Fundamentos de Taxas de Juros e Valor do Dinheiro no Tempo
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Fundamentos de Taxas de Juros
O nível da taxa de juros atua como um mecanismo regulador que controla o fluxo de fundos entre fornecedores e demandantes.
Fundamentos das Taxas de Juros
A taxa de juros ou retorno exigido representa o custo do dinheiro. É a compensação que um demandante de fundos deve pagar ao seu fornecedor.
Estrutura Temporal da Taxa de Juros
Para qualquer classe de títulos de risco semelhante, a estrutura temporal da taxa de juros relaciona a taxa de juros ao prazo de vencimento.
Taxa Nominal ou Efetiva
A taxa nominal de juros é aquela efetivamente cobrada pelo ofertante de fundos e paga pelo demandante. A taxa nominal de juros difere da taxa real em função de:
- Expectativa de inflação
- Risco de inadimplência (prêmio por risco)
i = Rf + PR
Onde:
- i = taxa nominal
- Rf = Taxa livre de risco
- PR = prêmio por risco
Teorias da Estrutura Temporal
Três teorias são frequentemente citadas para explicar a forma geral da curva de taxas de juros:
- Teoria das expectativas
- Teoria da preferência por liquidez
- Teoria da segmentação
Teoria das Expectativas
De acordo com essa teoria, a curva de taxas de juros reflete o que o investidor espera com relação aos níveis futuros dessas taxas e da inflação. Taxas futuras esperadas mais altas de inflação resultarão em taxas de juros de longo prazo mais elevadas, e o contrário ocorre com taxas futuras mais baixas.
Rf = i* + PI
Onde:
- i* = taxa real
- PI = prêmio de inflação
Teoria da Preferência por Liquidez
De acordo com essa teoria, as taxas de longo prazo tendem a apresentar taxas mais altas que as taxas de curto prazo. Essa crença tem como base:
- Os investidores acreditam que os títulos de curto prazo oferecem menos riscos que os de longo prazo e, dessa maneira, se dispõem a aceitar taxas mais baixas nos títulos de curto prazo.
- Os tomadores de recurso geralmente estão dispostos a pagar uma taxa mais alta por financiamentos de longo prazo do que de curto prazo.
Teoria da Segmentação de Mercado
Segundo essa teoria, o mercado de empréstimo é segmentado por prazo de vencimento, e a oferta e demanda de empréstimos dentro de cada segmento determinam sua taxa de juros.
Todas as três teorias da estrutura temporal são válidas. Com base nelas, podemos concluir que, a qualquer momento, a inclinação da curva de juros é afetada por:
- Expectativas de inflação
- Preferências por liquidez
- Equilíbrio relativo de oferta e demanda nos segmentos de curto e longo prazo do mercado.
O Valor do Dinheiro no Tempo
O conceito do valor do dinheiro no tempo surge da relação entre juro e tempo, porque o dinheiro pode ser remunerado por certa taxa de juros num investimento, por um período de tempo, sendo importante o reconhecimento de que uma unidade monetária recebida no futuro não tem o mesmo valor que uma unidade monetária disponível no presente.
Para que este conceito possa ser compreendido, torna-se necessário a eliminação da idéia de inflação. Para isso, supõe-se que a inflação tecnicamente atinge todos os preços da mesma forma, sendo, portanto, anulada no período considerado.
Assim, um dólar hoje vale mais que um dólar amanhã. Analogamente, um real hoje tem mais valor do que um real no futuro, independentemente da inflação apurada no período.
Esta assertiva decorre de existir no presente a oportunidade de investimento deste dólar ou real pelo prazo de, por exemplo, 2 anos, que renderá ao final deste período um juro, tendo, conseqüentemente, maior valor que este mesmo dólar ou real recebido daqui a 2 anos.
Conclui-se, pelo fato do dinheiro ter um valor no tempo, que a mesma quantia em real ou dólares, em diferentes épocas, tem outro valor, tão maior quanto à taxa de juros exceda zero. Por outro lado, pode-se dizer que este dinheiro varia no tempo em razão do poder de compra de um real ou dólar ao longo dos anos, dependendo da inflação da economia, como será visto adiante.
Definição de Orçamento de Capital
O orçamento de capital é o processo de avaliação e seleção de investimentos de longo prazo compatíveis com o objetivo de maximização da riqueza.
Gastos de Capital
Um gasto de capital é um desembolso de fundos com o qual a empresa espera obter benefícios em um período superior a um ano. Um gasto operacional é um desembolso que deve gerar benefícios em um prazo inferior a um ano.
Etapas do Processo de Orçamento de Capital
O processo de orçamento de capital compreende cinco etapas distintas, mas interdependentes:
- Geração de propostas: As propostas são feitas em todos os níveis de uma organização e revisadas pelo pessoal financeiro.
- Revisão e análise: Efetuam-se revisão e análise formal para avaliar a adequação de propostas e determinar sua viabilidade econômica.
- Tomada de decisão: Geralmente as decisões são tomadas tendo como variável de escolha os limites monetários.
- Implantação: Após a aprovação, os gastos são realizados e os projetos, implantados. Os gastos com um projeto de grande porte frequentemente ocorrem por fases.
- Acompanhamento: Os resultados são monitorados, e os custos e os benefícios efetivos são comparados aos que eram esperados.
Fluxos de Caixa Relevantes
Em uma avaliação de alternativa de investimento, a empresa precisa determinar os fluxos de caixa relevantes. Eles são a saída de caixa (investimento) e as entradas subsequentes resultantes, do ponto de vista incremental.
Os fluxos de caixa incrementais representam os fluxos de caixa adicionais – saídas ou entradas – que se espera resultarem de um gasto de capital proposto.