Gestão Financeira Internacional: Desafios e Estratégias

Classificado em Economia

Escrito em em português com um tamanho de 5,06 KB.

Objetivos da Gestão Financeira Internacional (GFI)

  • Maximização da riqueza do acionista (retorno do capital investido)
  • Maximização da riqueza da empresa (reinvestimento, trabalhadores, gestores, credores)
  • Principal motivo para a internacionalização: ganhar quota de mercado e aproveitar economias de escala, expertise tecnológica, capacidade financeira

Motivos Estratégicos para a Internacionalização

  • Aumentar e diversificar as vendas
  • Adquirir e diversificar as fontes de fornecimento de recursos
  • Acesso a know-how

Função Financeira: Principais Atribuições

  • Avaliação económico-financeira das estratégias de negócio
  • Análise de projetos de investimento/desinvestimento
  • Definição dos níveis de risco assumidos
  • Gestão dos riscos referidos e eventual cobertura
  • Integração dos Sistemas de Informação (SI)
  • Qualidade da informação económico-financeira

Principais Desafios da GFI

  • Evitar a armadilha do curto prazo
  • Avaliar o valor dos intangíveis
  • Entender os modelos de avaliação para compreender o comportamento dos mercados

Fatores que Condicionam o Processo de Globalização

  • Políticos e Económicos
  • Progresso Tecnológico
  • Fatores Competitivos
  • Fatores Sociais
  • Globalização financeira, das transações comerciais e tecnológica

Mercado de Câmbios: Organização

  • Especuladores
  • Brokers e Dealers (bancos)
  • Bancos centrais

Funções Básicas do Mercado de Câmbios

  • Transferir poder de compra de uma divisa para outra
  • Assegurar o crédito para o comércio internacional
  • Possibilitar a cobertura do risco cambial

Características do Mercado de Câmbios

  • Dimensão mundial
  • Mercado descentralizado (extensão/dispersão geográfica dos negócios)
  • Liquidez elevada

Para se gerir permanentemente a posição cambial da empresa, deve-se registar todas as operações suscetíveis de influenciar a própria posição de câmbio da empresa.

Técnicas de Redução do Risco Cambial

  • Escolha da moeda de faturação
  • Cláusulas monetárias:
    • Adaptação proporcional dos preços às flutuações cambiais
    • Adaptação proporcional dos preços às flutuações cambiais, sujeitas a franquia
    • Partilha de risco
    • Cláusula de opção
  • Alteração de prazos
  • Netting (centro de compensações)

Mercado de Câmbios a Prazo

Prémio e desconto

Pressupostos do CAPM

  1. Os investidores tomam decisões apenas com base no risco e no rendimento dos ativos financeiros, que são medidos pela variância (ou desvio-padrão) e média das taxas de rentabilidade esperadas.
  2. A fronteira de eficiência resulta do consenso entre os investidores, em relação aos valores esperados e à variância do rendimento dos vários ativos.
  3. Os investidores têm horizontes temporais de investimento idênticos.
  4. A informação está igualmente disponível para todos os investidores sem custos significativos.
  5. Existe um ativo sem risco e os investidores podem realizar ou contrair empréstimos em montantes ilimitados, à taxa de juro do ativo sem risco.
  6. Não há custo de transação.
  7. Não há impostos.
  8. Não há restrições às vendas a descoberto.
  9. Todos os ativos são transacionáveis.
  10. Todos os ativos são divisíveis.
  11. O mercado de capitais é um mercado de concorrência perfeita.

Arbitragem (Venda a Descoberto)

Operação em que se vende uma carteira de ativos com o mesmo risco de outra carteira que se pretende manter/comprar, mas que tem uma rentabilidade maior. Quando as rentabilidades e o preço se igualam, deixa de haver arbitragem.

Vantagens Absolutas

Adam Smith considerava que uma nação obteria vantagens no comércio internacional se fosse mais eficiente na produção ou produzisse com menor trabalho uma determinada mercadoria.

Vantagens Comparativas

David Ricardo considerava que o comércio seria vantajoso para ambas as nações, mesmo se uma produzisse internamente uma determinada mercadoria a custos mais altos, desde que os termos de produtividade entre as nações envolvidas fossem diferentes.

Vantagens Competitivas – Michael Porter (1989)

A teoria da Vantagem Competitiva de Porter faz uma abordagem microeconómica à competitividade, para explicar o desempenho económico das nações relativamente à procura pela inserção no comércio internacional.

Segundo a sua teoria, o que motiva as trocas entre as nações é a existência de certo 'diamante' no qual se encontram as razões que explicam a existência destas trocas com vantagens económicas para as nações envolvidas.

Entradas relacionadas: