Fundamentos de Sistemas: Sinergia e Recursividade

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Capítulo 2: Sinergia e Recursividade

2.1 Sinergia

Quando a soma das partes é muito diferente do todo, e quando um objeto atende a esse princípio, dizemos que temos sinergia.

Há objetos que têm como característica a existência de sinergias e outros não. Às totalidades geralmente desprovidas de sinergia, chamamos de clusters (conglomerados).

CLUSTER: Presumivelmente sem uma sinergia, ou seja, a soma de suas partes é igual ao todo. Portanto, concluímos que o conglomerado não existe na realidade; mas, se existir para outros fins, como estatísticas, seria um conjunto de objetos abstratos que eliminou certas características, ou seja, os fatores que estão fora do estudo e que não afetam o comportamento de cada uma das partes.

A empresa deve ser capaz, por definição, de produzir mais ou melhor do que todos os recursos que ela compreende. Deve ser um verdadeiro todo: maior que a soma de suas partes ou, pelo menos, diferente dela, com um rendimento maior que a soma de todo o consumo.

2.2 Recursividade

Pela recursividade, podemos compreender que um objeto de sinergia (o sistema) é composto de peças com características tais que também são objetos sinérgicos (sistemas). Falamos, portanto, de sistemas e subsistemas.


Capítulo 3: O que é um Sistema?

Definições

SISTEMA: Conjunto coordenado de partes que interagem para atingir um conjunto de objetivos.

Definições aceitas por Bertalanffy e Boulding:

  • Agrupamento de componentes que executam ações em busca de objetivos.
  • Grupo de peças que formam um todo orgânico, com um propósito comum.
  • Pesquisa para a harmonização das partes.

Outras definições de sistemas:

  • Um conjunto de partes coordenadas que interagem para atingir um conjunto de objetivos comuns.
  • Um sistema é aquele que reúne as diferentes partes que contribuem de diferentes formas para alcançar um objetivo.
  • Um sistema é um conjunto de peças e objetos que interagem e formam um todo, ou que estão sob a influência das forças de qualquer relação definitiva.
  • Um sistema é um conjunto de objetos e seus relacionamentos através de seus atributos (impostos).

Conceito de Sinergia e Gestalt

Hall define um sistema como um conjunto de objetos e seus relacionamentos, e os relacionamentos entre objetos e seus atributos. Ele também define:

  • Objetivo: Um elemento que pode ser discriminado do resto (parte do sistema).
  • Atributo: São as propriedades por meio das quais o objeto aparece.

GESTALT: Sinergia é "a soma das partes de um sistema é mais do que a soma de cada indivíduo". Ou seja, o todo é diferente da soma das partes; a análise individual das partes não explica tudo.

Outra definição é a experiência normal perceptiva na qual tudo é visto ou entendido como algo mais do que a soma de suas partes. Burt procura a integração da ciência (homomorfismo), focando na aplicação (sistemas de prática), pesquisa operacional, gestão científica, análise de sistemas e engenharia de sistemas.

Subsistema

É a parte de um sistema que deve respeitar o princípio da recursividade.

Princípio da Recursividade: Diz que um sistema é considerado um subsistema quando ele pode ser relacionado ao sistema que o contém.

Limites do Sistema

Ao estabelecer a influência dos componentes do sistema e subsistemas em suas fronteiras, verifica-se o quanto é abrangido pelo sistema para ver onde ele influencia o outro; a seguir, dizem respeito ao seu ambiente.

  • Sistema Aberto: É um sistema que pode interagir com o meio circundante (ambiente). É um sistema vivo ou que troca energia com o meio ambiente.
  • Sistema Fechado: Sistema que pode trocar energia com seu ambiente.

As definições acima foram criadas por Boulding e Bertalanffy.

Forrester define Sistema Fechado como aquele cuja corrente de saída (o produto) ajusta a sua alimentação (suas entradas). Um Sistema Aberto é aquele cuja produção atual não altera a corrente de entrada.

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