Fundamentos da Teoria Econômica: Escolas e Debates
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1. Bohm-Bawerk e o Processo de Produção
O processo de produção mais sofisticado e de longo prazo gera maior produtividade e renda no futuro. O processo produtivo, em suas etapas, gera crescimento econômico; a impaciência, ao focar no presente, limita esse crescimento.
2. Menger e a Metodologia Econômica
Menger defende o método dedutivo: a teoria e o indivíduo têm ações que buscam a máxima utilidade. Busca leis econômicas universais pela abstração lógica. Critica a Escola Austríaca (EA) por não conseguir leis econômicas gerais e teorias consistentes, defendendo o estudo empírico e histórico de diferentes culturas e épocas.
3. Menger: Utilidade Marginal e Custos
A Utilidade Marginal (UM) satisfaz o consumidor de mais de um bem. O custo de oportunidade é o valor do bem mais caro que o fator de produção deixou de produzir. A distribuição da renda de cada fator de produção é dada pela sua produtividade marginal.
4. Wicksell: Taxa Natural e de Mercado
Existem dois tipos de taxas: a natural (N), que prevalece sem política monetária e com mercado em equilíbrio (S=I), e a de mercado (M), influenciada pela política monetária e usada por bancos. O Banco Central deve ajustar M para ser igual a N.
5. Wicksell: Processos Cumulativos
Explica o ciclo de inflação (crédito, investimento, demanda, inflação, custo de vida, salário) e deflação (poupança, queda na demanda, queda na renda). O Banco Central precisa manter M=N para conter processos cumulativos.
6. Escola de Estocolmo (EE)
Engaja-se na política econômica e permanece na Suécia. Foca nas expectativas econômicas para produtores investirem. Estuda como a economia se reajusta até o equilíbrio. Economia monetária e real não se separam; política fiscal e monetária devem ser usadas para combater recessões e inflação.
7. Hayek: Conhecimento e Preços
O conhecimento para tomar decisões econômicas é dividido entre indivíduos. Preços livres ajudam a transmitir informações, tornando o mercado mais eficiente. A flexibilidade dos preços auxilia o reajuste rápido, e a competição obriga a inovação.
8. Princípios da Escola Austríaca (EA)
- Individualismo metodológico: a economia explica-se pelas ações dos indivíduos.
- Subjetivismo metodológico: o objeto do homem e juízos de valor são dados.
- Marginalismo: escolha econômica de acordo com a UM.
- Custo de oportunidade: toda atividade tem esse custo.
9. EA: Ciclos Econômicos
A causa do ciclo é um fator monetário, mas é constituído de fatores reais. A taxa de juros regula a economia ao coordenar consumo, investimento e poupança. O malinvestment (investimento no tipo de capital errado) causa desajustes que levam ao colapso e à recessão.
10. Schumpeter: Destruição Criativa
A evolução do capitalismo ocorre pelo processo de destruição criativa (nova tecnologia substitui a antiga e novos modelos de negócio), levando ao crescimento econômico. O empreendedor tem papel fundamental ao colocar inovações no mercado.
11. Keynes: Preferência pela Liquidez
Juros definidos pela preferência pela liquidez. No curto prazo, juros são dados pela oferta e demanda de moeda. No longo prazo, influenciados pelas expectativas. O Banco Central pode usar a política monetária para alterar juros.
12. Keynes vs. Wicksell
Keynes defende que o investimento depende de expectativas e juros. O governo precisa gastar mais e reduzir juros para estimular o investimento. Enquanto Wicksell confia no ajuste do mercado, Keynes defende a intervenção estatal para ajustar poupança e investimento.
13. A Grande Depressão
Keynes atribui a crise à deficiência da demanda agregada e expectativas pessimistas. Solução: gastos governamentais e redução de juros. Hayek critica a expansão monetária anterior que baixou os juros artificialmente, gerando o malinvestment.
Citações e Reflexões Teóricas
“Um processo microeconômico de produção levado a cabo por uma única firma será representado por uma função de produção...” (Bronfenbrenner, 1971).
“Confiar na teoria econômica neoclássica é uma questão de fé.” (Hunt, 1982).
“A teoria pura não requer a confirmação da realidade.” (Walras, 2009).
“Use a matemática como uma linguagem abreviada e não como um mecanismo de investigação.” (Carta de Marshall a Bowley, 1906).