Fundamentos e Práticas Essenciais da Farmácia Hospitalar

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PPA1: Estrutura e Funções da Farmácia Hospitalar

1. Estrutura Física da Farmácia Hospitalar

Pergunta: A Farmácia Hospitalar é uma unidade clínica de assistência técnica e administrativa, dirigida por farmacêutico, integrada funcional e hierarquicamente às atividades hospitalares. Descreva a estrutura física de uma farmácia hospitalar.

Resposta: A estrutura física da farmácia hospitalar é composta por:

  • Área de dispensação interna e orientação farmacêutica;
  • Área de armazenamento;
  • Área de manipulação - Farmacotécnica;
  • Centro de Informações de Medicamentos (CIM);
  • Área administrativa.

2. Funções do Farmacêutico Hospitalar

Pergunta: Descreva seis (6) funções de um farmacêutico hospitalar.

Resposta:

  • Manipulação e controle de medicamentos;
  • Distribuição e controle do consumo de medicamentos;
  • Armazenamento e conservação dos medicamentos;
  • Seleção de medicamentos;
  • Informação sobre medicamentos;
  • Seguimento farmacoterapêutico do paciente.

3. Classificações de um Hospital

Pergunta: Cite as classificações de um hospital.

Resposta: O hospital pode ser classificado quanto a:

  • Nível de Atendimento: primário, secundário, terciário e quaternário;
  • Regime Jurídico: público ou privado;
  • Porte: pequeno (menos que 50 leitos); médio (entre 51 e 150 leitos); grande (entre 150 e 500 leitos); especial (acima de 500 leitos);
  • Tipo de Serviço: geral ou especializado;
  • Corpo Clínico: aberto ou fechado;
  • Edificação: pavilhão, monobloco, multibloco, horizontal ou vertical;
  • Tempo de Permanência.

4. Perfil Ideal do Farmacêutico Hospitalar

Pergunta: Descreva o perfil ideal de um farmacêutico para atuar na área de farmácia hospitalar.

Resposta: O perfil ideal de um farmacêutico para atuar na área hospitalar deve atender aos seguintes requisitos:

  • Prestador de serviços farmacêuticos em uma equipe de saúde;
  • Capaz de tomar decisões;
  • Comunicador;
  • Líder;
  • Gerente;
  • Atualizado permanentemente;
  • Educador.

5. Farmácia Satélite: Setores Necessários

Pergunta: Aponte 3 aspectos que caracterizam os setores que necessitam de Farmácia Satélite.

Resposta:

  • Estoques elevados de materiais e medicamentos sem controle efetivo;
  • O consumo, tanto de materiais como de medicamentos, é excessivo;
  • Muitos itens necessitam de cuidados especiais no armazenamento e no controle.

6. Vantagens da Farmácia Satélite no Centro Cirúrgico (CC)

Pergunta: Aponte as vantagens da implantação da Farmácia Satélite no CC.

Resposta: Dentre as vantagens, destacam-se:

  • Racionalização do estoque de materiais e medicamentos;
  • Redução do desperdício de materiais e medicamentos;
  • Redução da contaminação cruzada entre as salas cirúrgicas;
  • Interação entre as equipes multiprofissionais;
  • Efetiva assistência farmacêutica;
  • Controle e acesso à produtividade por meio de relatórios periódicos.

PPA2: Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) e CIM

1. Composição da Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT)

Pergunta: Identifique os profissionais que compõem a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) de um hospital.

Resposta: Os profissionais que compõem a Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) de um hospital são:

  • Um (1) farmacêutico-chefe da farmácia ou por ele indicado;
  • Um (1) médico-representante da Clínica Médica;
  • Um (1) médico-representante da Clínica Cirúrgica;
  • Um (1) médico-representante da Pediatria;
  • Um (1) médico-Presidente da Comissão de Infecção Hospitalar ou médico por ele indicado;
  • Um (1) enfermeiro-chefe de enfermagem ou por ele indicado.

2. Atribuições e Competências da CFT

Pergunta: Descreva as atribuições/competências da CFT.

Resposta:

  • Estabelecer critérios para inclusão e exclusão de medicamentos;
  • Elaborar a lista de medicamentos padronizados, divulgá-la periodicamente e determinar seu uso como instrumento básico para prescrição médica;
  • Rever e atualizar a lista de medicamentos padronizados anualmente;
  • Registrar dados farmacológicos e clínicos relativos a novos medicamentos propostos para uso no hospital;
  • Divulgar informações relacionadas a estudos clínicos relativos a medicamentos incluídos e excluídos;
  • Servir como órgão assessor à equipe de saúde e à administração do hospital em assuntos relacionados a medicamentos.

3. Vantagens da Padronização de Medicamentos

Pergunta: Descreva as vantagens da padronização de medicamentos em uma unidade hospitalar.

Resposta:

  • Aumentar a qualidade da farmacoterapia e facilitar a vigilância farmacológica;
  • Disciplinar a inclusão e/ou exclusão de medicamentos quando necessário;
  • Possibilitar o uso da mesma linguagem (nome genérico);
  • Propiciar a sistematização de informações sobre o arsenal terapêutico;
  • Reduzir os custos da terapêutica sem prejuízos para a segurança e a eficácia dos medicamentos;
  • Racionalizar o número de medicamentos;
  • Facilitar as atividades de planejamento, aquisição, armazenamento, distribuição e controle dos medicamentos;
  • Disciplinar o receituário médico-hospitalar e uniformizar a terapêutica.

4. Critérios para Padronização de Medicamentos

Pergunta: Liste os critérios para padronização de medicamentos em uma unidade hospitalar.

Resposta:

  • Padronizar medicamentos pelo nome genérico;
  • Padronizar medicamentos com um único princípio ativo, excluindo-se, sempre que possível, as associações;
  • Padronizar de preferência medicamentos que resguardem a qualidade, levando-se em conta o menor custo;
  • Padronizar, preferencialmente, formas farmacêuticas que permitam a individualização na distribuição;
  • Padronizar formas farmacêuticas, apresentação e dosagem, considerando: a comodidade de administração, a faixa etária da clientela, a facilidade para cálculo de doses usualmente ministradas, a facilidade de fracionamento ou multiplicação de.

5. Objetivos do Centro de Informação de Medicamentos (CIM)

Pergunta: Descreva os objetivos de um Centro de Informação de Medicamentos (CIM) em um hospital.

Resposta:

  • Promover a assistência terapêutica (farmacovigilância, análise farmacoeconômica, etc.);
  • Promover educação continuada (treinamento);
  • Informar aos profissionais da área da saúde dados importantes sobre os medicamentos.

6. Atividades na Rotina de um CIM

Pergunta: Liste as principais atividades incluídas na rotina de um CIM.

Resposta:

  • Estudos de utilização de medicamentos;
  • Subsídios às ações da Comissão de Farmácia e Terapêutica;
  • Guia farmacoterapêutico;
  • Boletins informativos;
  • Critérios de uso de medicamentos;
  • Elaboração de um banco de dados sobre medicamentos;
  • Cadastramento de fornecedores;
  • Eventos no âmbito da farmácia hospitalar, visando à revisão ou à atualização dos funcionários;
  • Participação em grupos de apoio.

7. Dificuldades na Implantação do CIM

Pergunta: Descreva as principais dificuldades para implantação do CIM em um hospital.

Resposta:

  • Falta de preparo ou formação deficiente do profissional farmacêutico;
  • Falta de adesão da equipe multiprofissional;
  • Escassez de fontes e modelos para a implantação;
  • Dificuldade na troca de informações com a indústria farmacêutica;
  • Sistema de corpo clínico aberto;
  • Ausência de integração multiprofissional;
  • Prontuários médicos com escassez de informações.

PPA4: Logística e Tecnologia Farmacêutica

1. Função da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF)

Pergunta: “A CAF não dispensa medicamentos diretamente aos pacientes, apenas distribui às unidades de farmácia”. Justifique a afirmativa acima.

Resposta: A Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) tem como principal função a gestão logística de medicamentos e produtos para saúde em hospitais. Sua função não é a dispensação individual para pacientes, mas sim atuar como estoque central, recebendo, armazenando e distribuindo esses itens para as unidades de farmácias satélites. A dispensação direta ao paciente é responsabilidade dessas unidades, que fazem a conferência da prescrição e entregam o medicamento no local correto.

2. Critérios para Programação de Aquisição na CAF

Pergunta: O farmacêutico responsável por uma Central de Abastecimento Farmacêutico em um hospital deve realizar uma programação para que os medicamentos e materiais médico-hospitalares sejam adquiridos de forma adequada. Aponte os critérios que o farmacêutico deve levar em conta na elaboração da programação.

Resposta:

  • Identificar as necessidades;
  • Estimar e definir quantidades, por determinado período;
  • Especificação técnica;
  • Área física da CAF, condições e espaço;
  • Demanda, baseada em estudos de variações sofridas pelos estoques;
  • Recursos financeiros.

3. Modalidade de Aquisição em Hospitais Públicos

Pergunta: No que se refere ao contexto de aquisição de medicamentos, identifique a modalidade adotada pelos hospitais públicos.

Resposta: A modalidade de aquisição de medicamentos adotada pelos hospitais públicos é a licitação, predominantemente. A licitação permite que o hospital selecione a proposta mais vantajosa para a administração pública, seja por meio de concorrência ou outras modalidades previstas em lei.

4. Vantagens da Prescrição Eletrônica

Pergunta: Apresente cinco (5) vantagens da prescrição eletrônica nos hospitais.

Resposta:

  1. Melhor segurança com os dados sobre os medicamentos;
  2. Facilidade ao prescritor de “cruzar” informações entre os medicamentos a serem prescritos;
  3. Acesso à padronização de medicamentos, dietas, nutrições parenterais, protocolos quimioterápicos, além da padronização de formulários e rotinas a serem seguidos no hospital;
  4. Diminuição das incompatibilidades de medicamentos aos pacientes;
  5. Rapidez e simplificação do processo de prescrição.

5. Dificuldades na Implementação da Prescrição Eletrônica

Pergunta: Apresente as principais dificuldades encontradas na implementação de um sistema informatizado de prescrição eletrônica.

Resposta:

  • Falta de capacitação dos profissionais na área de informática;
  • Situação financeira instável dos setores de saúde;
  • Falta de rigor e padronização dos processos, levando à dificuldade de serem informatizados;
  • Rejeição pela equipe de saúde da inovação de processos e da adequação a novos critérios por meio de educação continuada.

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