Gerenciamento de Redes: disponibilidade, falhas e desempenho

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Indisponibilidade e impacto

Indisponibilidade — o impacto de uma falha da rede produz um decréscimo na receita e aumenta o custo de uma empresa. O custo de uma falha na rede varia de 2% da receita anual, no primeiro dia de paralisação, até cerca de 30% no trigésimo dia.

O que é o gerenciamento de redes?

“Inclui a disponibilização, a integração e a coordenação de elementos de hardware, software e humanos para monitorar, testar, consultar, configurar, analisar, avaliar e controlar os recursos da rede, e de elementos, para satisfazer às exigências operacionais, de desempenho e de qualidade de serviço em tempo real a um custo razoável.”

Gerência de redes

Gerência de redes: monitorar e manter o funcionamento da rede; feito através da própria rede; conexões, dispositivos (hubs, switches, ...).

Gerência de sistemas

Gerência de sistemas: monitorar e manter dispositivos individuais; pode ser feito local ou remotamente; backups, softwares, no-breaks, usuários.

Por que gerenciar?

  • As redes tendem a crescer em: extensão; serviços; heterogeneidade; complexidade; usuários.
  • A operação da rede torna-se crítica: os recursos tornam-se indispensáveis; mais problemas podem ocorrer.

O que gerenciar?

  • Elementos ativos da rede: roteadores, pontes, switches, hubs.
  • Servidores:
    • Serviços básicos: DNS, SMTP;
    • Serviços de aplicação: DB, WWW;
  • Clientes: softwares instalados; controle de acesso.

Como gerenciar?

Gerenciar consiste em:

  • Monitorar a operação.
  • Controlar dispositivos e serviços.

A complexidade pode ser abordada:

  • Automatizando procedimentos;
  • Integrando ferramentas;
  • Usando padrões de gerência;
  • Utilizando sistemas de gerência de rede;
  • Construindo sistemas hierárquicos.

Sistemas de gerência

A arquitetura geral dos sistemas de gerência de redes apresenta quatro componentes básicos:

  • Elementos gerenciados: dispositivos que possuem software especial denominado agente, que permite que o equipamento seja monitorado e controlado através de uma ou mais estações de gerência.
  • Estação de gerência: elemento que possui software denominado gerente, responsável por interagir diretamente com os agentes e consolidar as informações sobre o ambiente.
  • Protocolo de gerência: pré-definições para a troca de informações de gerência — o idioma usado entre os componentes do sistema.
  • Informações de gerência: definem os dados que podem ser usados em operações com o protocolo de gerência, isto é, quais agentes e quais gerentes podem interagir.

Gerência de falhas

Gerência de falhas: detectar e resolver rapidamente situações que degradam o funcionamento da rede.

Atividades típicas:

  • Determinar a origem da falha;
  • Isolar a falha do restante da rede;
  • Agir para minimizar o impacto da falha;
  • Realizar a reposição de componentes com falha;
  • Detectar pontos críticos de reincidência;

Tem precedência sobre as demais áreas.

Pode ser:

  • Reativa: reage às falhas na medida em que ocorrem;
  • Pró-ativa: busca detectar falhas antes que elas ocorram. A gerência pró-ativa é onerosa.

Exemplos: HP OpenView, Tivoli, Nagios.

Gerência de desempenho

Gerência de desempenho: acompanhar a performance dos dispositivos da rede em relação à utilização e ao crescimento da infraestrutura; assegurar a capacidade de tráfego mínima na rede.

Baseia-se em indicadores como:

  • Erros de CRC;
  • Time-outs;
  • Retransmissões;
  • Taxa de ocupação de canais de comunicação;

Dados históricos são importantes.

Exemplos: Cacti, MRTG, NFSen, etc.

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