Fixismo, Evolucionismo e Taxonomia: Conceitos Chave em Biologia
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Teorias da Evolução e Classificação Biológica
Fixismo
Fixismo: Admite que as espécies, desde o seu aparecimento, são imutáveis, ou seja, não sofrem modificações. Tem os seguintes ramos:
- Criacionismo: Defendia que todos os seres vivos tinham sido obra divina e que, por isso, eram perfeitos e não precisavam sofrer alterações.
Evolucionismo
Evolucionismo: Admite que as espécies não são imutáveis e que sofrem modificações ao longo do tempo. Antes de Lamarck, era também conhecido como transformismo.
Lamarckismo
O meio é agente causador das modificações. Uma alteração do meio provoca nos seres vivos o aparecimento de novas características que lhes permitem a adaptação a esse ambiente.
- Lei do Uso e do Desuso.
- Lei da Transmissão dos Caracteres Adquiridos.
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Darwinismo e Seleção Natural
O que Darwin não conseguiu explicar: Porque existiam variações entre os indivíduos de uma determinada espécie e como eram transmitidas as características aos descendentes.
- Os seres vivos, mesmo os da mesma espécie, apresentam variações entre si (variabilidade intraespecífica).
- As populações têm tendência para crescer em progressão geométrica.
- O número de indivíduos de uma espécie geralmente não se altera muito de geração em geração.
- Em cada geração, uma boa parte dos indivíduos é naturalmente eliminada porque se estabelece entre eles uma “luta pela sobrevivência”, devido à competição pelo alimento, pelo refúgio e pela capacidade de fuga aos predadores.
- Sobrevivem os indivíduos que estiverem mais bem adaptados, isto é, os que possuírem as características que lhes conferem qualquer vantagem em relação aos restantes. Existe, pois, uma seleção natural, processo que ocorre na natureza e pelo qual só os indivíduos mais bem dotados relativamente a determinadas condições do ambiente sobrevivem – “sobrevivência diferencial”.
- Os indivíduos mais bem adaptados vivem durante mais tempo e reproduzem-se mais, transmitindo as suas características à descendência, ou seja, verifica-se uma reprodução diferencial. A acumulação das pequenas variações determina a longo prazo a transformação e o aparecimento de novas espécies.
Neodarwinismo
No fundo genético da população ancestral, surgiram mutações ou recombinações genéticas que ocorrem na meiose (crossing over) e devem-se ao facto da disposição aleatória de cromossomas na metáfase I e ao encontro aleatório dos gâmetas na fecundação, daí diferentes genes condicionarem novas características (variabilidade intra-específica).
- Ocorre a seleção natural.
- Os portadores dos genes que determinam características vantajosas são favorecidos, isto é, reprodução diferencial.
- Nova população com um novo fundo genético onde predominam os genes que determinam as características vantajosas.
Sistemática, Taxonomia e Nomenclatura
Distinção de Conceitos
Sistemática é a ciência que procura classificar os diversos seres vivos e relacioná-los evolutivamente, expressando-se em sistemas taxonómicos. Para isso, reúne conhecimentos e dados de outras áreas. A taxonomia, por sua vez, trata da ordenação e denominação dos seres vivos, agrupando-os de acordo com o seu grau de semelhança. A taxonomia pretende separar os organismos por espécies, descrevendo as características que distinguem uma espécie da outra e ordenando as espécies por categorias taxonómicas. Por fim, a nomenclatura tem a função de designar cientificamente os grupos taxonómicos, de acordo com certas regras universalmente estabelecidas.
O que é a Taxonomia?
Carl Lineu ficou conhecido como o “Pai da Taxonomia”.
Considerou a espécie como a unidade básica de classificação. Segundo ele, as espécies semelhantes agrupam-se em géneros, os géneros em famílias, as famílias em ordens, e as ordens em classes. $ ightarrow$ Sistema hierárquico de classificação.
Categorias Taxonómicas (Taxon):
- Reino + abrangente
- Filo
- Classe
- Ordem
- Família
- Género
- Espécie - abrangente
Categorias intermédias: usam-se prefixos como super, sub e infra.
Espécie representa um grupo natural constituído pelo conjunto de indivíduos com o mesmo fundo genético, morfologicamente semelhantes, que podem cruzar-se entre si originando descendentes férteis.
Proximidade entre Seres Vivos
Quando consideramos, por exemplo, dois seres vivos, eles são tanto mais próximos quanto maior for o número de taxa comuns a que pertencem, isto é, quanto mais restrito for o nível do taxon em que ambos estão incluídos.
Regras de Nomenclatura
Podem referir-se, como regras básicas de nomenclatura:
- A designação dos taxa é feita em língua latina, pois sendo uma língua morta, mantém-se imutável, não está sujeita a uma evolução. Os cientistas de todo o mundo utilizam a língua latina para designar os grupos taxonómicos.
- Lineu desenvolveu um sistema de nomenclatura binominal para designar as espécies. O nome da espécie consta sempre de duas palavras latinas ou latinizadas: a primeira é um substantivo escrito com inicial maiúscula e corresponde ao nome do género a que a espécie pertence; a segunda palavra, escrita com inicial minúscula, designa-se por epíteto específico ou restritivo específico, sendo geralmente um adjetivo. Assim, por exemplo, o nome científico da abelha é Apis mellifera. O restritivo específico identifica uma espécie dentro do género a que pertence.
- A designação dos grupos superiores à espécie é uninominal, isto é, consta de uma única palavra, que é um substantivo, escrita com inicial maiúscula.
- O nome da família dos animais obtém-se acrescentando a terminação –idae à raiz do nome de um dos géneros. Nas plantas, a terminação que caracteriza a família é –aceae.
- Quando uma espécie tem subespécies, utiliza-se uma nomenclatura trinominal para as designar, isto é, escreve-se o nome da espécie seguido de um terceiro termo designado por restritivo ou epíteto subespecífico.
- Os nomes genéricos, específicos e subespecíficos devem ser escritos em tipo de letra diferente da do texto corrente.