Formação Econômica e Divisão Regional do Brasil

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Formação do Espaço Econômico Brasileiro

Descobrimento do Brasil: 1500. Ocupação: a partir de 1532 como colônia de exploração. Plantation: grandes propriedades, monocultura, cultura de exploração. Sistema escravocrata: indígena, negro africano (tráfico), bantos (angolanos) e sudaneses (nigerianos). Formação de arquipélagos, ilhas ou coágulos econômicos: desenvolvimento econômico isolado.

Ciclos e Atividades Econômicas

  • Séculos XVI e XVII: Pau-brasil, ciclo da cana (Zona da Mata).
  • Século XVIII: Drogas do sertão na Amazônia, pecuária bovina de corte, ciclo do ouro (Minas Gerais).
  • Século XIX: Algodão (Nordeste).
  • Século XX: 1910 ao fim da borracha; 1930: fim do café.

Industrialização e Integração

Revolução Industrial (década de 30): Sudeste (SP). Promove o processo de integração do território nacional, mas determina um desequilíbrio socioeconômico inter-regional. A partir da década de 90: processo de descentralização ou desconcentração industrial. Migração do NE, S e SE para a Amazônia por causa da agropecuária e mineração.

Divisões Regionais do Brasil

Divisão Oficial IBGE (Macrorregiões - Censo 2000)

  • Norte: 1º em área, 4º em população absoluta e 5º em hab./km².
  • Centro-Oeste: 2º em área, 5º em população absoluta e 4º em hab./km².
  • Nordeste: 3º em área, 2º em população absoluta e 3º em hab./km².
  • Sudeste: 4º em área, 1º em população absoluta e 1º em hab./km².
  • Sul: 5º em área, 3º em população absoluta e 2º em hab./km².

Modificações de 1988: RR e AP viram estados; FN vira território de PE; divisão de Goiás formando Tocantins (Região Norte). Obs.: 2010 proposta de divisão pelo Pará e criação dos estados de Carajás e Tapajós.

Complexos Regionais (Regiões Geoeconômicas)

  • Amazônia: frentes pioneiras, baixa densidade demográfica.
  • Nordeste: região problema, baixo IDH.
  • Centro-Sul: região mais populosa e urbanizada.
  • Critérios: socioeconômico, histórico e geográfico.

Os Quatro Brasis

Regiões: Amazônia, Centro-Oeste, Nordeste e Concentrada. Critério: meio técnico-científico-informacional.

Região Nordeste: Aspectos Físicos e Fisiográficos

Relevo e Hidrografia:

  1. Planaltos e serras do Atlântico Leste-Sudeste (domínios dos mares de morros).
  2. Planalto da Borborema.
  3. Depressão Sertaneja e do São Francisco.
  4. Planalto e chapadas da bacia do Parnaíba.

Bacia do Rio São Francisco: fruticultura irrigada no Vale Médio; utilizada para irrigação, geração de energia, navegação e transposição.

Aspectos Fisiográficos (Clima e Vegetação):

  1. Tropical de altitude: mata tropical (alto curso).
  2. Tropical típico: cerrado (médio curso).
  3. Tropical semiárido: caatinga (médio curso).
  4. Tropical úmido: mata tropical (baixo curso).

Clima e Vegetação Detalhado:

  • Tropical úmido: mata tropical.
  • Tropical semiárido: caatinga. Chuvas escassas e mal distribuídas, causando estiagens prolongadas. Secas: ponto final de massas de ar, relevo, solo raso (litossolo) prejudicando o lençol freático e fenômeno do El Niño.
  • Equatorial: floresta amazônica.
  • Tropical típico: cerrado (savana) e mata dos cocais (babaçu, carnaúba).

Aspectos Humanos:

  • 2ª População Absoluta: pardos (brancos + negros/mulatos). Distribuição irregular (concentração na Zona da Mata e baixa densidade no Sertão).
  • IDH: baixo (baixa renda per capita, elevado analfabetismo, baixa expectativa de vida).
  • Mortalidade Infantil: elevada (epidemias, subnutrição).
  • 5ª População Urbana: precariedade socioeconômica das áreas urbanas. Mão de obra familiar no campo.
  • 3ª População Relativa: metrópoles (Salvador, Recife, Fortaleza). Inchamento urbano (poluição, falta de moradia, desemprego/economia informal).
  • Trabalho Infantil: no campo (sisal, carvoarias, cana) e na cidade (economia informal).

Transposição ou Integração das Águas do Rio São Francisco:

  • Favoráveis: abastecimento de áreas rurais e urbanas, irrigação, apoio à agricultura familiar, perenização de rios temporários e carcinocultura (camarão de água doce).
  • Desfavoráveis: poluição das águas, prejuízo ao abastecimento no baixo curso, impacto na produção de energia, danos ambientais, risco de secar o rio a longo prazo e elevada evaporação.

Sub-regiões do Nordeste:

  1. Zona da Mata: maior concentração urbano-industrial (Salvador/Recife), latifúndios monocultores (exportação).
  2. Litoral Oriental: cana (etanol e açúcar), Porto de Recife e Porto de Suape (refinaria e estaleiros).
  3. Recôncavo Baiano: petróleo, fumo e indústrias (refinarias/petroquímicas).
  4. Sul da Bahia: cacau (Itabuna, Ilhéus).
  5. Agreste: minifúndios policultores (alimentos), pecuária leiteira, cidades-feiras e algodão.
  6. Sertão: seca, emigração, latifúndios, algodão e pecuária bovina de corte (extensiva).
  7. Meio-Norte: latifúndios, extrativismo vegetal (babaçu e carnaúba), arroz, soja e Porto de Itaqui (minérios).
  8. Litoral Setentrional: sal (RN/CE - 1º produtor nacional). Fatores: marés, temperatura elevada, ventos alísios, salinidade, baixa pluviosidade e solo impermeável. Petróleo no RN (Bacia Potiguar - 2º produtor nacional).
  9. Polígono das Secas: Sertão e partes do Agreste e Meio-Norte.
  10. Mito e Indústria da Seca: utilização da seca grave para angariar e desviar verbas, além do uso de frentes de trabalho para construção de açudes em latifúndios particulares.

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