Fisiologia Cardiovascular: Fluxo, Pressões e Circulação
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Fisiologia da Circulação Pulmonar e Sistêmica
Função Pulmonar:
- Fluxo Sanguíneo Pulmonar: VD (ventrículo direito) realiza a circulação pulmonar, responsável pelas trocas gasosas.
- VE (ventrículo esquerdo) realiza a circulação brônquica, que é parte da circulação sistêmica e irriga as estruturas pulmonares.
Pressão Transmural: É a diferença entre a pressão interna e externa do vaso (observada durante a desinsuflação e insuflação).
Anastomose: Ligação entre o lado direito e o lado esquerdo da circulação.
Complacência Arterial e Resistência Vascular
Enquanto as artérias estão elásticas e sadias, o trabalho do coração é extremamente facilitado. Contudo, com o avançar da idade, as grandes artérias perdem a complacência arterial, ou seja, a capacidade de elasticidade. A complacência mede a facilidade de expansão de um sistema tridimensional quando submetido à pressão.
Resistência Vascular: A rede capilar apresenta menor resistência que as arteríolas. A resistência da arteríola é maior que a do capilar.
Pressão Arterial e Débito Cardíaco
Pressão Arterial: O coração trabalha em dois tempos:
- Sístole: Contração para expulsar o sangue.
- Diástole: Relaxamento do coração entre as contrações cardíacas.
Débito Cardíaco (DC): Volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto. A redução da Resistência Periférica Total (RPT) volta a PA (pressão arterial) ao normal. Exercício vigoroso aumenta o DC, reduz a RPT e a pressão arterial cai.
Dinâmica da Circulação Pulmonar
Circulação Pulmonar: Os vasos pulmonares dilatam durante o exercício, o que reduz a resistência pulmonar e aumenta o fluxo sanguíneo. O aumento do volume sistólico eleva a Pressão de Pulso (PP) e, consequentemente, aumenta o DC, resultando em maior pressão durante a sístole.
Diminuição da Frequência Cardíaca (FC): O aumento do intervalo entre sístole e diástole reduz a pressão média e aumenta a PP. A redução da complacência das artérias aumenta a pressão sistólica e reduz a diastólica.
Fatores que Afetam a Pressão de Pulso (PP)
A vasoconstrição aumenta a RPT, fazendo com que o sangue se acumule nas grandes artérias, o que eleva a PA média, distende as artérias, tornando-as mais rígidas e aumentando a PP. A redução da complacência e o aumento da RPT elevam a PP. Essa combinação provoca um aumento drástico na PA e PP, sendo muito comum com o envelhecimento.
A pressão de pulso aumenta quando:
- O volume sistólico aumenta.
- A FC diminui.
- A complacência diminui.
- Ocorre vasoconstrição.
Trocas Capilares e Pressões
Capilares: São os vasos de trocas (água e solutos) com o meio intersticial. Entre as células endoteliais dos capilares existem espaços ou fendas preenchidas por água.
Pressão Osmótica: É a pressão que deve ser aplicada para evitar a passagem espontânea de um solvente por uma membrana semipermeável (movimento de uma solução menos concentrada para uma mais concentrada).
Pressão Hidrostática: Estuda as forças exercidas por e sobre fluidos em repouso. Com o aumento dessa pressão, aumenta-se a pressão arterial, reduz-se a resistência arteriolar e ocorre obstrução do sangue venoso (que leva sangue pobre em oxigênio ao coração).
Insuficiência Cardíaca (IC) e Edema
IC: Causas incluem defeitos valvulares, arritmias, verminose cardíaca e, principalmente, a redução da contratilidade cardíaca. A resposta à depressão da contratilidade resulta em:
- Redução do volume sistólico.
- Refluxo e acúmulo de sangue no átrio esquerdo (AE) e veia pulmonar.
- Aumento da pressão do AE.
- Aumento da pré-carga do AE, o que aumenta a força de contração, o volume diastólico final e, consequentemente, o volume sistólico.
Edema: Resulta do retorno inadequado de sangue, aumento da Pressão Atrial Esquerda (PAE) e pulmonar, e aumento da pressão hidrostática, levando ao edema pulmonar e hipóxia. A insuficiência do VD causa edema sistêmico (formado por líquidos com constituição pobre em proteínas) nas extremidades e abdômen.