Gestão de RH: Segurança, Carreiras e Absentismo

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Segurança no Trabalho

Na segurança no trabalho, o médico tem de ser especializado em Medicina do Trabalho. O médico deverá conhecer o ambiente e as funções que são desempenhadas pelo colaborador. Para que médicos de Medicina do Trabalho ou técnicos de Segurança no Trabalho consigam emitir opiniões ou pareceres que são obrigatórios, eles terão que, forçosamente, conhecer com detalhe as funções desempenhadas (através do processo de descrição de funções que lhes é fornecido) e também as condições e espaços onde as mesmas funções são desempenhadas; só assim estarão em condições de emitir pareceres corretos e fundamentados.

Formação Profissional e Avaliação de Desempenho

Sobre a formação profissional, é essencial falar da avaliação do desempenho. O processo deve seguir esta lógica:

  • Primeiro: Deve-se saber quem faz o quê (descrição de funções).
  • Segundo: Realizar a avaliação de desempenho.
  • Terceiro: Nos aspetos da avaliação de desempenho que estiverem menos bem, deve-se formá-los profissionalmente.

O cruzamento que existe entre formação e descrição de desempenho envolve três áreas. Primeiro, deve-se saber o que compete a cada um fazer, e isso é-nos dado pela descrição de funções. De seguida, devemos utilizar o processo de avaliação de desempenho, porque esse processo vai ilustrar, num determinado período, quais as funções que estão bem desempenhadas e quais não estão. É precisamente pegando nestas últimas que devemos convertê-las como base da constituição de um plano de formação profissional.

Dinâmicas de Carreira e Evolução Profissional

  • Progressão de carreira: Evolução salarial sem mudar de categoria profissional. Assenta mais na antiguidade do que no mérito. Na área pública, acontece por evolução dos escalões salariais; na área privada, em muitos contratos coletivos de trabalho, é utilizado o conceito de atribuição de diuturnidades (modelo de tempo de 3 a 5 anos).
  • Reconversão profissional: Acontece quando o trabalhador muda de categoria profissional e também de carreira para outra completamente diferente, mas ainda não detém os requisitos legais ou habilitacionais necessários para o desempenho definitivo na nova categoria e carreira. Passa por um processo transitório em que os vai obter, podendo, em alguns casos, passar a exercer de imediato as novas funções durante o tempo em que procura obter tais requisitos.
  • Reclassificação profissional: Tem por objeto ajustar a categoria de determinado trabalhador à função por este efetivamente exercida, quando elementos típicos dessa função integram maioritariamente o conceito correspondente a outra categoria. Ao contrário da reconversão, esta exige como requisitos necessários a titularidade de habilitações literárias e das classificações profissionais exigidas para o ingresso na nova categoria profissional e carreira.
  • Promoção: Ocorre por mudança de categoria profissional dentro da mesma carreira. Neste caso, a carreira poderá ter um conjunto de categorias profissionais escalonadas, todas elas com um tronco funcional comum e às quais vão correspondendo níveis de autonomia, complexidade e responsabilidade, bem como níveis salariais superiores. Normalmente, a promoção está mais assente no critério "mérito" do que no critério "antiguidade".
  • Reabilitação profissional: Permite baixar salários. Acontece quando um colaborador deixa de poder desempenhar a sua função por acidente pessoal ou de trabalho e terá de desempenhar uma outra função.

Gestão e Estudo do Absentismo

O absentismo é o conjunto de momentos ou períodos que deveriam ter sido trabalhados e não foram. O absentismo tem três componentes:

  1. A assiduidade (mais fácil de medir por instrumentos).
  2. A pontualidade (mais fácil de medir por instrumentos).
  3. Os momentos de improdutividade (podem ser medidos por métodos estabelecidos e medidas tomadas).

Como fazer o estudo de absentismo:

É necessário distinguir o que é absentismo voluntário e involuntário. O primeiro indicador de ausência de motivação é a pontualidade. O estudo envolve:

  • Catalogação: Identificar os motivos/causas para o absentismo ter acontecido e analisar as principais razões.
  • Orçamentação: Quanto vale o absentismo do colaborador para a empresa. Esta orçamentação deverá ser feita por trimestres ou semestres, no máximo.
  • Extração de políticas: Definição de conclusões de correção ou combate ao absentismo.

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