Figuras de Linguagem e Contexto Literário Português
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Figuras de Linguagem
- Aliteração: Repetição de consoantes de um fonema consonantal (ex: Brancas bacantes bebadas o beijam).
- Assonância: É a repetição constante de um mesmo fonema vocálico e de sílabas semelhantes, mas não idênticas (ex: ó Formas alvas, brancas, formas claras.).
- Paronomásia: É a aproximação de palavras de um texto pela sua semelhança na forma ou no som.
- Paralelismo: É a repetição de ideias e palavras que se correspondem quanto ao sentido (ex: Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter grana sempre.).
Aspectos do Texto Teatral
O texto teatral dispensa o narrador. No teatro, a história não nos é contada, mas «mostrada» pelas personagens, que no palco são vividas pelos atores. As personagens constituem, portanto, a totalidade do texto teatral: nada existe sem elas e a não ser por meio delas.
- Discurso direto: Quando se reproduzem textualmente as falas das personagens.
- Discurso indireto: Quando o narrador transmite com suas próprias palavras as falas das personagens.
Trovadorismo
O Trovadorismo é a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Seu surgimento ocorre no mesmo período em que Portugal começa a despontar como nação independente, no século XII; porém, suas origens dão-se na Provença, de onde vai se espalhar por praticamente toda a Europa. Apesar disso, a lírica medieval galego-portuguesa vai possuir características próprias, uma grande produtividade e um número considerável de autores conservados.
- Cantiga de amigo: Eu lírico feminino, resultante do travestimento psicológico do trovador: é a mulher quem "fala", lamentando a ausência do amigo. Uso do português oral, acompanhamento musical para o canto e para a dança, paralelismo constante. Tem raízes nas tradições da própria península ibérica, em suas festas rurais e populares, em sua música e dança, nas quais abundam vestígios da cultura árabe. Apresentam ambientação rural, linguagem e estrutura simples; seu tema mais frequente é o lamento amoroso da moça cujo namorado partiu para a guerra contra os árabes.
- Cantiga de amor: Eu-lírico masculino: o trovador amante lamenta-se da indiferença da amada (coita). Uso do português formal, monotonia de composição, pouco paralelismo. Tem raízes na poesia provençal, nos ambientes finos e aristocráticos das cortes francesas, e portanto prendem-se a certas convenções de linguagem e sentimento.
- Cantiga de Escárnio: Crítica indireta, de forma velada e sutil; a identidade do alvo permanecia um pouco na sombra.
- Cantiga Maldizer: Ataque nominal e direto, em linguagem desbocada.
Epílogo: Significa um texto que encerra uma obra literária; o último ato ou cena de uma peça; (figurativo) conclusão; fecho; fim.
Produção Literária no Brasil Colônia
- Século XVI: Metrópole procurou garantir o domínio sobre a terra descoberta, organizando-a em capitanias hereditárias e enviando negros da África para povoá-la e jesuítas da Europa para catequizar os índios.
- Século XVII: A cidade de Salvador, na Bahia, povoada por aventureiros portugueses, índios, negros e mulatos, tornou-se o centro das decisões políticas e do comércio de açúcar.
- Século XVIII: A região de Minas Gerais transformou-se no centro da exploração do ouro e das primeiras revoltas políticas contra a colonização portuguesa, entre as quais se destacou o movimento da Inconfidência Mineira (1789).
Poesia Trovadoresca e Pós-Trovadoresca
Poesia Palaciana
Era a poesia trovadoresca, com seus versos tocados, acompanhados por música, e geralmente num tom monótono e repetitivo. Era chamada de "palaciana" porque era feita por nobres e somente apresentada em palácios. A linguagem utilizada era de fácil compreensão e acessível a todos. De cunho crítico, os poetas colocavam ali o que estavam querendo transmitir. O tema predominante era o lirismo sentimental, sutil e sofisticado, cantando a mulher como um ser extremamente idealizado. Quanto à forma, apresentava-se em versos de 7 sílabas (redondilha maior) e de 5 sílabas (redondilha menor).
Poesia Historiográfica
São crônicas históricas voltadas para os acontecimentos históricos de Portugal. O principal cronista foi Fernão Lopes e foi o 1º historiador português a atribuir ao povo importância no processo de mudanças políticas do país.
O Teatro
Durante a primeira época medieval o teatro esteve ligado à igreja e quase sempre era realizado em datas religiosas, ilustrando passagens da Bíblia ou representando a história de santos. Com Gil Vicente teve início em Portugal o teatro leigo, isto é, não religioso, praticado fora da igreja.
Classicismo
Foi um período em que houve uma retomada da influência da cultura greco-romana, que ocorreu seguido do Humanismo. Onde o homem passou a ser novamente o centro das atenções, ao contrário do que ocorria na Idade Média (onde Deus estava no centro). Nesse período para a literatura foi marcado por uma nova forma de fazer poesia, chamada de soneto, que eram decassílabos ou alexandrinos em relação à metrificação.
Características do Classicismo
- Universalismo
- Racionalismo
- Antropocentrismo
- Paganismo
- Neoplatonismo
- Referência à cultura grega
- Apuro Formal: Soneto (2 Quartetos, 2 Tercetos), Versos Com Até 10 Sílabas Poéticas (Estilo doce novo & Medida nova), Rimas Bem Trabalhadas.
Poesias de Camões
Lírica de Camões
Cultivou tanto os poemas em medida velha (redondilha), na tradição da poesia palaciana, quanto os poemas em medida nova (decassílabos), influência direta dos humanistas italianos, especialmente de Petrarca. Tipos de composição empregados: soneto, éclogas, odes, oitavas e elegias. Temas mais importantes são Neoplatonismo amoroso e reflexão filosófica e a natureza.
Lírica Amorosa
O eu lírico nega a realização física do amor por entender que o sexo estraga o verdadeiro amor, isto é, o amor como ideia universal, com abstração pura e perfeita, acima de todas as experiências individuais.
Lírica Filosófica
Os poemas de Camões revelam um homem descontente com os rumos de seu tempo, insatisfeito com a nova ordem de valores que se instala naquele momento histórico, de transição para o mundo burguês.
Épica
Um poema épico, ou epopeia, é um poema heróico narrativo extenso, uma coleção de feitos, de fatos históricos, de um ou de vários indivíduos, reais, lendários ou mitológicos. A epopeia eterniza lendas seculares e tradições ancestrais, preservadas ao longo dos tempos pela tradição oral ou escrita. Os primeiros grandes modelos ocidentais de epopeia são os poemas homéricos: a Ilíada e a Odisseia, os quais têm a sua origem nas lendas sobre a Guerra de Troia.
Formas Poéticas
- Soneto: Dois quartetos e dois tercetos: 4-4-3-3.
- Oitavas: É uma estrofe composta de oito versos.