Futsal: História, Regras e Técnicas Essenciais
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Futsal: História, Regras e Técnicas
História
O futsal foi fundado em Montevidéu (Uruguai) em 1934, criado pelo professor Juan Carlos Ceriani Gravier da Associação Cristã de Moços (ACM).
Em São Paulo — 1940, na ACM, o futsal foi introduzido no Brasil.
O jogo era jogado com 6 a 7 jogadores nas quadras cobertas de basquete e hóquei.
Depois foi reconhecido pela FIFA e passou a ser chamado de futebol de 5, também conhecido como futebol de salão.
Regras principais
1. Quadra de jogo
1 regra - quadra de jogo
2. Bola
2 regra - bola
3. Número de atletas
3 regra - número de atletas
- Máximo de 5 jogadores em quadra por equipe.
- Início da partida: equipe com mínimo de 5 jogadores.
- Número máximo de reservas: 7 jogadores.
- Substituição ilimitada (indeterminada).
Sistema de jogo
Sistema 2x2
O goleiro solta a bola para o jogador 1, que toca para o jogador 2. O jogador 1 corre para o meio e volta de costas para a posição do jogador 4; o jogador 4 vai para o lugar do jogador 1. Então o jogador 2 toca para o jogador 4 e corre para o centro, voltando de costas para a posição do jogador 3; o jogador 3 vai para a posição do jogador 2.
Sistema
4. Equipamento
4 regra - equipamento
- Camisa
- Calção curto
- Meias de cano longo
- Caneleiras
- Tênis apropriado
7. Duração da partida
7 regra - duração da partida
40 minutos, em 2 tempos de 20 minutos.
11. Faltas e infrações
11 regra - faltas e incorreções
Tiro livre direto — pode resultar diretamente em um tento contra a equipe que cometeu a infração.
- Dar ou tentar pontapé em adversário.
- Calçar o adversário na frente ou por trás dele.
Punição
Estas faltas são anotadas como acumulativas para a equipe. Será punido com a cobrança de um tiro livre direto a ser executado pela equipe adversária no local onde ocorreu a infração, se cometida fora da área penal do infrator.
Se ocorrer dentro da área, será cobrado um pênalti.
Tiro livre indireto — não se pode converter diretamente um tento, salvo se a bola, antes de entrar na meta, seja jogada ou tocada por um jogador que não seja o executor do chute.
Bola na mão ou de posse em meia quadra de jogo por mais de 4 segundos.
Pegar a bola com a mão vindo diretamente de um tiro lateral, de canto direto e indireto, se cobrado por um companheiro.
Tiro livre — reposição da bola em jogo em razão da paralisação da partida por assinalação de alguma infração.
Sanções disciplinares
- Cartão amarelo
- Cartão vermelho
Somente os jogadores titulares e reservas podem ser penalizados com cartão amarelo e vermelho.
Técnicas e fundamentos
Domínio
Domínio é a habilidade de recepcionar a bola. O objetivo do professor ao ensiná-la é levar a criança a recepcioná-la com as diversas partes do corpo. Classificações de determinadas habilidades de domínio.
Controle
Controle é diferente de domínio. Enquanto esta ação trata-se da recepção da bola, aquela se refere a mantê-la no ar, com toques de uma e de outras tantas partes do corpo, sem deixá-la cair ao chão. É o que as crianças chamam de embaixadinhas.
Condução
Condução é quando se leva a bola pela quadra de jogo. Uma regra básica: a bola deve estar próxima do condutor. Essa condução pode ser feita em linha reta (retilínea) ou em zig-zag (sinuosa). As outras faces para se conduzir são interna e externa. A de frente é ineficaz.
Chute
Chute surge no contato da criança com a bola em direção à meta adversária ou para afastar o perigo de um ataque adversário. O primeiro é o chute com objetivo ofensivo; o segundo, com objetivo defensivo. Logo, chute é sempre a mesma ação, muda apenas o objetivo.
Quais seriam as trajetórias de chute? Rasteira, meia-altura e alta. Quais seriam os tipos, as maneiras de chutar? Com o dorso ou peito do pé, de bate-pronto ou semi-voleio, de voleio ou sem-pulo, de bico e por cobertura.
