Fundamentos da Avaliação e Psicodiagnóstico Psicológico

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Fundamentos da Avaliação Psicológica

Na preparação de um teste psicológico, é necessário considerar quatro condições:

  • Elaboração e análise de itens
  • Estudos da validade
  • Estudos da precisão (fidedignidade)
  • Estudos de padronização

A avaliação psicológica pode fornecer informações mais aprofundadas sobre as pessoas, colaborando com o desenvolvimento e o bem-estar individual e social. Seu objetivo não é rotular, mas descrever, buscando a melhor compreensão possível dos aspectos relevantes de uma pessoa.

Psicodiagnóstico

O psicodiagnóstico é a avaliação comumente realizada, que busca analisar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com foco na existência ou não de psicopatologia. Ele se desenvolve em 4 etapas:

  1. Contato inicial à primeira entrevista com o paciente;
  2. Aplicação dos testes e técnicas projetivas;
  3. Devolutiva oral ao paciente (e/ou aos pais);
  4. Elaboração do laudo.

Estratégias e Modelos de Avaliação

A escolha das estratégias e dos instrumentos é feita de acordo com o referencial teórico, o objetivo (clínico, educacional, forense, etc.) e a finalidade (diagnóstico, indicação de tratamento e/ou prevenção).

Modelos Teóricos

  • O modelo compreensivo: Busca uma visão totalizadora e integradora da personalidade, por meio de uma compreensão abrangente das dinâmicas psíquicas.
  • O modelo fenomenológico: Neste modelo, o cliente é um parceiro ativo e envolvido no trabalho de compreensão.

Processamento da Informação

O processo de avaliação pode ser resumido em:

  • Input: Entrada/coleta de informações.
  • Processamento de informações: Relacionar testes com entrevistas.
  • Output: Saída/devolutiva/feedback.

Abordagens de Comparação

  • A abordagem idiográfica fundamenta-se em comparações intra-sujeito.
  • Na abordagem nomotética, estamos interessados na avaliação dos dados de grupos.

Considerações sobre Validade

“Não podemos tomar as pessoas como um dado”: Uma formulação diagnóstica, seja por meio de categorias ou descrições dinâmicas, não pode ser tomada como definitiva; ela está aberta a modificações em virtude das limitações de nossas técnicas e da multiplicidade de fatores que afetam o sujeito no tempo.

O termo validade clínica integra um conjunto de informações relativas aos procedimentos e instrumentos utilizados, ao processo de avaliação, ao sujeito singular para quem desejamos generalizar as informações que foram produzidas em contextos que transcendem esse sujeito e que o excluem.

Validade ≠ Fidedignidade: Para ser válido, o instrumento tem que ser real, passível de verificação.

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