores da zona rural. Esses trabalhadores, que tinham seus produtos agrícolas valorizados no momento, foram pressionados a deixar a agricultura para produzir lã (fator que contribuiu futuramente para a Revolução Industrial no país). A nobreza rural entrou então em conflito com os camponeses.

Nesse contexto contraditório, no qual a Inglaterra enriqueceu à custa da exclusão econômica de parte da população, preparou-se o contexto revolucionário inglês. Além dos problemas de caráter econômico, as contendas religiosas entre católicos e protestantes dividiam a sociedade britânica. O autoritarismo real contribuiu para que diversos conflitos se desenvolvessem no interior da Inglaterra. Não conseguindo impor reformas que resolvessem os problemas religiosos e econômicos, o Parlamento buscou no apoio popular a instauração de uma guerra civil que marcou as primeiras etapas do processo revolucionário inglês.

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