Fundamentos da Psicanálise: Inconsciente, Ego e Narcisismo

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Parte 1: O Inconsciente e a Dinâmica Psíquica

1. Freud atribui ao inconsciente a maior parte do nosso aparelho psíquico e a sua parte mais arcaica. Nele, contêm-se as protofantasias, que são primitivas e originais, ou seja, que contêm fantasias pertencentes a toda a humanidade, além de fantasias particulares. Além disso, é do inconsciente que vem a energia que nos movimenta. Os comportamentos e acontecimentos de hoje estão ligados a acontecimentos passados que deixaram uma marca psíquica em nosso inconsciente. Também existem os mecanismos do sonho (condensação e deslocamento), que podem mostrar de maneira metafórica algo que pode ou deve ser visto. Portanto, o inconsciente está o tempo todo regendo a nossa vida e, aprendendo a escutá-lo, podemos compreender melhor a nossa vida como um todo.

2. Não são determinados por um processo inconsciente, porém têm um sentido, este que é substituto de um ato ideal, uma ação impossível que deveria ter sido produzida, mas não aconteceu.

3. A tensão nunca desaparece, pois a fonte é inesgotável e a energia que vem dela nunca atinge uma descarga total, que seria o prazer absoluto. Quando a energia chega na barreira do recalcamento, uma parcela não consegue passar por ela e fica confinada no inconsciente, reativando a fonte. A parcela que consegue passar se exterioriza em uma descarga parcial. Para alcançar o prazer absoluto, seria necessário que toda essa energia fosse descarregada. Portanto, devido ao fato de a fonte ser inesgotável, da descarga nunca se dar por completo e do trabalho da barreira do recalcamento, o prazer absoluto nunca é obtido.

Parte 2: O Ego e o Narcisismo

1. Desde o nascimento existe o Ego primitivo, prematuro, que é logo exposto à ansiedade gerada pelo conflito entre a pulsão de vida e a pulsão de morte. Esses impulsos farão com que o ego do bebê gere ansiedade, fantasias e mecanismos de defesa. O ego negociará com essa ansiedade a capacidade de manter essas forças em equilíbrio.

2. Narcisismo para Freud é o modo particular de relação com a sexualidade; ele pode levar à patologia e é o protetor do psiquismo. Existe o narcisismo primário, onde acontece o autoerotismo, e o narcisismo secundário, onde o investimento é nos objetos. No narcisismo, o "eu" é o lugar de investimento pulsional.

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