Cabeceio
O cabeceio, a exemplo do chute, pode ser ofensivo e defensivo. Quem cabeceia o faz para marcar um gol, para defender a sua equipe ou para passar a bola para um companheiro. A exemplo do chute e do passe, o cabeceio pode ter diferentes trajetórias: em linha reta, para o alto ou em direção ao chão. O local onde se toca na bola determinará as diferentes trajetórias. Cabeceou-se no meio da bola, ela sai em linha reta; cabeceou-se embaixo da bola, ela vai para o alto; cabeceou-se em cima, ela desce.
Passe
O passe só acontece quando há duas pessoas: passa-se quando alguém envia a bola para outra pessoa. Em geral passa-se a bola com os pés, mas também pode sair um passe com a cabeça, com o peito, a coxa ou o ombro.
O passe é classificado quanto à distância, à trajetória (altura), à execução (parte do corpo), ao espaço de jogo (quadra) e à habilidade.
- Distância: Curto - até 4 metros; Médio - 4 a 10 metros; Longo - acima de 10 metros.
- Trajetória: Rasteiro, meia altura, parabólico.
- Execução: Interna, externa, anterior (bico), solado, dorso.
- Espaço de jogo: Lateral, diagonal, paralelo.
- Passes de habilidade: coxa, peito, cabeça, calcanhar, ombro, parabólico ou cavado.
PASSE: É a ação de enviar a bola para o seu companheiro ou para um determinado setor de jogo.
O passe é classificado da seguinte forma:
1. Em relação à distância do passe:
Curto (à distância de 4 metros).
Médio (à distância de 4 a 10 metros).
Longo (acima de 10 metros).
2. Em relação à trajetória da bola:
Passe rasteiro.
Passe meia altura.
Passe parabólico.
3. Em relação à execução do passe:
Passe com a parte interna do pé.
Passe com a parte externa do pé.
Passe com a parte anterior do pé.
Passe com o solado do pé.
Passe com o dorso do pé.
4. Em relação ao espaço de jogo:
Passe lateral.
Passe diagonal.
Passe paralelo.
5. Em relação aos passes de habilidade:
Passe com a coxa.
Passe com o peito.
Passe com a cabeça.
Passe com o calcanhar.
Passe parabólico.
RECEPÇÃO: É a ação de interromper a trajetória da bola vinda de passes ou arremessos.
A recepção é classificada da seguinte forma:
Em relação à trajetória da bola:
Rasteira.
Meia altura.
Parabólica.
Em relação à execução da recepção:
Rasteira (com a face interna, externa e solado do pé).
Meia altura (com a parte anterior e interna da coxa e com a parte interna do pé).
Parabólica (com o peito, coxa, dorso, cabeça e solado).
CONDUÇÃO: É a ação de progredir com a bola por todos os espaços da quadra de jogo.
A condução é classificada da seguinte forma:
Em relação à trajetória da bola:
Retilínea (com a parte interna, externa e solado do pé).
Sinuosa (com a parte interna e externa e com o solado e a parte interna do pé).
DRIBLE: É a ação individual exercida com a bola, com o objetivo de ludibriar o adversário, podendo ser ofensivo ou defensivo.
O drible é classificado da seguinte forma:
1. Em relação à aplicação do drible:
Com o jogador parado ou em deslocamento.
2. Em relação à execução do drible:
Poderá ser executado com os pés ou com o corpo.
CHUTE: É a ação de golpear a bola com os pés visando desviar a trajetória da mesma.
O chute é classificado da seguinte forma:
1. Em relação à trajetória da bola:
Rasteiro
Meia altura
Pelo alto
2. Em relação ao tipo de chute:
Simples
Bate-pronto
Voleio
Bico
Cobertura
3. Em relação à execução:
Simples (com o dorso do pé).
Bate-pronto (com o dorso, a parte interna, externa e anterior do pé).
Voleio (com o dorso do pé).
Bico (com a parte anterior do pé).
Cobertura (com a parte ântero-superior do pé).
MARCAÇÃO: É a ação de impedir que o adversário tome a posse da bola, e quando da posse da mesma, venha a progredir pelo espaço de jogo.
A marcação é classificada da seguinte forma:
1. Marcação individual: tem como objetivo exercer a ação de marcar de forma direta um determinado oponente.
2. Marcação por zona: a marcação visa ocupar um determinado espaço ou setor da quadra de jogo.
3. Marcação mista: combina as ações da marcação individual e de zona.